Devaneios tolos... a me torturar.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Sobre o amor: o primeiro, todos os outros, e o verdadeiro...



E talvez, minha filha, a lição mais linda e a mais difícil, seja o amor. Tenho um palpite de que vocês irão se encontrar. Ele vai mostrar para você todas as suas faces, suas nuances, seus caminhos, seus atalhos e desvios.
Se pudesse, pularia todas essas fases e colocaria você, de frente pro mar do amor, numa rede, balançando num vento manso, curtindo a beleza de um por do sol.
Mas águas bravias chegarão. Tempestades. Ventos que destroem tudo, para que possamos reconstruir, nos reconstruir, fortalezas.
Já que não posso levá-la até o oásis de um amor tranquilo, quero preveni-la, do que virá.
Primeiro, e sempre: Você é linda. É única. É especial. Os outros e você mesma colocarão em dúvida essas verdades. Mas é primordial amar-se, para depois ser amado. Ame-se meu amor. Aceite-se. Nunca se compare. Você tem valor.
Você encontrará pessoas boas e pessoas más. Outras apenas imaturas (algumas que crescem logo, outras que jamais crescerão). Haverá as exibicionistas e narcisistas. Amar-se é bom, endeusar-se é perigoso.
Então, você irá se relacionar com pessoas que vão te machucar. Te expor. Farão você esperar, sem que ninguém chegue. Você, inevitavelmente será usada. Como passatempo de alguém, como segunda opção de alguém, apenas como um momento. (Sinto informar, mas é bom provável que você faça o mesmo com algumas pessoas).
É que o desamor também é professor. E todas as más experiências são válidas, desde que façam nascer em você o amor próprio: o mais importante de todos.
Sim, talvez te pisem e humilhem. Mas só o farão uma vez. Não permita que isso se incorpore à sua rotina.  Você precisará experimentar: o amor canalha, o fogo da paixão, a desilusão, o abandono, as lágrimas, a traição, o perdão, o recomeço, o fim. Você morrerá de amor mais de uma vez, para continuar vivendo.
Mas não se assuste: com isso tudo virá o riso, o brilho nos olhos, as borboletas no estômago. A sensação única e incrível de estar viva!
Ah... permita-se! Jogue-se no fogo. Transpire vida por todos os poros. Quebre regras. Liberte-se!
Existe uma entidade, quase uma presença real em nossas vidas que se chama: opinião dos outros. Não deixe que ela corte suas asas.
Ouça apenas quem realmente se importa com você. Embora, algumas vezes, a paixão possa deixá-la surda, cega e burra. Aprenda errando meu amor. E aprenda com os erros dos outros também.
Acima de tudo, antes de mais nada: respeite-se. Ouça seu corpo, seus limites, seu instinto. Não faça aos outros aquilo que não gostaria que fizessem com você. Embora, sim, você vá pisar na bola. E depois odiar-se por isso. Perdoe-se. É importante.
Você até pode se submeter, alguma vez na vida. Mas não se submeta a vida toda.
Acredite, o amor salva. O amor não prende, ele liberta. Ele não condena, ele absolve. Ele não pesa, é leve. O amor não fere, ele cura.
Sim! Que os caminhos do amor não te levem a um beco sem saída. Que no fim, você encontre uma cadeira de balanço, num jardim em flor. Uma mão firme, um ombro amigo, um abraço acolhedor. Que o amor da sua vida seja casa, não abandono. Que seja cobertor, não orvalho da madrugada.
Que no final, entre erros, tropeços, acertos, romances, pequenas tragédias, grandes paixões, o amor seja a sua salvação.
Que ele pouse e faça morada no teu peito. Que ele possa criar raízes em detrimento de asas, que ele seja fecundo e frutifique. Que o amor transforme você no melhor que você pode ser.
E quando você desacreditar, lembre-se de mim. Lembre-se de nós, e tenha a certeza que o amor existe. Foi ele que te trouxe até aqui.
Te amo.

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