Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

E pra você, eu digo sim!



Oi geeente!
Quando soou o sino da linda igrejinha de madeira na Linha Segunda Maternidade, sob uma chuva mansa, uma noiva com olhos cheios de lágrimas, de braços com seu pai caminhou rumo ao altar. Ao som de uma gaita, bem como antigamente, ela dirigiu-se àquele que a esperava, para juntos, dividirem sonhos, alegrias, dificuldades, projetos e o misterioso futuro. Confiantes, com olhos de esperança, e alicerçados no amor, o noivo e a noiva disseram sim, tendo os melhores amigos e familiares por testemunhas.
As paredes de madeira, os santos no altar, as palavras do padre, a magia do sim, a troca de alianças. Tradições de uma cerimônia que persiste por séculos, sem nunca deixar de ser emocionante.
Ao final da missa, todos, sem exceção, posicionaram-se em frente à capela para a foto oficial. Qualquer um que buscar registros antigos vai encontrar as principais celebrações eternizadas com a foto coletiva. Era assim nos casamentos e nos batizados.
As comunidades reuniam-se para rir nas celebrações, para chorar nos velórios, para pedir bênçãos em dificuldades e para agradecer diante das conquistas.
Independente de crença, de fé, de religião ou da forma como escolhemos dizer sim ao amor, é preciso que haja um ritual. Porque a nossa vida, apesar dos anos, dos meses, dos dias e das horas, é marcada por momentos.
É preciso celebrá-los e registrá-los. Seja pelo sim no altar, pela lente do fotógrafo ou pela memória do coração. Na frente de uma multidão, ou a sós, de frente um para o outro.
Quando deixamos de celebrar momentos marcantes, deixamos também de percebê-los.
Quando a noiva chegou ao altar, eu que não casei na Igreja, olhei para meu companheiro, pai da minha filha, e renovei nossa promessa de construirmos uma vida na base do amor. A mãe do noivo, talvez, sonhou alegre o dia em que embalará seu neto.
A mãe da noiva, quem sabe, precisou conter as lágrimas, porque naquele momento, teve a certeza de que a filha havia encontrado o que toda a pessoa no mundo procura:  um amor para chamar de seu.
Cada um, de alguma forma, também foi abençoado naquela igrejinha de madeira. Uns agradeceram, outros pediram, outros apenas sentiram. Mas ninguém ficou indiferente.
Seja na cerimônia budista, hindu, católica, pagã, seja da forma que for, quando alguém celebra o amor, divide bênçãos e multiplica esperanças.
Faz nascer novos sonhos. Instiga o outro a abrir novas estradas, atalhos, picadas, recomeços para amar a mesma pessoa sempre, ou buscar um novo amor.
Porque esse é o grande segredo da felicidade: amar e ser amado.
Por isso, quando os sinos tocaram, todos éramos noivos e noivas, renovando desejos de que tudo dê certo. Firmando promessas de que faremos tudo para dar certo. E confiantes de que, mesmo que nada dê certo, ainda assim, teremos um ao outro.
Um brinde ao amor. Da forma como quisermos celebrá-lo. Desde que o celebremos em cada momento de nossas vidas.
Porque sem amor, nada seríamos.

Um beijo, meus amores.

(Na foto, sob as lentes de Julian de Freitas, a beleza de um casamento à moda antiga e sempre atual, na capelinha da Linha 2ª Maternidade)

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