Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mais louco é quem me diz...



Oi geeente! Tudo bem gostosos?
Hoje eu quero falar de gente noRRRmal!

Existe alguém assim? Porque se existe, eu não conheço.

Se pudéssemos traduzir o que é ser considerado normal, na prática, poderíamos dizer que “ser normal é ser igual aos outros”.
Que ridículo. Ninguém é igual a ninguém. Nem gêmeos são iguais. Então, como podemos ser algo impossível?
Falo sobre esse assunto, porque na semana passada entrevistei a Apae sobre a semana nacional da pessoa com deficiência. Conversei com a Carolina e com o Victor, que estudam na escola. E eles são encantadores. Me emocionaram e conquistaram.
Não diria que eles são normais, porque eles são especiais. Eles possuem algo que é muito difícil encontrar por aí: pureza.
Tudo que é puro é verdadeiro. Não encontramos maldade, falsidade, disfarce ou qualquer outro tipo de atitude que as pessoas “normais” precisam adotar diariamente para sobreviver na selva guaporense. Eles são simples: se gostam, gostam. Se não gostam, falam.
Não quero ser a profeta das lições de moral, mas sério, o que falta na gente é um pouquinho de “semancol”. Adoramos falar desse ou daquele, dar palpites sobre como as pessoas deveriam se comportar, de que forma agir, como viver. Olhamos tanto as deficiências dos outros, porque queremos esconder as nossas.
Um casal aqui de Guaporé viveu uma história bem interessante.
No consultório, o médico perguntou:
- Qual o problema de sua esposa?
- Surdez. Não ouve quase nada.
- Então o senhor vai fazer o seguinte: antes de trazê-la, faça um teste para facilitar o diagnóstico. Sem ela olhar, o senhor, a certa distância, fala em tom normal, até perceber a que distância ela consegue ouvir. E quando voltar, me diga a que distância o senhor estava quando ela o ouviu.
- Certo? - Está certo.
À noite, quando a mulher preparava o jantar, o homem decidiu fazer o teste. Mediu a distância que estava em relação à mulher. E pensou: "Estou a 15 metros de distância. Vai ser agora."
- Maria, o que temos para jantar?
Silêncio.
Aproxima-se a 10 metros:
- Maria, o que temos para jantar?
Silêncio.
Fica a uma distância de 5 metros:
- Maria, o que temos para jantar?
Silêncio.
Por fim, encosta-se às costas da mulher e volta a perguntar:
- Maria! O que temos para jantar?
-F-R-A-N-G-O!!!! Peloamordedeus... É a quarta vez que eu respondo!


MORAL: Normalmente, pensamos que as deficiências são dos outros... e não nossas!

"Que capacidade impiedosa essa minha de fingir ser normal o tempo todo."

Raul Seixas



2 comentários:

  1. Oi Michele! Como ninguém é muito normal, dei umas dicas de insanidade no meu blog para o pessoal exercitar. http://lfcamposvelho.blogspot.com. Abç!

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  2. Dr Luis Fernando! Ainda bem que me deu o endereço, porque eu olhava, olhava o Caderno de Casa e nada de atualização!!! Já vou lá!!

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