Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Constrangimentos

Oi geeente!!!




Tem coisas que me deixam nervosa. Ir ao banco e dirigir, por exemplo. Sou péssima na direção das finanças e uma catástrofe na direção de um veículo automotor. Sou uma negação.

Mas, a cada morte de Papa, preciso me dirigir a uma agência bancária. Onde me deparo, com outra coisa que me deixa nervosa: a porta giratória.

Estão lá aqueles milhares de clientes, uns sentados, outros de pé, outros saindo, mas a sensação que tenho é que todos estão cuidando minha chegada triunfal, e o momento em que vou dar de cara com a porta de vidro, batendo invariavelmente o (pequeno) nariz nela, quando automaticamente ela trava apitando.

Dizem que pensamento tem força. E deve ter. Porque aquela monstra de porta SEMPRE trava comigo. Vou contar uma para vocês:

Momento agência bancária guaporense: é a terceira vez que tento entrar (desarmada) em uma agência local e a porta trava, apita, berra e o "seu gualda" vem me socorrer.

Na primeira vez, eu tinha um milhão em moedas na bolsa.

Na segunda, uma chave apenas.

Na terceira, nem bolsa eu tinha! Jesus! O gualda já me encarava, questinando-se: -Essa deve usar calcinha de ferro. Coitada!

Claro que isso acontece com muita gente, e quem está acostumado com este esquema (mais que necessário) de segurança, simplesmente deixa o 38 com o guarda e entra no banco. Mas vocês já repararam como algumas coisinhas simples nos deixam MUITO constrangidos?

Pareço legal, mas morro de vergonha, por exemplo, de fazer aniversário e ser o centro das atenções. Queria que a terra me engolisse todas as vezes que um homem bonito me olha nos olhos. Desvio o olhar na hora! (Se você me olhar nos olhos e eu não desviar o olhar, você é feio! Haha! Brincadeirinha.)

Odeio entrar em lugares pela primeira vez, principalmente em restaurantes e afins, porque sinto-me um peixe fora d’água. Parece que todo mundo sabe como se portar, menos eu. Almoçar sozinha em um restaurante também me deixa péssima. Parece que sou uma “forever alone”.

Sinto vergonha também de ser observada comendo um xis. Se escapar um pedaço de tomate, ou eu babar um pouco de maionese, tenho ganas de morrer!

Tropeçar na rua. Fazer uma pergunta idiota nas minhas entrevistas de rádio. Estar entre pessoas desconhecidas. Ir para uma balada sem namorado (o que faço com as mãos?). Fazer xixi em banheiro de shopping, com toda aquela mulherada fazendo xixi junto. Encontrar alguém com a mesma roupa na festa! Dar de cara com o ex, e ele com sua nova namorada, e você encalhada!

Meu Deus, existem muitas coisas constrangedoras no mundo! E muitas pessoas que, por se constrangerem além da conta, acabam sofrendo de uma certa fobia social, e praticamente vivem o mais isoladas possível. (EU!)

Medo de passar vergonha, de ser o centro das atenções, de cometer gafes, enfim, os medos nossos de cada dia não podem nos bloquear. E por vezes bloqueiam. Eu mesma não dirijo, e confesso, essa é a maior frustração de toda minha humilde existência.

Vou propor que passar vergonha seja considerado chique! Deveria ser a última moda em Paris! Assim, pagaríamos todos os nossos micos de bem com a vida, e até tombo com a mão no bolso no meio da multidão iria ser fashion!

“Não tenha vergonha nem medo de ser ridículo, e os ridículos envergonhados invejarão a sua coragem”.

Tales Stocchi Somensi



Beijos meus lindos!

2 comentários:

  1. Olá!!!

    Nossa muito bom você entrar neste assunto, pq eu tenh inúmeras "vergonhas" mas nem deixo as pessoas a minha vota saberem! rs Fico com vergonha, por vezes até do julgamento delas.

    Claro, que atualmente eu já desencanei um pouco! Mas almoçar sozinha? péssimo pra mim! se isso tiver q acontecer, ou no fast food que é menor constrangrimento! rs entre outros!

    Mas, das poucas coisas que eu consegui desencanar, eu me senti bem melhor e observei que as pessoas tb tinham suas vergonhas... rs

    Bjs

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  2. Todos nós temos, admitir já é um ato de coragem! Eu acho... haha bj

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