Devaneios tolos... a me torturar.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Deus sou eu

Oi geeente!

Cada vez mais eu acredito na divindade do homem. Se Deus existe, está em nós, disso não tenho dúvida.

Depois da maternidade com certeza me tornei um ser humano melhor. Mais sensível e mais solidário. A dor do outro passou a doer em mim também, e toda a noite, quando peço pela saúde da Olívia, lembro de todas as crianças que sofrem com doenças terríveis, com sofrimentos, com todos os tipos de privações. Por vezes penso que “se Deus existisse de verdade, nenhuma criança sofreria”. Mas aí cai a minha ficha: Deus somos nós.

O que fazemos com nossa divindade?

Trabalhamos nossa inteligência pela evolução da medicina, para salvar vidas consideradas perdidas, para fazer brotar água do deserto, para fazer germinar a semente na terra seca?

Ou a usamos para dominarmos uns aos outros, destruirmos o planeta em nome do desenvolvimento desenfreado, mutilarmos em nome de Deus, corrompermos em nome do poder e matarmos em nome da paz?

Há um Deus em cada missionário na África, em cada médico sem fronteira, em cada voluntário na epidemia do ebola, em cada doação em campanhas beneficentes, em cada ação em prol dos animais, dos pobres, dos fracos, das crianças. Em cada mão estendida há Deus. Em cada olho que não ignora o sofrimento do irmão, há Deus.

Há um Deus que leva alegria às crianças com câncer, há um Deus no cientista que descobre a cura para uma doença, há um Deus no doador de órgãos que morre, mas salva uma vida.

Há um Deus na solidariedade, no amor, no amparo, no carinho.

Há Deus na mente brilhante de Mandela, Ghandi, Jesus Cristo, Einstein.

Há Deus na obra de Da Vinci, Picasso, Michelangelo.

Há Deus na música de Beethoven e nas palavras de Shakespeare.

Assim como havia Deus em Hitler, em Bin Laden, em Genghis Khan.

Havia Deus nas mentes brilhantes que criaram a bomba atômica.

A genialidade divina estava lá.

O homem é que usou seu poder de “Deus”, para os piores fins possíveis. Para os grandes massacres da história. Para atrocidades injustificáveis.

Dê o poder de Deus ao homem e observe.

A todos nós foi dada a genialidade, a capacidade e a divindade.

Há os que usam esse grande poder para espalhar a energia do amor, da transformação, da evolução.

Há os que usam este grande poder para endeusarem-se e julgarem-se superiores aos demais.

Não precisamos ir longe. Basta olharmos ao nosso redor.

Observe a humildade dos que detém o poder. Os humildes trabalham para os outros. Os orgulhosos para si.

Comece observando o comportamento do seu líder, do seu Prefeito, do seu Vereador, do seu chefe, do seu pai. Passe para seu Governador, seu Presidente, seu líder religioso. Observe pequenos e grandes “Deuses”. Observe seu amigo, seu colega, seu vizinho. Observe se a grama verde cresce ao redor deles, ou se tudo o que chegar perto, morre em sua sombra. O poder é canalizado de acordo com a índole e com o caráter de cada ser. Não duvide jamais da força do bem. Mas não desdenhe da força do mal.

E jamais esqueça: o poder de Deus está dentro da gente. Cabe a cada um escolher se esse poder será usado para a luz ou para as trevas.

O céu e o inferno somos nós.

Namastê, (o Deus que vive em mim saúda o Deus que vive em você) meus amores!



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