Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Seu destino é você quem faz?

Minha história de gaiteira.


Faz tempo que eu não conto uma história real sobre minha vida, né? Pois então hoje vou falar sobre a ocasião em que eu quase virei gaiteira.

Estava conversando com uma amiga sobre escolhas e destino. Debatíamos sobre até que ponto é o destino que nos leva a ser quem somos, e até que ponto nossas escolhas influenciam em nosso destino.

Ela se lamentava, porque enquanto tomávamos um suco, sentadas de frente pra rua, no centro da cidade, passou um ex dela montado em um carrão de luxo. Eles haviam namorado em um tempo que o cara era só uma pessoa de conta bancária comum, mas de um incomum mau humor. Ele era um estúpido. Achava que o mundo girava ao redor do umbigo, queria ser o centro das atenções e vivia contando vantagem. Inclusive, achava o máximo contar intimidades das mulheres. Um babacão com B maiúsculo. Ela tratou logo de despachar o estrupício, mas hoje, para a surpresa geral da nação, ele nem precisou apostar na mega sena de final de ano, porque não caberiam mais dígitos em sua conta no banco.

Enquanto contávamos o dinheiro no bolso pra pagar a nossa conta, ela fez o seguinte comentário: - Se eu não tivesse largado dele, hoje seria rica e teria uma vida de rainha.

Será? Não sei prever o futuro, mas acredito que nossas decisões determinam sim nosso amanhã. O destino nos apresenta opções, e nós somos responsáveis por nossas escolhas. E por isso... guiamos nosso destino.

Disse a ela que entre dinheiro e felicidade, optaria pela felicidade. E foi isso que ela fez. Ninguém consegue viver a vida toda ao lado de alguém só por dinheiro. Ela teve opção, e com certeza fez o melhor.

Foi aí que ela disparou: - Sinceramente, preferia não ter tido escolha na época.

Gente, vocês já imaginaram se não tivéssemos escolha?

Na mesma época que a tal amiga saia com o tal cara, eu trabalhava na Liberal Fm. Estava começando, e apresentava um programa gauchesco aos domingos pela manhã, das 6 ao meio dia. Era eu e minha vaneiras e chamamés, alguns ouvintes madrugadores e um sono implacável que me acometia. Gostava de colocar poesias de Jaime Caetano Braum, que duravam 10 minutos, porque eu podia dormir sentada.

Mas... durante este tempo gaudério, fiz um fã. Era um gaiteiro que ligava aos domingos pedindo música. Eu fazia faculdade em Passo Fundo e pegava ônibus todos os dias à tarde, com a Unesul, pois também trabalhava na televisão da UPF. E em algumas tardes por semana, um homem baixinho, mais velho, sentava do meu lado e ficava me olhando fixo. Aquilo começou a me deixar sem graça. Mas o homem não desistia de encarar essa minha rara beleza.

Pois um domingo de manhã, 7 horas da matina, toca a campainha da rádio. Quando abri, dei de cara com o fã do ônibus, que coincidentemente, era o meu fã gaiteiro! Tinha vindo me conhecer.

Fiquei sem jeito, e educadamente disse que precisava voltar ao trabalho. Como não havia mais ninguém na emissora, decidi daquele dia em diante que não abriria mais a porta para ninguém.

Meio que tirei as esperanças do gaiteiro, mas ele era insistente. Começou a mandar bilhetes e declarações. Foi quando precisei realmente dar um basta. E também foi quando recebi a derradeira carta do “agora ou nunca”.

Um belo dia chegou pelo correio a carta do gaiteiro, meu fã. Nela ele dizia que o destino havia nos unido. Que havíamos nascido um para o outro. E que eu não precisava temer. Era só aceitar o que estava escrito por Deus. Ele já havia planejado nossa romântica fuga. Tinha recebido um convite para ser gaiteiro no México, e eu, poderia, de mochila nas costas viver este grande amor gaudério, ajudando-o em sua turnê pelo país da cucaracha.

E no final dizia: Agora, depende de ti, minha prenda, é sim ou não!

E aí meus queridos? Vocês já imaginaram se não tivéssemos opção de escolha?

Minha amiga hoje seria milionária. E eu, seria ajudante de gaiteiro, aprendiz de Berenice Azambuja em Acapulco!!

Por isso eu digo, o livre arbítrio ainda é o melhor presente que ganhamos do destino!
Mesmo que questionemos os caminhos que tomamos, com certeza, mais adiante teremos a certeza de que sempre estivemos na direção certa.
Arriba!

3 comentários:

  1. hahahahahahahaha
    é a lógica!
    Paulo

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  2. Nossa se vc não tivesse o poder de escolha, eu sentiria muita pena de vc... kkkkkkkkkkkkk

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  3. Armless: Secret O tudo do meu imposivél é a sua normas de ser o que vem a mim pra vencer o meu coração e dizer todo o meu nome de ser secret pela vida e pela paz de todos nós. Aqui um dia passei estive a beira do seu coração mas senti o mel do seu sangue e não pude dizer adeus pois senti o seu ferimento não foi de amor mas sim de uma bala perdida da iguinorança de quem não apreendeu apunir aos golpe da verdadeira lei que so sabém andar de segurança e carros brindados da povóra do meu sentimento por não ser o deus de sua cura sentimento!!!

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