Devaneios tolos... a me torturar.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ai, se eu te pego!

Oi geeente!


Eu quero tchu, eu quero tchá! Eu quero visitar o Teló na humilde residência dele, onde a cama tá quebrada, e não tem cobertor. Mas espero que seja em uma noite bem fria, com 5 graus negativos e a geada pegando. Eu quero uma festa no apê do Latino, e quero o tchetchererê-tchê-tchê do Gustavo Lima! Eu quero conhecer aquele genro que toda a mãe pediu a Deus e que canta: - Eu bebo mesmo, eu pego mesmo, no outro dia nem me lembro! É desse jeito!

E se eu estiver tímida, não tem problema! De acordo com mais uma pérola musical “taca cachaça que ela libera”!

Eu sei, que os fãs dessas músicas vão jogar ovo podre na minha cabeça, mas sinceramente, às vezes me pergunto: para onde a música brasileira está caminhando?

Teremos Latino milionário e Djavan pedindo esmola? Teló fazendo turnê pela Europa e Caetano animando aniversário da terceira idade?

Que tipo de música a nova geração vai deixar para a história musical do nosso país?

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos demonstrou que quanto pior o gosto musical, pior o desempenho escolar. O nome da pesquisa é “Músicas que fazem você ficar estúpido”.

Não precisamos ser gênios para percebermos isso. Esse tipo de música embala, sim, aqueles que curtem uma balada divertida, e depois da festa vão cuidar de suas vidas, estudar, buscar uma boa oportunidade de trabalho, e curtir Lenine.

Mas grande parte do público que é muito fã deste estilo musical, sai da balada, pra outra balada. De segunda a sexta são zumbis esperando a semana passar, pra chegar o sábado, encher a cara, passar o rodo, e terminar o domingo vomitando no vaso mais próximo.

As meninas encarnam os personagens das músicas e já adotaram o slogan: “Quanto pior, melhor”, com relação aos homens.

Não por nada, pequenos cafajestes mirins nem mesmo saem do berço e já destroem corações.

Música divertida, escrachada, com refrão chiclete é bom e todo mundo gosta. O problema é quando ela reflete exatamente o comportamento de uma geração.

Adeus poesia, adeus conquista, ramalhetes de flores e ligação no dia seguinte. É só aquele tal de “gata me liga, mais tarde tem balada”.

Ligar uma pinóia! Se quiser sair comigo, me ligue, convide para jantar, traga um bom repertório de conversa, e aí sim, poderemos negociar uma balada.

O problema não são as músicas, os ritmos, os autores ou os cantores. O problema são as pessoas que transformam uma música pobre em uma vida pobre.

Pobre de cultura, pobre de respeito por si e pelos outros, pobre em conteúdo. São músicas rasas, para quem não tem profundidade alguma.

Não estou aqui fazendo crítica aos cantores, sinceramente, eles me divertem. Minha crítica vai para quem pensa que música é só isso.

Música, meus amigos, é um instrumento poderoso de revolução social, de revolução política, de revolução sexual, de revolução cultural.

Não podemos jamais esquecer que a música tem esse poder! Ela foi feita para emocionar, para embalar momentos inesquecíveis, para divertir, para fazer sorrir, para fazer chorar, para marcar época e mostrar qual foi a cara de cada geração.

Por isso mesmo, não posso me conformar com o fato dos jovens atuais serem a geração “Ai se eu te pego”!

Beijos meus amores!

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