Devaneios tolos... a me torturar.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O que carimbaram na sua testa?!

Oi geeente!



Começarei a coluna dessa semana dividindo um segredo: sou péssima cozinheira. Sério, não sei se piloto pior um carro ou um fogão!

Mas, como toda boa teimosa, arrisco umas coisinhas na cozinha. Pré-prontas, obviamente. Ando de prateleira em prateleira no supermercado buscando os mais diferentes tipos daquela comida que é só jogar na panela e... tcharam... está pronta!

Já fiz um arroz com funghi que ficou com cheiro de cocô de cavalo (sério, não sei como consegui, e não pense bobagem!!!). Já explodi castanhas feito fogos de artifício, por ter esquecido a panela no fogão. Ah, e já fiz uma sopa de capeletti com açúcar. Essa última, é minha especialidade.

Mas, comprei no mercado um “supermegamaximum” molho vermelho, que no rótulo trazia os seguintes dizeres: O sabor do molho da vovó.

Tomates frescos, manjericão, cebola, salsinha... etc etc etc. Acabei comprando o tal molho e juro: tinha o gosto do molho que eu faria, se fosse avó. ( Não tente imaginar.)

 
Que porcaria!

O rótulo engana as pessoas. Tanto o positivo, quanto o negativo. O verdadeiro gosto, o verdadeiro cheiro, a verdadeira textura de algum produto, só se conhece, quando se abre o pacote.

Com as pessoas acontece assim também. A “chefe bruxa”, pode ser a mãe mais carinhosa, a amiga mais fiel, e não estar aguentando tanta pressão no trabalho. A “vagabunda”, pode ser uma pessoa que não consegue ser feliz no amor, que erra toda a vez que se entrega a alguém. O “chifrudo” pode não ser tão inocente assim, e bem ter merecido um par de enfeites. O “político” pode não ser corrupto. O “drogado” pode ser uma pessoa que precise de ajuda de verdade, e não um mau caráter, marginal. E assim por diante.

Rotulamos os outros por uma atitude, por um erro, por um ângulo. E esses rótulos ficam estampados na testa por toda a vida. Você pode ler esta coluna e já ter me rotulado. Mas já parou para pensar em que rótulo VOCÊ tem?

Geralmente são definições pejorativas, feitas por pessoas que apresentam na personalidade, as mesmas características, desejos, dificuldades que você, e por isso mesmo lhe apontam o dedo.
Rotular é um equívoco. Li um texto no blog do Dr. Luis Fernando, que diz que hoje em dia vivemos em 3D. E ele tem razão. Ninguém é uma coisa só. Um só lado. Temos profundidade e várias dimensões.
Ninguém é só preto ou branco. Somos muitas nuances. Somos alguns tons tão sutis, que as pessoas nem percebem.
Em cidades pequenas, como a nossa, praticamente cada um tem um rótulo. O bem sucedido, o fracassado, a mal amada, a executiva de sucesso.

Ora, a mal amada pode, sem você saber, ser muito bem amada entre quatro paredes. E a grande executiva, pode chegar em casa e chorar toda a noite a sua solidão.

Não fale sobre o que você não sabe. Não julgue atos sem saber o que os motivou.
 
E principalmente, não rotule. Para não ser rotulado.



Ah... e não vá pelo julgamento dos outros. Vá a fundo, para tirar suas próprias conclusões.



"Nem sempre o julgamento do povo é certo: Muitos podem errar tão grosseiramente como poucos".
(John Dryden)



Tchau, meus amores. Até a semana que vem!

4 comentários:

  1. como diria, Amílcar Del Chiaro Filho...

    O nosso planeta é habitado por vários tipos de criaturas, e entre elas os seres humanos. Plantas e animais apenas vivem. Agem e reagem sobre o meio-ambiente, guiados apenas pelos instintos. Mas o homem existe e pode modificar a sua existência e atuar em seu meio, modificando-o. À medida que o homem evolui ele não apenas existe, mas transcende à própria existência.

    A complexidade das estruturas psíquicas do homem faz com que ele reaja positiva ou negativamente diante dos estímulos externos, mediante o seu livre-arbítrio.

    Dessas reações decorrem as demonstrações de força ou fraqueza, coragem ou covardia, fé ou descrença, amor ou ódio, altruísmo ou egoísmo, humildade ou orgulho.

    Um dos hábitos enraizados profundamente nos homens é o de rotular, coisas, situações e pessoas. Rotula-se pessoas com dificuldades de raciocínio de retardadas. Rotula-se os deficientes físicos de incapacitados. Rotula-se ricos, pobres, bonitos, feios, bêbados, homossexuais, prostitutas, negros, heróis, bandidos e tantos rótulos que se torna impossível enumerá-los.

    É ruim rotular porque esquecemos que por traz dos rótulos existem pessoas que amam, odeiam, choram, riem, possuem toda uma gama de sentimentos e qualidades próprias dos seres humanos.

    Transpondo essa mesma situação para o movimento espírita vemos que não estamos livres do impulso de rotular. Idéias divergentes são rotuladas de "movimentos paralelos". Infelizmente linhas paralelas não se encontram nunca. Os que se dedicam ao estudo da ciência espírita são classificados como científicos, e místicos ou religiosos são os que aceitam o espiritismo como uma religião. Os que preferem tê-lo como uma filosofia não religiosa, são denominadas "laicos".

    Rotulamos de obsessores os espíritos que atuam maleficamente sobre as pessoas. Obsedados são os que sofrem esse assédio. Por traz do rótulo de obsessor identificamos o espírito maldoso, vingativo, esquecidos de que ele pode ter razões ponderáveis para agir desta maneira, e ainda não é capaz de perdoar. Ele pode odiar alguém e obsidiá-lo, mas pode ser que ame muitos outros. O obsedado, quando não é rotulado de pobre vítima, é classificado como caráter frágil, ou espírito endividado.

    Não estamos justificando a existência de obsedados e obsessores, nem estamos iludidos a ponto de julgar que não existam espíritos maus, porém lembrando a todos que o rótulo serve para a classificar certas coisas, mas nem sempre refletem toda a realidade.

    Felizmente o Espiritismo está acima de rótulos e tendências, teorias ou práticas, pois ele é a própria vida. É o amor que se faz presente, se materializa entre nós para nos iluminar.

    Lembremo-nos que o rótulo é frio, estático, inclemente. Por isso temos que lutar contra a nossa tendência de tudo rotular, colocando mais amor e compreensão em nossos julgamentos. O mesmo amor e compreensão que desejamos para nós mesmos.

    Parabéns mais uma vez pela coluna.

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  2. ADOOOOORO!!!Show de bola, sempre né?!

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  3. Beta!!! Falando em espiritismo, hj assisti Chico Xavier. Chorei o filme todo. Adorei!
    Obrigado meninas, por escreverem. Fiz esse texto pra me auto-puxar a orelha, porque vira e mexe crio apelidos pras pessoas, e nao me enxergo!

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  4. Eu tbm já assisti Chico Xavier e me emocionei, tbm, sou manteiga derretida pra caramba. E estou aqui para dizer q adoro e aprecio todos os teus post, amada amiga!

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