Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Mas eu me mordo de ciúme...

Oi geeeente!


Mudou do dia para a noite.

Não atendia o telefone, não topava mais o happy hour com amigas.

Saiu do facebook.

Do twitter.

Abandonou a turma.

Deixou de ir para a academia.

Amigos homens, cumprimentava só de longe.

Isolou-se no universo paralelo do amor.

Afinal, o que ele pedia era normal, no início do namoro: que as atenções ficassem voltadas para ele.

Quem antes era fundamental em sua vida, agora já não fazia falta.

Mudou de estilo, de gosto musical.

Passou a ri mais baixo, já não era extrovertida.

Dividiu a cama, e todas as senhas.

Era refém do amor.

Uma sombra.

Um zumbi.

Deixou de comparecer a festas de aniversário e ocasiões sociais.

Era vista sempre em dupla. Já não existia sozinha.

Exigências do amor.

Achava bonito o ciúme e o sentimento de posse.

Na verdade, sentia-se completamente dele. Tão dele, tão dele, tão ele.

Deixou de ser quem era.

Podaram-lhe as asas.

Arrastava-se agora. Pés firmes no chão.

Perdera a identidade.

Amigos de infância, amigos de faculdade, amigos de toda uma vida.

Reduzidos a pó, na sua vida nova.

Vivendo um grande amor.

Como era espelho de seu amado, também começou a refletir suas atitudes.

O proibia do futebol. Do churrasco. Do convívio com amigos.

Amigas mulheres, piranhas. Que se afastasse delas.

Até começou a pegar no pé da sogra.

Queria as senhas, queria fechar a conta das redes sociais. Queria ter suas digitais.

Exigia, sem perceber, o que lhe era exigido.

Queria o documento de proprietária.

E então, o que antes era tão bonito, tornou-se obsessão.

Cobranças, brigas, desacatos. Mil e um barracos.

O amor virou obrigação.

Promissória, dívida, dor, traição.

Tarde demais, perceberam, que o oxigênio do amor era a liberdade.

Que viver sem asas, era viver pela metade. E o amor precisa ser inteiro.

Tarde demais para ambos, chegaram à simples conclusão:

O amor não deve mudar ninguém. Mas o amor transforma. Se bem vivido, transforma a lagarta em borboleta. Se mal vivido, transforma a borboleta em lagarta.

Cultivaram a dois, o vazio da solidão.

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Quantas pessoas que você conhece já passaram por isso? Eu mesma conheço umas quantas. Relacionamentos doentios e possessivos geralmente tem prazo de validade curto. Chega uma hora, que um dos dois precisa romper as correntes. Salvar-se.

Medida certa: cada casal precisa ter seu tempo junto, mas também tempo para curtir amigos e família. Individualidade também é saudável no amor.

Camaleão: há pessoas também que mudam completamente a cada novo namorado. Se o namorado gosta de rock, viram roqueiras, se gosta de sertanejo, dormem de botas de cowboy, se gostam de música gaúcha, viram prendas de CTG, e por aí vai. Todo homem gosta de mulher que tenha personalidade. Preserve a sua!

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