Devaneios tolos... a me torturar.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Todo mundo nu!

Oi geeeente!



 
Originalidade virou artigo em extinção. Raro de encontrar.

Somos homens e mulheres produzidos em série. Literalmente.

Quem passear pela história, perceberá que quando o padrão estético valorizava a reprodução, as mulheres belas eram aquelas com ancas largas e fartura nas formas, boas parideiras, para gerar herdeiros.

Quando a moda sugeriu a magreza extrema, não faltaram dedos na goela provocando o vômito, muito menos regimes do sol, da lua, da luz, da sopa e do raio que los partan, para que todos pudessem atingir o mais novo padrão.

Depois foi a vez das curvas, e surgiram as melancias, os melões, as popozudas e as Gracyanes Barbosas, com “ipissolon” no nome, e muito músculo nas pernas, mais parecendo um cyborg.

Na moda, então, Deus nos acuda! Desde a calça saruel, quando parecíamos crianças com as fraldas cheias, passando pela calça Saint Tropez, que mostrava o caminho do paraíso, caindo na moda do Sneaker, o tênis com salto, que até hoje não consigo entender o sentido, até os óculos espelhados tipo varejeira. Sinceramente, o que está faltando pra nós?

E no cabelo? Estica, puxa, alisa, encrespa, curto, comprido, todo repicado, com uma crista da galo estilo Neymar (outro com ipissolon no nome), até o louro branco (e horrível) tipo cantor Belo (que é feio), não faltam aberrações na moda.

Nós que odiávamos camisas, enchemos nossos cabides delas, afinal, a Delegada Helô, usa!

Nos atiramos a vácuo dentro dos vestidos justos, e saímos com um tubo de oxigênio nas costas, afinal, é impossível usar um vestido da moda e respirar ao mesmo tempo. Mas vamos lá! Respirar pra quê?

E os saltos? A moda das plataformas com salto nas alturas transformou todas em agricultoras, carregando enxadas invisíveis nas costas. Afinal, andar ereta e usar esse sapato é humanamente impossível. Viva as mulheres que mais parecem ganchos, de tão encurvadas.

Maxi colares, maxi brincos, maxi bolsas. Acessórios mudam na velocidade da luz. Nada contra quem gosta realmente disso tudo, e eu me incluo aí, porque muitos desses ícones fashions figuram em meu armário. O que eu pergunto, é:

E você, que não gosta de nada disso, porque usa?

Para seguir um padrão. E, na contra mão da originalidade, parecer-se com todo o resto da tribo. Ser original tornou-se algo que segrega, exclui, discrimina.

Estranho, não?

Eu, que amo gente de atitude e de estilo, me pego, às vezes, comprando algum modismo, única e exclusivamente porque está em alta nas passarelas de Paris!

Alôoooo!!!

E o mais interessante, é o fato de que assim que esses modismos se tornam uniforme, e que na balada todo mundo está exatamente igual, aí, caem de moda. E tornam-se cafonas. Isso porque alguma subcelebridade já inovou em piriguetismo, e agora é super “in” usar exatamente o oposto do que se usava antes.

Ora bolas, mulheres, homens, crianças e idosos: Cadê o estilo próprio?

Nossa roupa deveria vestir nossa personalidade. Mostrar quem somos!

Proponho originalidade. E para alcançá-la, o jeito é andar nu! Isso mesmo, todo mundo peladão.

Afinal, nenhum corpo é igual ao outro. Nenhuma pessoa é a cópia da outra. Isso aí! Todo mundo sem roupa.

Todos iguais. E tão diferentes.

Beijos, meus amores!

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