Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

E Deus nos deu a língua...

Oi geeente!

Como diz meu filósofo favorito, Homer Simpson: “Eu não minto, apenas faço ficção com a boca”.

Duvido que você nunca tenha se deparado com um mentiroso de carteirinha, sócio remido do Clube da Maledicência, presidente do time Aumentando as Histórias, e fundador da Associação Apimentando a Fofoca. Gente maledicente existe em toda a parte. Mas conviver com pessoas assim realmente é muito difícil.

É o tipo que sempre tem uma opinião negativa sobre todas as coisas. Sempre tem uma história cabeluda sobre todas as pessoas. E nunca, nunquinha, um elogio sincero a alguma coisa ou a alguém.

Fazer ficção com a boca, como diz o Homer, é muito comum e pode ser muito perigoso. As histórias começam a ganhar força, e cada colaborador da novela escreve mais um capítulo, com requintes de crueldade.

Quem alimenta essa indústria da fofoca, geralmente é aquela pessoa sem conteúdo, sem vida própria e sem assunto. Não tem nada mais útil para fazer do que cuidar do alheio.

É aquela pessoa que puxa papo sobre terceiros enquanto você faz a unha, corta o cabelo, levanta peso na academia, aguarda na fila do supermercado, toma o cafezinho no banco, ou folheia o jornal no café.

É aquela pessoa que senta na roda de amigos sem ser convidado e para chamar atenção para si, fala da vida do outro.

No fundo, são carentes de atenção, de afeto, de amizades verdadeiras, amores ardentes e de histórias interessantes sobre si mesmos. Livros em branco que não sabem escrever autobiografias. Pessoas com quintais de barro, a observar o vizinho aparar a grama e regar o jardim.

Se valem da mesquinhez do ser humano e da pequenez de suas almas para alfinetarem tudo e todos ao seu redor.

Adoro assistir novelas, confesso. Sei que ultimamente elas expõem o pior do ser humano, e ensinam tudo o que não deveríamos fazer na vida real.

Particularmente acompanho a história do blogueiro de fofocas, Téo Pereira, que acabou com a vida de “Claudete Bolgari”, ao espalhar para toda a sociedade a vida dupla do promotor de festas. Abriu o armário expondo a sexualidade do rival, com o intuito de fazer seu blog ganhar muitos cliques.

Assim como Téo Pereira, muitos blogueiros sem blog, querem aplacar sua carência afetiva expondo a vida íntima dos demais. Espalham um rastro de destruição, atingindo tanto os inocentes quanto culpados. Atiram no que veem e acertam no que não veem.

Quanto a eles, difícil transformá-los em pessoas melhores. Mas e quanto à nós? Quem somos nós?

Terrenos férteis para que a semente da maldade crie raízes? Somos receptores deste tipo de informação, que não acrescenta nada à nossa vida?

Somos movidos pela curiosidade mórbida de descobrir os esqueletos dos armários alheios, talvez para justificar os nossos?

É sobre isso que me proponho a refletir. E mais: muitas vezes, na ânsia de conter o incêndio de uma maledicência, o envolvido assopra, tentando apagar o fogo. E isso só serve como combustível para colocar mais lenha na fogueira.

A melhor forma de neutralizar pessoas assim é cortando o mal pela raiz. Afaste-se sempre que possível, e o mais importante: não reproduza a informação.

Um bom fofoqueiro só alcança o sucesso se tiver bons ouvintes para repercutir suas injúrias e difamações.

Tenho certeza que você aí tem mais o que fazer da vida, do que falar dos outros.

Ou não?

Beijos, meus amores!



Mural de Recados

Essa coluna é a sugestão de pauta que me foi enviada por uma leitora. Indignada por ter sido alvo de fofocas, afirma que é difícil viver em Guaporé. Na verdade, a fofoca está nas pessoas, não nas cidades. E tudo que um fofoqueiro mais gosta é atingir em cheio seu alvo. Portanto, não dê esse gostinho. A vida segue, e amanhã as más línguas encontram outro alvo. Fofoca velha não rende mais como notícia.

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