Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Qual seu grau de dependência?


Oi geeeente!

Choveu o final de semana inteiro. Fiquei sem internet.
Taquicardia, sensação de que algo estava terrívelmente errado.
Curiosidade. O que estaria postando fulano? Onde estaria fazendo check in, siclano?
Tédio. Resignação. Busca por uma solução.
Liguei pra melhor amiga. Escolhi um filme na Sky. Recebi visitas. Arrumei o guarda-roupa. Fiz pipoca e curti momentos conversando com pessoas que (nossa!!!) estavam em casa e eu nem havia percebido.
O que era para ser rotina, tornou-se um programa completamente fora do normal. Ufa, existe vida sem Facebook.
Já repararam?
Marcamos um encontro com amigos para um happy hour, e só conversamos com nossos celulares.
Vamos a um evento social, e tudo que escutamos são bips anunciando mensagens que chegam pelo aparelhinho, que jamais fica desligado.
Na festa, perdemos nosso tempo tirando mil fotos para postar, esquecemos de curtir a noite.
A criança nem nasce, e já está na rede social.
A noiva nem diz o sim, e a foto do casamento foi lançada na internet.
A pessoa nem morre, as mensagens de pêsames já pipocam na timeline.
Não é uma crítica, é uma constatação, porque eu também sou assim. Mas serve de alerta, para nos policiarmos um pouco.
As Redes Sociais foram feitas para aproximar pessoas, não para afastá-las.
O que percebemos é um mau uso generalizado, uma ferramenta utilizada para criar estereótipos, ou para nos recriarmos, melhorados. Nossa versão mais perfeita.
Lá, há pessoas felizes 24horas por dia.
Há pessoas que são perfeitamente lindas e arrumadas, ao acordar pela manhã.
Há pessoas que estão sempre bem vestidas. A cada look, uma foto no espelho pra postar no Facebook.
Há também os corajosos, que se valem da facilidade da escrita para dizer coisas que jamais teriam coragem de falar diante do alvo de suas críticas. Xingar via rede social, criticar, denunciar é fácil. Difícil é olhar o outro nos olhos e lavar a roupa que precisa ser lavada.
Aliás, as lavadeiras fazem o maior sucesso. Dirigem todo o tipo de palavras de baixo calão, sem “citar nomes”, mas deixando bem claro a quem se referem. Baixaria pura.
Há os que se sentem amados e desejados. Dão trela para todo tipo de cantada barata e, não raro, as mensagens inbox mais parecem livros de conteúdo pornográfico. Como é fácil trair, ser traído, via Facebook.
Um mundo de tantas facilidades, para o bem e para o mal, torna-se perigoso. Uma faca de dois gumes. Cria pequenos monstros que acham que podem usar a internet sem nenhuma restrição, ou punição.
Seguidamente paro para refletir sobre minha dependência das redes sociais. Penso que fico mais leve e feliz quando consigo passar horas de “desintoxicação”, ou seja: conversando cara a cara, curtindo um momento sem precisar eterniza-lo pela fotografia, indo a uma festa onde a única preocupação é curtir quem está presente no local.
Por um mundo com menos wi-fi e com mais mãos dadas. Por um mundo com menos curtidas e mais olho no olho, sorrisos verdadeiros, palavras ditas ao vivo e a cores. Por um mundo com menos telas de computadores e por mais janelas abertas, trazendo paisagens reais. Por um mundo com menos “filtros” e mais cores verdadeiras, eu proponho: esteja menos conectado ao virtual, e mais conectado com quem realmente importa: as pessoas presentes, aqui, agora! Elas são sua vida real.

Beijos, meus amores!

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Eu apoio "um dia sem net"!! rs

    Ficamos infurnados com a cara da internet e deixamos de aproveitar tantas coisas... Outro dia estava conversando com um amigo pelo cel e ele perguntou:"onde vc está?"
    Eu respondi: "Na praia!"
    Ele: Pensei que a praia fosse lugar para aproveitar...
    Eu: estou aproveitando. Aproveitando que meu cel está com super sinal aqui! rs

    Depois que eu pensei na minha resposta! kkkkkkk

    Bjs

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  3. hahaha tu tá como eu Laly!
    Socorroooo!
    Claro que tem a parte boa, a gte fica próximo de quem está longe, acompanha as alegrias dos amigos, conversa com parentes distantes...
    O problema é quando nos tornamos dependentes, ou exagerados.

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