Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O fim da era do amor

Oi geeeente!

A teoria de Darwin



Às vezes penso no fim do mundo. E sinceramente acho que ele já aconteceu diversas vezes em nosso planeta. A era do gelo. A era dos dinossauros. As guerras. Holocausto.

Segundo Darwin, só os mais fortes sobrevivem, e estamos, sim em 2012, vivenciando mais um final e um renascimento do mundo.

Não se trata de uma explosão, nem da terra tomada pelas águas, muito menos da fúria da natureza.

Trata-se da fúria do homem. O nascimento do homem de gelo.

Gosto de conversar, e principalmente, gosto de ouvir. Quando pergunto a alguém: -Como você está? Realmente pergunto interessada na resposta, mesmo que aquela velha senhora venha queixar-se de seus intermináveis reumatismos e dizer que sofre de gases. (Oremos!)

O novo fim do mundo deve tratar-se do fim das relações. Da ternura. Do afeto. Do cuidado. Do carinho. Do preocupar-se. Do construir juntos. Do desfrutar juntos.

O que vejo é um bando de gente infeliz e descontente. Solitários em meio à tanta gente. Maridos que apenas cumprem papéis. Esposas saboreando o vazio existencial, sentadas sozinhas à mesa. Filhos repletos de brinquedos tecnológicos, e sem a diversão da brincadeira de rua, da turma de amigos, das artes que deixavam os vizinhos de cabelo em pé.

Amores sem confidências. Amantes sem desejo. Pessoas sem apego.

A era do cada um por si, vai acabar com todos.

Ninguém mais luta pelo outro. As pessoas não se esforçam para realizar vontades, sonhos, desejos, das pessoas com as quais vivem e convivem. Só pensam em seus sonhos e desejos.

Me vejo sentada à beira do caminho, cada vez que aquele abraço não veio. Que a declaração não foi dita. Que o sofá tem a almofada ao lado vazia.

Me vejo sentada à beira do caminho quando ninguém divide planos de aventuras comigo, e quando estou sozinha sorrindo amarelo no retrato.

Me vejo sentada à beira do caminho quando percebo que não tenho filhos, e assim não vou ter netos.

Me vejo senta à beira do caminho quando vou ao cinema e não tenho ninguém pra dividir a pipoca.

No caminho da evolução, acho que tropecei na pedra do sentimentalismo fora de moda. Caí.

Sou uma fraca. Não vou sobreviver à teoria de Darwin. Como eu, muitos estão à beira do caminho. Talvez devêssemos organizar a sociedade dos sobreviventes.

Mas vivemos na era em que só os fortes sobrevivem. Morreríamos de qualquer jeito.

Os que moram sozinhos, almoçam sozinhos, viajam sozinhos, trabalham sozinhos, fazem planos sozinhos, progridem sozinhos, enriquecem sozinhos, desfrutam sozinhos, são os fortes de hoje.

(Não sabem, coitados... mas um dia...morrerão sozinhos.)

Sim, acredito no fim do mundo. Porque o mundo do amor deve mesmo estar dando seus últimos suspiros.

Um comentário:

  1. Quero que Deus mantenha esta chama de amar as pessoas acessa! com labaredas!

    Eu reconheço que tenho facilidade de amar as pessoas... Ai como isso é bom....Quero permanecer desta forma... Fui chamada de boba e tudo... Prefiro ser boba em continuar à amr do que ser esperta sem amor, sem oferecer....

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