Oi geeeente!
Choveu o final de semana inteiro. Fiquei sem internet.
Taquicardia, sensação de que algo estava terrívelmente
errado.
Curiosidade. O que estaria postando fulano? Onde estaria
fazendo check in, siclano?
Tédio. Resignação. Busca por uma solução.
Liguei pra melhor amiga. Escolhi um filme na Sky. Recebi
visitas. Arrumei o guarda-roupa. Fiz pipoca e curti momentos conversando com
pessoas que (nossa!!!) estavam em casa e eu nem havia percebido.
O que era para ser rotina, tornou-se um programa
completamente fora do normal. Ufa, existe vida sem Facebook.
Já repararam?
Marcamos um encontro com amigos para um happy hour, e só
conversamos com nossos celulares.
Vamos a um evento social, e tudo que escutamos são bips
anunciando mensagens que chegam pelo aparelhinho, que jamais fica desligado.
Na festa, perdemos nosso tempo tirando mil fotos para postar,
esquecemos de curtir a noite.
A criança nem nasce, e já está na rede social.
A noiva nem diz o sim, e a foto do casamento foi lançada na
internet.
A pessoa nem morre, as mensagens de pêsames já pipocam na
timeline.
Não é uma crítica, é uma constatação, porque eu também sou
assim. Mas serve de alerta, para nos policiarmos um pouco.
As Redes Sociais foram feitas para aproximar pessoas, não
para afastá-las.
O que percebemos é um mau uso generalizado, uma ferramenta
utilizada para criar estereótipos, ou para nos recriarmos, melhorados. Nossa
versão mais perfeita.
Lá, há pessoas felizes 24horas por dia.
Há pessoas que são perfeitamente lindas e arrumadas, ao
acordar pela manhã.
Há pessoas que estão sempre bem vestidas. A cada look, uma
foto no espelho pra postar no Facebook.
Há também os corajosos, que se valem da facilidade da escrita
para dizer coisas que jamais teriam coragem de falar diante do alvo de suas
críticas. Xingar via rede social, criticar, denunciar é fácil. Difícil é olhar
o outro nos olhos e lavar a roupa que precisa ser lavada.
Aliás, as lavadeiras fazem o maior sucesso. Dirigem todo o
tipo de palavras de baixo calão, sem “citar nomes”, mas deixando bem claro a
quem se referem. Baixaria pura.
Há os que se sentem amados e desejados. Dão trela para todo
tipo de cantada barata e, não raro, as mensagens inbox mais parecem livros de
conteúdo pornográfico. Como é fácil trair, ser traído, via Facebook.
Um mundo de tantas facilidades, para o bem e para o mal,
torna-se perigoso. Uma faca de dois gumes. Cria pequenos monstros que acham que
podem usar a internet sem nenhuma restrição, ou punição.
Seguidamente paro para refletir sobre minha dependência das
redes sociais. Penso que fico mais leve e feliz quando consigo passar horas de “desintoxicação”,
ou seja: conversando cara a cara, curtindo um momento sem precisar eterniza-lo
pela fotografia, indo a uma festa onde a única preocupação é curtir quem está
presente no local.
Por um mundo com menos wi-fi e com mais mãos dadas. Por um
mundo com menos curtidas e mais olho no olho, sorrisos verdadeiros, palavras
ditas ao vivo e a cores. Por um mundo com menos telas de computadores e por
mais janelas abertas, trazendo paisagens reais. Por um mundo com menos “filtros”
e mais cores verdadeiras, eu proponho: esteja menos conectado ao virtual, e
mais conectado com quem realmente importa: as pessoas presentes, aqui, agora!
Elas são sua vida real.
Beijos, meus amores!

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEu apoio "um dia sem net"!! rs
ResponderExcluirFicamos infurnados com a cara da internet e deixamos de aproveitar tantas coisas... Outro dia estava conversando com um amigo pelo cel e ele perguntou:"onde vc está?"
Eu respondi: "Na praia!"
Ele: Pensei que a praia fosse lugar para aproveitar...
Eu: estou aproveitando. Aproveitando que meu cel está com super sinal aqui! rs
Depois que eu pensei na minha resposta! kkkkkkk
Bjs
hahaha tu tá como eu Laly!
ResponderExcluirSocorroooo!
Claro que tem a parte boa, a gte fica próximo de quem está longe, acompanha as alegrias dos amigos, conversa com parentes distantes...
O problema é quando nos tornamos dependentes, ou exagerados.