Devaneios tolos... a me torturar.

sábado, 26 de abril de 2014

Qual seu pior ângulo?

Oi geeente!


Outro dia fiquei reparando em um grupo de jovens mulheres, que na mesa ao lado, de posse de seus smartphones, verificavam a atualização de suas redes sociais. Não sou curiosa (mentira!!!), mas não tinha como não ouvir o que elas falavam.

Uma delas ampliou na tela uma foto de uma mulher muito bonita aqui da cidade (pelo menos eu acho!), em um ângulo que não a favorecia.

Parecendo comemorar uma final de Copa do Mundo, as amigas afirmavam:

- Eu sempre achei ela feia!

- Olha, nem as plásticas salvam!

- Só é bonita com photoshop!

- Está velha, já era!

E por aí foi...

A pobre criatura, alvo dos comentários, deveria estar com os ouvidos chiando e com as orelhas vermelhas, diante de uma verdadeira “malhação de Judas”, que se dava entre as minhas vizinhas de mesa.

Fiquei pensando em quantas vezes todos nós, em casa, somos vítimas dos comentários nas mesas de restaurantes, bares, nos passeios entre amigos. E em quantas já foram as vítimas de nossas próprias línguas.

Fofocar, comparar, comentar é natural do ser humano, e em maior ou menor grau, todos nós falamos dos outros. Às vezes nem nos damos conta.

Mas não foi isso que me fez refletir. O que me despertou interesse foi a satisfação das moças em exaltar os defeitos da outra, sem reconhecer sequer uma qualidade.

Todos temos nosso melhor e nosso pior ângulo. E não falo apenas das fotos.

Assim como nas imagens que podemos ver nas redes sociais, em que estamos maravilhosos, também temos comportamentos que demonstram o nosso melhor. E vice-versa.

Sinceramente, observando os comentários, não achei a mulher da foto mais bela, ou mais feia, por causa de um ângulo infeliz. Mas achei as “juradas” do concurso de beleza, que apontavam SÓ os defeitos da outra, mulheres extremamente amargas, e com o ‘recalcômetro’ batendo no vermelho.

Há pessoas (aliás, há muitas pessoas) que só conseguem ver o que há de feio, de errado, de defeituoso nos outros. Têm extrema dificuldade em enxergar o lado belo, positivo, e de suas bocas, quase nunca (ou nunca) saem elogios a terceiros.

É o tipo de gente que tem uma solução mágica para todos os problemas da humanidade, menos para os seus.

É aquela pessoa, que para parecer sábia, chama o colega de burro. Para parecer forte, desdenha do medo do amigo. Para parecer bela, ri da feiura da rival.

Como resumo dessa ópera: pedi meu suco, e senti pena de ver mulheres jovens e belas, com atitudes tão mesquinhas.

No final das contas, as feias eram elas. E não há photoshop para a feiura da alma.

Beijo, meus amores!



PS: Procure ver o lado belo de todas as coisas. Essa é a melhor receita de beleza pessoal que há!

É difícil... reconhecer beleza (ou qualidades) na concorrência! Guaporé é uma cidade com mulheres muito bonitas, estilosas, competentes, empreendedoras e acima de tudo competitivas. Mas as mulheres que se garantem, sabem reconhecer também as qualidades das rivais! Isso se chama segurança, autoestima e inteligência.

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