Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A inveja acessa o Facebook

Oi geeeente!



Li um artigo da revista Veja, sobre a influência negativa das redes sociais, na nossa vida.

Para se ter uma ideia, em nenhum outro país as redes sociais on-line têm alcance tão grande quanto no Brasil, com uma audiência mensal de 29 milhões de pessoas. Porém, uma pesquisa recente revela que as redes sociais para muita gente, são uma inesgotável fonte de inveja e frustração.

Uma em cada cinco pessoas ouvidas na pesquisa aponta o Facebook como a origem de sua experiência de inveja. Um bilhão de pessoas participam do Face. O que fazem nele, basicamente, é colocar fotos, contar detalhes pessoais ou simplesmente fofocar. Sabe-se, pelas pesquisas, que parte considerável desses usuários mantém uma atitude passiva. Apesar de passarem muito tempo on-line, limitam-se a seguir o que é postado por amigos que parecem ser mais felizes e saber aproveitar melhor a vida. Nesse cenário, eles se sentem solitários, excluídos do ciclo de atividade, felicidade e camaradagem on-line das outras pessoas. É nesse caldo de cultura que nasce a gama de emoções angustiantes apontadas pelos pesquisadores.

Mas a análise pode ir além do face, e partir para a vida não virtual. Estes sentimentos têm muito mais a ver com quem somos, do que com o que postamos.

Se não aprendemos, ao longo das quedas da vida, a compartilhar sinceramente a felicidade de nossos amigos e conhecidos, a inveja nossa de cada dia se instalará com ou sem rede social.

Quando alguém te conta uma notícia boa, como você reage?

Quando um colega é promovido, você torce por ele, ou fica pensando que quem merecia a promoção era você?

Se alguém inicia um relacionamento feliz, você torce contra ou a favor?

Se alguém viaja para um lugar distante, você procura viajar com ele, e aprender também o que ele aprendeu, mesmo sem ter estado lá, ou simplesmente alimenta frustração de não ter estado?

Existem dois tipos de pessoas: as que se acomodam e assistem os outros buscarem a felicidade, e aquelas que lutam por ela.

Os que lutam por ela, geralmente têm muito mais coisas positivas para dividir nas redes sociais (e na vida). Os que apenas observam a grama do vizinho, sem regar seu jardim, geralmente são os que mergulham na piscina rasa da inveja, do pessimismo e costumam destilar veneno.

Obviamente que cada um de nós, em algum momento de nossas navegações em rede, sentimos uma pontinha deste sentimento. Mas daí a deixar que ele tome conta de nossa vida, são outros quinhentos.

Vejo gente que é feliz em compartilhar fotos de animais, carros, comida, trabalho, viagens, festas, família. Cada possui algo que realmente o faz feliz e o deixe satisfeito. Não importa que sejam as festas mais badaladas, as roupas mais bonitas, as pessoas mais elegantes, ou momentos simples do dia a dia. Importa que sejam coisas sinceras.

Fingir felicidade é a forma mais rápida de ser infeliz.

Se você não está preparado para usar o facebook, para compartilhar experiências, fazer novos amigos, conversar mais com os antigos, acompanhar a vida de quem você gosta, torcendo com sinceridade por eles, e esperando que eles façam o mesmo por você, então, você tem um problema real, e não virtual.

Viaje para dentro de você mesmo e procure identificar qual sua frustração, o que não permite que você fique feliz com a felicidade dos outros, o que faz com que você se sinta inferiorizado. E saia da frente de um computador. Acesse a vida real, para começar agora mesmo a mudar esta história!

A vida não acontece na internet. Aliás, na internet costumamos compartilhar o bom da vida. Mas perrengue, tristeza, dor, tédio, frustrações, todo mundo tem. Isso não significa que precisamos estampar nossos fracassos para o mundo todo ver.

Pra fechar, no facebook e na vida, as pessoas só veem o trago que a gente bebe, mas ninguém vê os tombos que a gente leva!

Beijo, meus lindos!



Mural de recados:

Bloqueia, filha: tem muitas pessoas que “odeiam” o face de fulano, beltrano... mas não deixam de dar uma espiadinha. Parece Big Brother. Se não te faz bem, bloqueia. O que os olhos não veem, o coração não sente.

Fofoca: pra bom fofoqueiro, meia postagem basta. Conheço gente que trocou a janela pelo facebook. A única função é continuar a observar o que se passa na vida dos outros e, claro, espalhar!

Tudo tem limite: qualquer coisa em nossa vida que passar dos limites, torna-se um problema. Portanto, geralmente, o perigo não está na internet, e sim na forma como a utilizamos.

Fora isso... amo navegar. Adoro encontrar pessoas de tempos antigos, saber se estão bem, também adoro compartilhar a vida de meus amigos, se fulana já ganhou bebê, se beltrana casou, se sicrana conseguiu entrar para a faculdade de medicina. Como é bom sentir-se perto de quem gostamos, mesmo estando longe.

Use seu face de maneira que ele lhe faça bem. Se começar a fazer mal, feche a conta, e vá cultivar amigos de outra forma. Simples assim!

2 comentários:

  1. Li essa materia na Veja, e concordo plenamente com você, o facebook tem que ser um meio de comunicação no qual vc compartilha coisas boas da sua vida com pessoas que vc gosta, e assim como na vida real devemos manter distancia das pessoas invejosas e que não gostam da gente, no face tbm deve ser assim, descarte amizades que so querem ficar vigiando vc e invejando cada vitoria sua. Otima ponto de vista o seu, curti muito! Abraços!

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  2. Obrigado Suziane!! Um beijão pra ti!

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