Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Força interior

Oi geeeente!


Fênix era uma elefantinha que, cedo, foi roubada da mãe, e levada ao circo. Debaixo do lonão, cercada de outros bichos conformados, dóceis e adestrados, Fênix não reconhecia os cheiros, nem os sons que a acompanharam até então. Longe da natureza e da liberdade, Fênix, durante muito tempo lutou contra os grilhões que mantinham seus pés presos, amarrados a uma estaca de ferro, que diariamente, depois do treino, seu domador fincava no chão, com golpes de marreta.

Talvez tenha perdido a conta das tantas vezes, que com toda sua força, tentara arrancar a estaca do chão do circo e correr rumo a seu verdadeiro destino.

Sabia, apesar de gostar dos aplausos, do carinho das crianças, que a vida que merecia, e que lhe pertencia, era outra. Porém, acostumara-se àquele cenário. O cheirinho do caramelo da maçã do amor, o barulho da pipoca estourando para receber o respeitável público. Chegava a gostar daquela realidade.

Até poderia ser bom, se algum dia, tivessem lhe perguntado, se era lá mesmo que gostaria de estar, por livre e espontânea vontade. Mas ninguém havia feito isso. Sentia-se prisioneira de escolhas que nem tinham sido dela.

As pessoas olhavam para Fênix, agora crescida, dona de sua tonelada, de suas imensas orelhas cinzas, de sua tromba engraçada, e não acreditavam em como uma gigante mantinha-se presa àquela corrente frágil em seu pé direito, que por sua vez estava presa à estaca de sua infância, no chão do circo.

Na verdade, Fênix tentara tanto, e em vão libertar-se, no passado, que pensava que todo o esforço seria inútil no presente. Estava presa à vida que possuía.

Até o dia do incêndio.

Acordou com os macacos aos gritos, com a jaula das feras em alvoroço e com o cheiro de fumaça por todos os cantos. O fogo se alastrava no feno, e chegava perigosamente perto de onde Fênix se encontrava. Os funcionários do circo, do outro lado das labaredas, abriam jaulas e gaiolas a seu alcance e Fênix sentia que não chegariam a tempo.

Não pensou. O pavor fez com que se erguesse sobre duas patas, puxando em uma só vez o pino que a prendia ao solo. Fênix lembra-se de ter corrido, sem rumo, sem amarras para longe do fogo e do circo. Correu, com toda sua força, rumo à liberdade... A partir daquele dia, seria dona de suas escolhas.

Queridos, a história de Fênix cabe a qualquer um de nós. Nós, que acorrentados a muitas coisas, sentimos que não temos forças para mudar a realidade.

Muitos, só encontram essa força em um momento de desespero. Diante de uma calamidade, de uma dificuldade, de uma doença, uma perda, ou uma mudança brusca, as pessoas percebem que são muito mais fortes do que imaginavam. Que acabaram se deixando domar pelo comodismo, conforto, pela rotina, ou pelo conformismo. Muitas têm medo da mudança, e tem medo da liberdade.

Ninguém pode afirmar se Fênix realmente não sabia da força que tinha, ou se sabia, mas não queria usá-la.

E mais: ninguém sabe se a liberdade, depois da fuga do circo, foi o melhor caminho para a elefanta.

O que há do outro lado da liberdade? O que nos espera depois da mudança?

Precisamos ir até lá para ver.

Talvez, Fênix tenha voltado ao circo, aos aplausos, à pipoca, ao algodão doce e às crianças. Talvez, finalmente ela esteja feliz, e sentindo-se em casa.

Mesmo que seja para voltar, algumas estradas para a liberdade precisam ser percorridas. Porque caminhar, é aprender.

Um beijo meus amores, a té a semana que vem!

sábado, 14 de julho de 2012

Tristeza

... e algumas mágoas estão tão arraigadas, que quando nos perguntamos quando isso começou, não conseguimos identificar o ponto de partida. Existem tristezas que, parece, nasceram com a gente.

