Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Ninguém falou que ia ser fácil. Só que ia ser lindo!

Oi geeeente!!!

Fui atropelada sequencialmente por um antigo caminhão FNM e por um bitrem. Se você acompanha minhas fotos nas redes sociais e se impressiona com a delicadeza e jeitinho angelical da minha filhinha Maria Olívia, não se engane. O serzinho de pouco mais de 70 cm e menos de 10 quilos é dose pra leão.

A menina encarnou Chuck Norris e agora, contrariada, resolveu distribuir socos e pontapés. Ao trocar a fralda, antes atividade prazerosa e divertida pra ela, agora virou motivo de tortura infantil, e ela odeia colocar as calças. Se soubesse caminhar, seria a primeira nudista a ser fotografada correndo pelas ruas de Guaporé.

Está investindo em luta livre. Com impressionante elasticidade gosta de jogar a cabeça para trás, atingindo praticamente seus próprios calcanhares. Parece um tatu-bola que se enrola ao contrário. Numa dessas investidas “cabeçais” me acertou em cheio “os beiços” e fiquei com bico de pato por uma semana. Fora as aftas que abriram entre a gengiva e os dentes.

Entrevistando um médico sobre envelhecimento saudável, temo que ele tenha olhado pra minha boca e jurado que eu tivesse errado feio no preenchimento labial. Ou que tivesse sido vítima de violência doméstica, tendo levado um soco bem dado de direita do meu marido.

O que quero dizer é que a rapadura é doce, mas não é mole.

Não está sendo fácil dominar meu leãozinho, que só quer colo, ainda não caminha, mas acha que pode correr, desconhece o perigo, é teimosa e ainda por cima resolveu tomar oito mamadeiras por noite, tornando-me um zumbi a circular pela cidade com olhar perdido no horizonte, mais parecendo vítima de labirintite.

Uma fase complicada. Não tenho mais tempo pra nada e ainda escuto umas bocas de conflito dizendo que mãe que fica em casa só cuidando dos filhos é dondoca. Às vezes, penso que quebrar paralelepípedos o dia inteiro seja mais fácil que passar 24h com um bebê.

Vocês vão me criticar e dizer que não posso me queixar, afinal, sou mãe de um anjo lindo e perfeito. E eu sei disso. Tanto, que toda a noite, quando deito a cabeça no travesseiro, somente agradeço. Não importa se o dia tenha sido ótimo, bom, mais ou menos ou péssimo. Eu AGRADEÇO. Há muito deixei de pedir.

Quando vejo meu bebê lindo, o formato de seu rostinho, suas pestanas compridas, sua boquinha redondinha e seus olhos enormes e curiosos, eu choro de alegria. Quando escuto suas primeiras palavrinhas (ela fala mandarin), tenho vontade de lhe dar o prêmio Nobel de Oratória.

Mas nem por isso, minto. Eu falo a verdade. É lindo, mas não é fácil. Assim como a vida. Assim como os relacionamentos. Assim como o amor. Assim como o trabalho. Todo mundo tem alegrias, conquistas e todo mundo tem problemas, por mais linda que seja a vida. Você, eu, nós, eles, não somos regras nem exceções.

Estamos aqui para aprender e evoluir. E ninguém evolui sentada numa cadeira, com o cabelo arrumado, a unha feita, a roupa de grife, tomando o chá das cinco, e falando da vida alheia. Evoluímos na dor, no sufoco, no susto, na surpresa, na alegria, na solidariedade, na decepção, na declaração de amor ou ódio.

Nossa vida não é tão bela quanto o Facebook, nem tão feia quanto pintam as más línguas. Aliás, essa gente linguaruda tem o rabo tão preso, que se correr 200m é puxado para trás na velocidade da luz, como que por um elástico invisível e cai com a bunda mole em cima de um formigueiro.



Sei que todas as mães passam por isso, embora algumas com menos dificuldades e mais louvor. Mas no final, só queremos criar nossos filhos com amor, que não tenham roupas bonitas, e sim almas bonitas.



Porque alma feia tá cheio por aí. E pra isso não existe filtro que dê jeito. E por incrível que pareça, toda a alma feia, vem junto com uma língua bem comprida.



Proteja-nos de gente falsa, Senhor! E que o amor nos una sempre. Amém.



Beijos, meus amores!



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