Devaneios tolos... a me torturar.

sábado, 1 de novembro de 2014

Que a frustração não nos sufoque. Amém.

Oi geeeeente!

Não sei a receita da felicidade. Mas a receita da infelicidade, com certeza é a frustração. É possível conviver com inúmeros defeitos do ser humano. Mas é difícil aguentar alguém frustrado o tempo todo.

A pessoa frustrada geralmente despeja no outro todo a sua frustração. É mal resolvida, e geralmente covarde, e pinta o mundo com as cores de seu insucesso. Fuja, a qualquer custo, desta armadilha.

Uma pessoa frustrada acredita que o mundo tem uma dívida com ela. Está descontente com seu trabalho, acha merece mais reconhecimento, e uma remuneração melhor. Acha que os amigos não são bons o suficiente, e com certeza, mereceria gente mais inteligente, descolada e divertida ao seu redor. O relacionamento não vai pra frente, porque o outro não corresponde aos seus anseios, não lhe arranca suspiros ou tira-lhe o ar. Não é ambicioso suficiente, nem sofisticado suficiente, nem rico o suficiente para garantir a vida, a segurança e a diversão que ela merece.

O frustrado olha ao seu redor e não se reconhece. Não deveria estar ali. Esta, definitivamente, não é a vida que sempre quis e merece.

Culpa a cidade, culpa a empresa, culpa o namorado, o síndico do prédio, o país, o governo, a sogra, a amiga, a cunhada, o cachorro do vizinho.

Porém, quando coloca a cabeça no travesseiro, admite em silêncio, que não existe outro culpado, além de si.

O mais engraçado é que dificilmente encontramos um frustrado sincero.

Pudera! Vivemos no mundo do Facebook, onde só a felicidade importa. Mesmo que seja irreal.

Não raro, a pessoa frustrada não aparenta isso. Aparece feliz em público, e não demonstra insatisfação.

Mas ao chegar em casa, puxa briga e vai dormir emburrada. Na empresa destila veneno e mau humor. Entre amigos, promove a inveja e picuinhas desnecessárias.

Vive um mundo de aparências por pura covardia de desafiar as convenções sociais e os rótulos aceitos como “sucesso”.

Já vi gente deixando para trás a máscara, para vestir a verdadeira pele. Mesmo que a sociedade torça o nariz.

Deixar o importante cargo, na mais badalada empresa para, apesar de perder dinheiro, ganhar mais qualidade de vida, tempo e lazer.

Abandonar a relação, que apesar de consolidada e socialmente aceita, na verdade era um barco furado, fadado ao naufrágio, mesmo que os marinheiros, com balde em punho, insistissem em tirar a água do porão.

Dizer adeus à velha turma, que apesar das festas faraônicas, do agito e badalação, da ostentação e da pompa, era um ninho de cobras venenosas, que estava lá, unida para as horas boas, e completamente desunida nas horas ruins.

Pegar a mochila e cair no mundo. Sair do armário e assumir a sexualidade. Cortar o cabelo bem curto. Rir bem alto. Abrir o próprio negócio. Fechar a empresa que só traz problemas. Largar o terno e vestir bermudas. Não ter nenhum filho. Ter cinco filhos. Casar de véu e grinalda aos 40. Pedir o divórcio aos 50. Não casar. Morar sozinho. Morar com a mãe. Fazer medicina. Fazer artes cênicas. Virar hippie. Criar asas. Criar raízes.

Fazer aquilo que a alma pede. Que a alma exige. Que a alma grita.

Obter sucesso, mas por méritos próprios, desprendendo-se do medo, das convenções, dos preconceitos!

A frustração que mora dentro de um coração é um câncer silencioso que contamina a todos.

A melhor quimioterapia é criar coragem para ser quem você quer ser.

É possível, necessário, e acredite, só depende de nós!

Beijos, meus amores!



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