A voz do coração



As pessoas esperam que você aja exatamente como mandam os preceitos sociais. Não para manter costumes, ou antigos padrões de relações. É por conformismo. A sua infelicidade, acaba servindo de consolo, para a infelicidade delas... Viva de acordo com a lei do seu coração. Esta é a única regra que não vale a pena ser quebrada.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Mea Culpa

Oi geeente!


Triste vida de bode expiatório. Porque, em cada canto tem um. A sábia filosofia de Homer Simpson diz:

"Existem duas frases curtas que levarão sua vida adiante:

-Não diga que fui eu!

-Já estava assim quando cheguei."

A maioria das pessoas adora tirar o corpo fora e achar alguém pra colocar a culpa. Para eu me tornar o legítimo bode expiatório, só me falta o cheiro, o bigode, e o chifre. (Há controvérsias haha)

Sou campeoníssima de levar a culpa pra casa. E você?

Um ditado popular afirma que errar é humano, mas colocar a culpa em alguém é estratégico. Acho que estamos vivendo uma época de tanta pressão e tanto perfeccionismo, que as pessoas temem admitir que erraram, para não serem julgadas incompetentes, incapazes, burras e substituíveis.

Porém, a grande verdade, é que é humanamente impossível acertar o tempo todo.

Mesmo que em um primeiro momento, mascarar seus erros possa livrar sua cara de um xingão do chefe, de uma crise em seu relacionamento, ou de um estremecimento em sua amizade, no fundo no fundo, você terá de se enfrentar, quando estiver na frente do espelho.

A falta de comprometimento com a responsabilidade de cada um no trabalho, no relacionamento amoroso e ou no meio familiar acaba gerando uma legião de pessoas que não assumem suas deficiências, não conseguem se enxergar, e no final das contas, acabam acreditando realmente que são perfeitas.

O casamento fracassou porque ele deixou de dar atenção a ela. (E ela, em que momento deixou de ser interessante? De ser engraçada, companheira, compreensiva, amiga e amante?)

A equipe de trabalho não funciona porque os funcionários são desinteressados, pouco produtivos e descomprometidos. (E o chefe, consegue ser exemplo a ser seguido, motivador de sua equipe, admirado e competente?)

Obviamente existem erros individuais, em todos os níveis, e em todas as relações. Mas, na maioria das vezes, os erros são coletivos. Se cada um assumir onde falhou, e ao invés de acusar, se o erro servir de aprendizagem, ao invés de válvula de escape para prejudicar o outro, se nos analisarmos antes de apontarmos o dedo para o outro... viveremos relações mais verdadeiras, ambientes de trabalho mais saudáveis, e obteremos resultados mais eficazes.

A competência não pode ser avaliada pela quantidade de erros cometidos, e sim, com o aprendizado obtido em cada erro.

São muito mais interessantes os imperfeitos, os que metem os pés pelas mãos, os que erram na tentativa de acertar, os que se atrapalham, desviam-se do caminho, mostram-se humanos, reais. São mais bonitos aqueles que admitem suas carências, porque estendem a mão com humildade em busca de ajuda.

Os perfeitos acabam sozinhos, porque não há quem consiga equiparar-se a eles. Proclamam-se pequenos deuses, inatingíveis.

Já os imperfeitos caminham juntos, mãos dadas, evoluindo, a cada tropeço.

Erramos sim, sempre e muito. Mas é compreensível, se for na tentativa de acertarmos. Perdoem os outros por suas falhas. Mas, antes de mais nada, perdoem a vocês mesmos.

O julgamento do outro pouco importa, quando estamos conscientes de quem somos, de nossos defeitos e de nossas infinitas qualidades.

Um beijo, meus amores!



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Desejo

Não são as asas que te permitem voar. É o desejo... que faz com que o chão suma debaixo de teus pés. A segurança do voo, depende da forma como cederes a ele.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Pétalas

Dizer adeus é arrancar pedaços de si mesmo...

Argila

Liberte quem você ama, de você mesmo, de suas neuras, de seus dramas. Ninguém merece, em nome do amor, ser argila, moldada a nosso favor.