Devaneios tolos... a me torturar.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Amizades de ocasião

“Que turma unida vocês tem. Estão sempre se divertindo juntas”, comentei eu.


E como resposta, obtive uma das mais comuns realidades em círculos sociais: “Isso daí não é amizade. É puro marketing. Na hora da festa, todo mundo corre para fazer uma foto feliz e receber curtidas nas redes sociais. Na hora do aperto, não resta quase ninguém”.

Muito antes do aparecimento das redes sociais o mundo já caminhava assim. Amizades e amores de ocasião acompanham o homem desde as cavernas. Todo mundo quer levar alguma vantagem.

Se observarmos grandes grupos que “deram o que falar” nas diferentes gerações em nossa cidade, chegaremos à conclusão que poucos, muito poucos, mantiveram-se unidos.

Porque é fácil ter amigos na festa open bar. Na casa com piscina. No passeio de carro da vez. Fácil é ter amigos para virar as noites na balada, para encher a casa de praia, ou para desfrutar de um final de semana regado a álcool e mulher bonita na casa de campo.

Seguido ouço pessoas falando: “Coitado de fulano, enquanto durou a fama, estava sempre cercado de amigos. Hoje sumiu da vitrine social e anda sozinho”.

Discordo totalmente da afirmação.

O que acontece é exatamente o contrário: “Feliz do fulano. Livrou-se de amigos parasitas, percebeu que pra ser feliz não é necessário estar na vitrine, e só anda com quem realmente importa”.

Quem adora uma frase de efeito deve conhecer aquela que diz:

Quem é de verdade, sabe quem é de mentira.

Uma óva.

Quem é de verdade, precisa descobrir quem é de mentira. E para isso, sofre duras decepções com pessoas importantes, próximas, que se intitulavam amigas, amores e quase irmãs.

Quem precisa desfilar com um bando de baba-ovos ao redor deve estar consciente de que sanguessugas alimentam-se do sangue alheio. É uma via de mão única. Eles não vão estar lá quando você precisar!

Dependendo de nossa postura diante da vida, conseguimos aprender com essas duras lições. Nos tornamos pessoas bem mais seletivas. Podemos ter milhares de conhecidos, mas poucos e bons amigos.

Nas coisas do coração, também aprendemos às duras penas. Podemos experimentar muitos amores, tratá-los com leviandade, com imaturidade e às vezes até com crueldade. Mas também encontraremos pessoas que nos tratarão assim.

A soma dos erros que cometemos e dos que cometem conosco devem servir para nos tornarmos pessoas melhores, mais responsáveis com aqueles que cativamos. Mais humanas e solidárias. Menos aproveitadoras.

Nós somos exatamente aquilo que atraímos. Para o bem e para o mal. Nossa postura diante dos outros determinará que tipo de pessoas teremos ao nosso lado durante nosso caminho.

E depois de várias colheitas, o semeador aprende a lei da semeadura.

Que na vida você encontra quem você merece, e não quem você procura.



Beijos, meus amores!

Mural de Recados

Amizade: existe sim amizade verdadeira e muitos grupos de amigas são exemplo disso aqui na cidade. Na verdade, a amizade é possível onde não há competitividade, e onde há sinceridade e afeto puro, de coração. Preserve esses amigos. São raros e únicos. E valorize sua família, eles são os melhores amigos que você pode ter.

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