Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Feliz Dia das Mães!

Oi geeente!




Quem foi mesmo que escreveu que, na vida, precisamos plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro?

Eu, que até o ano passado nem árvore tinha plantado, estou aqui às voltas com o livro.

O livro da maternidade.

É o primeiro Dia das Mães que passo segurando a mãozinha da minha bebê.

E só tenho a agradecer. Se escrevesse meu livro, contaria o quanto ser mãe mudou minha vida.

Desde o momento que descobri estar grávida, comecei a me transformar em uma pessoa melhor.

Nos primeiros meses de gravidez, terríveis enjoos faziam com que levantar da cama fosse um suplício. Passei três meses correndo entre a cama e o vaso sanitário, sem conseguir segurar nada no estômago. Depois, veio o peso, e com ele as dores na barriga, nas costas, dificuldade para dormir, cansaço e inchaço. Não fui uma grávida que conseguiu curtir cada momento da gestação com bem- estar. Mas em nenhum momento deixei de ser feliz e agradecer a vida que crescia em meu ventre. Me coloquei totalmente em segundo plano, e tudo o que importava era a saúde da Olívia. Depois de ser mãe, deixei de ser egoísta.

Então, ela nasceu. As noites em claro, a adaptação, a atenção voltada a ela 24 horas, fizeram com que eu percebesse que ser mãe não era brincadeira. Passei a ser responsável.

Eu, que não tinha medo da morte, rezo todas as noites para que minha filha tenha saúde, vida longa, felicidade. Percebi o quanto a vida é frágil. Aprendi a zelar por ela.

No meu pequeno universo, entre fraldas e mamadas, o mundo ficou completo com o nascimento não só de um bebê, mas de um lar. Aprendi a valorizar a família.

Já não me importa se fulana se separou do ciclano, se beltrana está de carro novo, se esse está bem de grana, se aquele vai viajar para a Europa. A vida dos outros não me diz respeito. Aprendi a cuidar da minha.

Depois que minha filha nasceu, descobri o que é o amor sem medida. Reforcei minha fé em Deus e olho com esperança para o futuro. Aprendi a confiar.

Aprendi que ser mãe é ser guerreira, leoa, gigante, e ao mesmo tempo ser frágil, ser pequena, ser vulnerável. Aprendi a pedir ajuda.

Ouço receitas, lições de moral, técnicas de educação e de como criar um filho. E percebo que cada mãe abnegada faz o que pode, diante das condições que tem. E que nenhuma é melhor que a outra, são todas iguais, dando o seu melhor. Aprendi que não sou perfeita.



Ser mãe, é uma missão, uma linda jornada de aprendizado. A Olívia me ensina, eu ensino a Olívia.



O mundo dá medo, mas lutar por ela me traz coragem. Eu fiz morada naqueles olhinhos brilhantes e curiosos, que ainda não conhecem o perigo e a maldade. Ela é a prova de que anjos existem.



Hoje, na vida, já plantei árvore, já tive filho, e se escrevesse um livro, nas primeiras páginas, diria:



Depois que a Olívia nasceu, eu não virei mãe, eu virei gente!



Feliz Dia das Mães para todas nós!



3 comentários:

  1. Maravilhosa Michele, se me permite. Seu texto começa despretensioso, vai ganhando forma lentamente, robustecendo-se em conteúdo, merecendo a confiança de quem lê por ser verdadeiro, não gastando palavras a toa, envereda por aquelas conversinhas pequenas que a gente gosta de ouvir e termina saborosamente genial. Tu és a mão mais linda desse mundo. Beijo!

    Edson Freitas, seu fã incontido. Com todo respeito, claro.

    ResponderExcluir
  2. É óbvio que eu quis dizer "mãe". Todavia, pensando bem, "mão" caiu certeiro, não destoou em nada do que está dito por nosotro. Quer saber? As duas coisas em ti são maravilhosas, e não se fala mais nisso.

    EF

    ResponderExcluir
  3. hahaha só me resta... agradecer! :D

    ResponderExcluir