Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Paixão cruel, desenfreada...


Oi geeente!!
Estamos entrando no mês de junho... o mês dos namorados! Um clima de amor e paixão está no ar! Oba!

Quando eu era menina, apaixonada por um colega da escola, fazia coisas de cinema para ele perceber minha humilde existência. E a tarefa era difícil, já que eu não era nenhuma Gisele Bundchen. Imaginem vocês, um ser que pesava trinta quilos, sendo que pelo menos dez desses quilos correspondia a nariz. Eu era o tipo de adolescente “monosobrancelha”, com cabelinho bem ruim e nada de peito. Resumindo: digamos que eu não era a mais popular da escola. Mas os feios também amam. E eu amava. Muito.

Esse tipo de paixonite me deixava com borboletas no estômago toda vez que meu amado sorria. Toda vez que ele me olhava. Quando eu o via, meus joelhos ossudos batiam um no outro.

Ele nunca se apaixonou por mim (e sério, eu não o culpo por isso haha), mas essa paixão de adolescência foi uma das épocas mais interessantes da minha vida. Eu acordava, comia, respirava e existia em função de outra pessoa.

Eu passei por isso pela primeira vez em uma fase que, sinceramente, meus colegas estavam mais interessados nas paixões deles do que nas minhas. Minhas bobeiras inconsequentes e as atitudes infantis, impensadas e tão burrinhas, não eram levadas em consideração.

Quando vivemos isso na adolescência, parece que tudo é normal, natural. Mas vejo muita gente vivendo isso hoje. E digamos, que são pessoas nem tão adolescentes assim. E por isso, o pobre apaixonado está sempre no banco dos réus, sendo julgado. A paixão não tem idade nem hora para arrebatar você, te jogar no tapete, te levar a nocaute.

Muitas pessoas pularam etapas da vida, em função de uma série de coisas, e quando batem nos 30, nos 40, resolvem resgatar as emoções perdidas.

Por isso tantas mudanças bruscas, abandonando família, emprego, rotina, em busca de uma vida repleta de aventura e borboletas no estômago. Quando se está embalado pelos doces braços da paixão, é muito fácil quebrar a cara. Mas é o preço que se paga.

Olhamos para estes adultos adolescentes vivendo grandes paixões e por vezes questionamos: - Mas isso está certo?

A sensação de se estar apaixonado é uma das mais marcantes de nossa vida. Mas ela é passageira. A paixão se transforma em outra coisa.

Só que muitos não conseguem viver sem ela. Por isso não se entregam a nada que seja longo, calmo e duradouro. Querem estar a 200 por hora o tempo todo. Acabam se atropelando ou atropelando alguém.

Para quem observa a paixão pelo lado de fora, fica fácil apontar todas as atitudes irresponsáveis que ela traz. Mas para quem vive uma paixão, vale qualquer coisa para saborear esta preciosa bebida até sua última gota.

Por isso, não julgue com dureza os apaixonados. Quem faz isso, ou nunca viveu uma grande paixão, ou está com inveja de quem está vivendo. Mas também não passe a mão na cabeça, acobertando os exageros das paixões. O coração tem asas, mas é bom manter os pés no chão.

Eu sei que a ciência explica, que os estudiosos dão prazo de validade, que os céticos não acreditam, que os românticos aplaudem... mas a verdade é que uma grande paixão não se explica. Se vive e ponto final.

Portanto, se tenho o direito de dar uma sugestão a você leitor, sugiro que se apaixone! Procure o par que faz seu coração vibrar! Apaixone-se por uma atividade que dê prazer! Por algo que traga emoção! Apaixone-se por um sonho e saia correndo atrás dele! Apaixone-se pela vida! Sem paixão, tudo é tão morno.

No final das contas, a gente mede a vida pela intensidade com que foi vivida!
Um beijo apaixonado.

"As paixões são como as ventanias que incham as velas do navio. Algumas vezes o afundam, mas sem elas não se pode navegar." (Voltaire)

7 comentários:

  1. Amada Miche... a paixão o amor são um santo remédio fazem nos sentir vivos, por isso fica a dica: Veja sinta, perceba, imagine ou faça de conta que está caminhando num magnífico campo e que acaba de decidir que não quer mais ficar só. Imagine que entra num pomar abundante, respire uma vez e imagine, ouça, sinta ou veja que sai de por detrás de uma laranjeira em flor o ser da sua vida. Aquele ou aquela que o Universo indicou como sendo seu par ideal. Caminhe em direção a esta pessoa e veja ou imagine que ela caminha em sua direção. Abrace e seja abraçado por este ser. E sabendo profundamente que seu par ideal está aí, respire e abra os olhos.

    e Ame profundamente!!!!

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  2. Ai, guria, tu disseste tudo. Eu fazia cada loucura para um coleguinha notar que eu existia, mas eu também era um patinho feio (uma taquara loira...kkkk). Quando nos apaixonamos fazemos cada bobagem. Combinamos signos, sobrenomes...aff. Por mais que algumas vezes esse sentimento nos faça sofrer, apaixonar-se é tudo de bom.
    Beijo!!

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  3. Freud dizia que a paixão é uma psicose temporária, na medida em que apenas projeta nosso desejo e nossa falta num outro e anula nosso próprio ego. Dura em geral de três a seis meses, segundo pesquisas mais recentes. A partir daí, aparece a pessoa real, que pode decepcionar. É o motivo de muitos casamentos infelizes, pois a pressa em comprometer-se e eventualmente um filho podem ocorrer nessa fase. Já o amor é mais profundo e permanente, pois se baseia na admiração e na identificação.

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  4. Lacan: o objeto da paixão dá o que não tem.

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  5. adoro quando o dr vem dar umas consultinhas de graça por aqui! :D

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  6. michele passei por isso também e confesso que ao mesmo tempo que doi e vital compõe toda tranformação e conhecimento adquiridos !
    este texto merece um video lindo que adoro!
    o link:http://www.youtube.com/watch?v=ZF5RiN6lF7s

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  7. Obrigado pelo comentário Kathia, vou ver o vídeo! E Beta... obrigado por sempre complementar os textos enriquecendo o blog! ;)

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