Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A limonada do limão azedo

Oiii geeente!


Estão achando que viver é moleza? Viver é atirar-se de um precipício em vôo livre todos os dias.

Resta saber se você foi feito para voar.


Costumo ser muito observadora, e adoro me relacionar com diferentes tipos de pessoa, independente de idade. Gosto de ter contato com gente diferente de mim, e com gente igual a mim, para aprender.

Me chama muito a atenção a capacidade de algumas pessoas de superar perdas, desviar obstáculos, aprender com os erros. Enquanto outras se desestruturam completamente e fazem de sua própria vida um inferno.

É aquela velha história: tinha uma pedra no meio do caminho. Ou você dá um jeito de desviar, passar por ela, ou ficará lamentando a pedra, parado, a vida toda.

Outro dia, cometi um erro no trabalho, desses balões fenomenais que a gente não acredita que conseguiu dar. Queria me esconder do mundo e já estava achando que eu deveria mudar de profissão quando uma pessoa me disse: garanto que esse erro aí, tu não comete mais.

Sim. Vou prestar muito mais atenção em algo que antes fazia de forma mecânica. Claro que vou voltar a errar, mas serão erros diferentes. Repetir os mesmos erros, é mesmo burrice.

De todas as coisas (boas e ruins) que me aconteceram, com certeza as ruins me fizeram aprender mais. De todos os desafios que a vida impõe, foram os mais difíceis que me deram mais satisfação de vencer. Já me disse o Dr. Luis Fernando, psiquiatra, “aprendemos com a dor”, com as frustrações. “Para evoluir como pessoa, são necessárias experiências transformadoras, a grande maioria frustrantes”. Ele tem razão.

Incrível, mas, das pessoas que passam por nossas vidas, como nos marcam aquelas que nos fazem “sofrer”. Desde aquela bronca histórica que recebemos do pai ou da mãe, por algo errado que fizemos. Passando pela professora que mais parecia um general. Chegando ao chefe exigente. Terminando no amor complicado. Pessoas que nos impõem limites, que nos fazem repensar a vida, que nos exigem superação, são fundamentais. São pessoas que nos ensinam a voar.

Adoro parábolas. E essa é linda:


Você sabe como um filhote de águia aprende a voar? A águia faz o ninho bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e em volta o ar para sustentar as asas dos filhotes. A águia-mãe empurra os filhotes para a beira do ninho. Nesse momento seu coração se acelera com emoções conflitantes, pois ao mesmo tempo em que empurra sente a resistência dos filhotes em não querer ir em direção ao precipício. Para eles, a emoção de voar começa com o medo de cair. Faz parte da natureza da espécie. Apesar da dor, a águia sabe que aquele é o momento. Sua missão deve se completar, mas ainda resta a tarefa final: o empurrão. A águia enche-se de coragem. Ela sabe que enquanto seus filhotes não descobrirem suas asas, não entenderão o propósito de sua vida. Enquanto não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer águia. Assim, o empurrão é o maior presente que ela pode oferecer a eles. É seu supremo ato de amor. Então, empurrando um a um, ela os precipita para o abismo. E eles voam! Livres após descobrirem suas asas.

(Autor Desconhecido)


Ao invés de guardarmos rancor dos que nos empurraram para o abismo, vamos lembrar deles com gratidão. Mesmo que não tivesse sido essa a intenção (porque encontramos pessoas ruins pelo caminho), eles nos ensinaram a voar.

Por isso, mais do que nunca, quando alguém lhe tira o chão, lembre-se: você tem asas!



Beijos meus amores, força na peruca, sempre!
Quando a vida lhe der um limão bem azedo, nada impede que você faça uma limonada (ou uma caipirinha bem docinha).

4 comentários:

  1. Ah... em tempo: agradeça ao fdp que te fez aprender a ser forte, mas se um dia puder, dê-lhe o troco rsrs (Vingancinhas femininas são sempre ótimas)

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  2. adorei mtoooo =)bjs marcela

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  3. FÁBULA DA CONVIVÊNCIA
    Durante uma era glacial, muito remota, quando parte do globo terrestre estava coberta por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil. Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a juntar-se mais e mais.

    Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro, e, todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente,aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso.

    Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital,questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...

    Mas, essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos. ... Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial.

    Sobreviveram.

    "É fácil trocar palavras, difícil é interpretar os silêncios! ...

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  4. Que lindo Beta, vou utilizar aqui na rádio! :)

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