Devaneios tolos... a me torturar.

terça-feira, 25 de agosto de 2009


Oi geeeente! Tudo azul? Eu essa semana estou ótEma, de bom humor e de bem com a vida. E olha que isso é difícil, em se tratando do bichinho difícil que sou! Mas estou contente e orgulhosa de ser mulher na minha cidade!

Fui convidada para apresentar a Intimasul e sinceramente fico muito feliz em ver o envolvimento, o comando e o profissionalismo da mulherada neste evento que está muito bonito, organizado e profissional. Por isso, hoje resolvi deixar os machos meio enciumados, e falar de nós, MULHERES GUAPORENSES, em uma crônica que havia escrito há um tempo atrás.

Guaporé: terra de mulher sem vergonha!!!
As mulheres guaporenses perderam a vergonha na cara, a vergonha no corpo, a vergonha em tudo.
Quando isso começou? Quando a primeira bruxa malvada costurou a primeira calcinha enfeitiçada e resolveu espalhar por aí que era possível viver sem vergonha...


Talvez... seguindo as tradições das antigas “matronas italianas” as mulheres sem vergonha de Guaporé tenham saído de trás do fogão e passado para trás da máquina de costura...


Costurando o que? Uma mina de ouro em panos miúdos para cobrir as “vergonhas” que os homens, todos, adoram descobrir.


Neste jogo de cobre-descobre as danadas descobriram que sem vergonha e sem medo podiam ir muito além. Das máquinas para os balcões de inúmeras lojas, para de trás das mesas de comando de um exército de mulheres sem vergonha que criam, desenham, cortam, costuram, vendem, cobram, exportam... a liberdade, a independência, o desenvolvimento, o sustento e o progresso da cidade das mulheres que já não sofrem desse mal chamado vergonha.


E mais: já que perderam a tal vergonha, agora saem sozinhas, agora tem seus carros, suas casas, seus negócios, sua vida social, seus amados, seus amantes, seus maridos e sim... tem VIDA PRÓPRIA!


Ora... elas não tem vergonha de amar, não tem vergonha de chefiar famílias, sustentar o lar, educar as crianças, cuidar dos maridos...
Sim... maridos, pais, namorados, irmãos, amigos...


Esses aí... que com os olhos arregalados se perguntam nos cafés, nos bares, nas ruas:
- Onde vão parar essas mulheres guaporenses?

Ah... perdemos a vergonha do corpo, estampamos moda de calcinha e sutiã, porque foi-se o tempo de que instrumento de mulher era a mêscola da polenta e liberdade era queimar o sutiã...

Queimar não... mas quem sabe um dia desses, em uma jogada de marketing mirabolante, não tiremos os sutiãs em praça pública, em nome da falta de vergonha?

Você aí... escondidinha atrás do bordado, boquiaberta com a falta de vergonha dessas mulheres... quem sabe você também tire a roupa e as amarras que te prendem aos antigos preconceitos e vem ser feliz com essas mulheres guaporenses totalmente livres?

Se algum dia alguém lhe disser que você perdeu a vergonha, diga que perdeu sim... e quem encontrar... por favor: NÃO DEVOLVA!

Viver... e não ter a vergonha de ser feliz... cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz...

Se o poeta tantos versos fez para as mulheres de Atenas, é porque, indiscutivelmente, ele não conheceu as nossas!“Dizem que a mulher é o sexo frágil... mas que mentira absurda... ”* Erasmo Carlos

Mas... mudando de assunto:

Gente, eu sou Britolina. Meus avós são lá da Linha 3 de Maio, cujo nome “Brítola”, pode ser confundido com uma outra palavra que começa do “F”, e aí a coisa pode ficar meio complicada (hehehe)... Mas como toda “boa” descendente de italiano, nas férias com meus avós aprendi a falar uma língua estranha, com uns dizeres comuns na nossa região. Isso varia, claro de lugar pra lugar, mas existem umas palavras tipicamente serranas. Duvido que você nunca ouviu alguém dizer:

Baita: grande

Camassada de pau: apanhar

Campiá: procurar

Chumaço: conjunto de alguma coisa

De revesgueio: de tal jeito

De vereda: rápido

Esgualepado: cansado, exausto
Fincá: cravar

Ingrupi: enganar

Intertê: fazer passar o tempo com algo

Inticá: provocar

Invaretado: nervoso

Pestiado: com alguma doença

Pexada: acidente

Resbalão: escorregar

Sinalêra: semáforo

Vortiada: passeio

A gente fala isso né? Fala ou não fala? E não vem você me “ingrupi” dizendo que nunca deu um “resbalão” no português e de “revesgueio” não usou um desses termos! E não mente que te dou uma “camassada de pau”! hahahaha


Mudando DE NOVO de assunto...
Fui sequestrada! Sério gente, vocês devem estar pensando... Quem ia querer sequestrar essa neurótica? Mas a verdade é que ligaram lá em casa, com o golpe do sequestro relâmpago. Minha mãe atendeu o telefone e uma voz de jovem donzela (no caso eu), gritava desesperada pedindo socorro. Claro que enquanto meu pai falava com o “sequestrador” minha mãe descobriu que eu estava em casa sã e salva. Mas quero alertar que o susto é muito grande. Porque na hora, a pessoa que atende o telefone pensa sempre o pior. Então, não custa lembrar que esses bandidos ligam a cobrar, geralmente com prefixo 11, e pedem para que você compre cartões telefônicos ou exigem dinheiro. Eles mantém você no telefone para que não localize o suposto sequestrado. Fique de olho e de preferência não atenda ligações a cobrar!


Meus lindos! Me escrevam! Liguem, mandem sinal de fumaça: michele@tl.com.br

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