Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A verdade que desnuda você...

Oi geeeente!



Todo mundo briga.
Você briga com seu irmão, com seus pais, com seu namorado, ficante, tico-tico no fubá. Briga com seu colega de trabalho, com o chefe, com a vizinha. Em algum momento da sua vida, certamente você deve ter tido uma discussão com alguém íntimo, do seu convívio.

Numa dessas, eu também discuti. Ou melhor, não discuti.
Ouvi.

Quando estamos nervosos, apontamos e aumentamos os defeitos do outro, cuspimos pregos pela boca, e crucificamos o nosso oponente sem dó, nem piedade. Mas, há ocasiões em que realmente, conseguimos colocar o dedo na ferida.

Ninguém precisa jogar na sua cara que você tem frieira (por isso nunca tira a meia), tem mau hálito, ou tem chulé. Que você está gordo, tem pelo na orelha, tem celulite, bunda caída ou não é nada sexy ao tirar a roupa. Aquelas coisas constrangedoras, que, quando saem da boca de alguém, parece que se materializam e você não tem como negar.

Isso porque mascaramos nossos defeitos. Maquiagem para olheiras. Botox para as rugas de expressão. Alisamento para cabelinho ruim.

Tá, tudo bem, mas e quando realmente desnudam você, tiram sua máscara e suas proteções? Aí dói. Dói demais. Porque julgar o outro é fácil. Mas colocar-se no tribunal é que são elas.

Vivemos em uma sociedade que endeusa a perfeição. E nos torna zumbis em busca desta meta inatingível. Por isso, quando nos apontam os defeitos na aparência, isso nos deixa tristes. Mas e quando nos apontam os defeitos de caráter? É com esses que devemos realmente nos preocupar.

Outro dia, jogaram na minha cara, verdades guardadas dentro de um baú, trancadas a sete chaves. Verdades que me silenciaram e que me fizeram refletir profundamente sobre as mudanças que preciso realizar em mim.

Minha insatisfação constante, mania de perfeição, meu consumismo desenfreado, minha vaidade, meu orgulho e minha triste mania de julgar-me o centro do universo prejudicam a mim e aos que me cercam. Ferem e entristecem todos que me amam.

São coisas difíceis de lidar, de mudar, e de aceitar. Ver-se pelos olhos dos outros como alguém difícil, e olhar-se no espelho, reconhecendo esses defeitos foi um grande passo.

Quando criticam nossa aparência, recorremos à estética, à plástica, à moda, a qualquer coisa que mascare o problema. Mas e quando criticam nossa essência? Desnudam de nossos medos, nossos fracassos e nossas frustrações?

Aí sim é hora de fazer uma lipoaspiração no ego. E começar a descer das escadas do orgulho. É hora de baixar a cabeça e perceber que ninguém é melhor que ninguém. E que por mais que tentemos nos mostrar perfeitos, o que realmente importa é encontrarmos alguém que reconheça nossos defeitos (mesmo os terríveis) e mesmo assim nos ame.

E o outro lado da felicidade, é também enxergar os terríveis defeitos dos outros, e ainda assim, amá-los de todo o coração.

Uma sacudida, um dedo na ferida, às vezes é bom, e nos desperta para a vida.

Beijos meus amores!

2 comentários:

  1. Oiii Michele!!

    Com toda certeza essa é a pior verdade. Quando toca nos nossos valores. Aquilo que evitamos ao máximo repensar, ou pior, aquilo que achamos que ninguém sabe. Mas como vc mesma disse, tb é muito bom, pq somente assim, conseguimos parar, pensar e mudar ou não!!

    Bjs

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  2. verdade! Tudo que provoca uma autoanálise, é positivo. Beijos lindona, obrigado pela visita!

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