Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 13 de março de 2014

As filhas da mãe



Oi geeente!


Eu sou uma filha da mãe.
Filha da mãe de carteirinha.
Uma filha da mãe incorrigível.
Sou daquelas que viaja para o outro lado do mundo, e em cada restaurante que passa, sente saudades do tempero de casa.
Daquelas que, no mais leve resfriado, corre para farmácia caseira da mãe, em busca de um chá milagroso, ou de um carinho, que passa.
Sou do tipo que acredita que mãe tem solução pra tudo!
( E não tem?)
Minha mãe não tem o direito de ficar doente, nem de viajar sozinha.
Porque, se ficar doente, se demorar pra voltar pra casa, se viajar (!!!!), o mundo fica de pernas pro ar, a Terra começa a girar ao contrário no Sistema Solar.
Não entendo filho que não admira a mãe. Filho que fica anos sem falar com ela. Ou que discorda de tudo que ela faz.
Não posso admitir um filho que não ame e respeite a mãe que tem.
É que no meu mundo perfeito, mãe é colo, calor, aconchego, paciência, morada.
Todas as mães do mundo deveriam ser como a mãe que eu tenho.
Ela é psicóloga, médica, enfermeira, conselheira, chef de cozinha, juíza e advogada.
Ela é o sol e nós, os planetas.
Não importa se adotiva, se nova, se velha, se bela, se branca, preta, amarela. É o pilar que sustenta uma família.
Sei que meus parâmetros podem estar equivocados, e que há muitas mães por aí que não amam seus filhos, e muitos filhos que não amam suas mães.
Talvez resida nisso, a raiz do mal do mundo, uma natureza do lado avesso, onde o ventre não foi um ninho, onde o cordão umbilical não foi um elo de carinho.
Talvez, dos filhos sem mães, das mães sem filhos, tenha se originado a tristeza. Porque, onde há uma mãe de verdade, há sem dúvidas, felicidade.
Sei que a psicologia manda criarmos asas, sei que é preciso desprender laços, ter vida própria, libertar-se.
Mas nós, filhos da mãe, sabemos que por maiores que sejam as asas que nos fazem voar, são as raízes que nos sustentam, na base de nossa existência, no local que chamamos de lar.
Eu sou uma filha da mãe de nascença, e minha mãe não tem o direito de ficar velha (ela sempre será jovem de ideias), muito menos de morrer!!
Já que me criou assim, tão dependente dela, que aguente agora minha condição. Sou filha da mãe, e não abro mão.
Só espero seguir o exemplo dela, ser tão amada e respeitada, ser tão forte e ter um coração tão grande.
Sou uma filha da mãe confessa, e espero que, um dia, eu mereça que minha filha também seja!
Beijo, meus amores!

2 comentários: