Devaneios tolos... a me torturar.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

De volta pra casa...



Oi geeente!

Meus lindos, esperei uma semana para escrever sobre este assunto. Na semana passada, ainda era muito recente, e quando as coisas estão “quentes” em nossa cabeça, fica difícil sermos sensatos.

Os acidentes de trânsito que estão acontecendo em Guaporé são preocupantes. Nos remetem a um tempo, onde a cada feriadão, a cidade acordava abalada com a notícia de algum jovem que tinha perdido a vida, ou tinha se machucado gravemente em um acidente de carro, na ida ou na volta de uma festa.

Quantos guaporenses já se foram assim? Talvez você nem lembre, mas em casa, tem alguém chorando por estas mortes como se elas tivessem acontecido ontem.



Que tipo de desejo de desafiar os limites mora dentro do coração de um jovem? Que tipo de coragem doentia faz com que ele se coloque acima do bem e do mal, da vida e da morte, com atitudes perigosas e que o colocam em risco?



Ao entrar em um carro e seguir em alta velocidade, motorista e caroneiros, fazem um pacto de desafiar a vida, e por incrível que pareça, eles estão seguros de que vão vencer este desafio.

Até o acidente acontecer, e provar, que ninguém desafia o perigo impunemente. Ninguém é imortal.

Estava conversando com um amigo meu, de 16 anos, que me disse: “Espero ser sempre como eu sou, gosto de ficar em casa, com minha família.”

Por incrível que pareça, até os bons podem morrer jovens. Geralmente, são eles que se vão. O destino é uma caixinha de surpresas, e de repente, um impulso, um instinto libertado, um deslize, e lá está você... dentro de um carro a 200 por hora, ou provando algum tipo de droga, ou envolvido em alguma briga.

Quem consegue domar a fera que mora dentro de um jovem com sede de viver, de superar limites, de demonstrar sua superioridade entre os demais, e assim demarcar território na turma, como líder, como o mais popular, o mais engraçado, o mais divertido? É algo meio irracional.

Por vezes, não por vontade própria, mas pela forte influência que a turma tem sobre ele, um jovem acaba por embarcar em uma aventura sem volta. E deixa atrás de si um rastro de dor, desespero, incompreensão.

Sim, os bons também podem errar. Também podem cometer (e cometem) deslizes. São meninos e meninas de família, bem criados, com educação, amor, carinho... formação. E sim, eles também são levados por algum impulso ainda não decifrado, e incompreensível à sociedade, que os empurra, com força descomunal, em direção ao perigo.

O que nós podemos fazer, de maneira geral, é tentarmos, com todas as forças, com todas as armas, protegermos os jovens deles mesmos. Seja com mais rigidez, seja com mais diálogo, seja com mais amor.

E mesmo assim, com a sociedade oferecendo cada vez mais opções de se perder, é necessário rezar, para que sempre, todas as noites, eles encontrem o caminho... de volta para casa.

Que horror: gente, escutamos cada coisa a respeito desse acidente. É incrível como os guaporenses tem imaginação. Eu aprendi que nós não somos ninguém pra julgar. Inventaram cada coisa absurda... que sinceramente! Vamos respeitar a dor dos outros, vamos buscar ser mais compreensivos, menos donos da verdade e da razão. Mais humanos.



Um comentário:

  1. 1. Estima-se que 4% das causas diretas dos acidentes estão relacionadas com as condições do veículo, 6% com as condições da via e 90% com o fator humano.
    2.Os acidentes de trânsito no Brasil são o segundo problema de saúde pública do país, só perdendo para a desnutrição.
    3. No Brasil, 62% dos leitos de traumatologia dos hospitais são ocupados por acidentados no trânsito.
    4. O Brasil gasta 5 bilhões de dólares por ano com acidentes de trânsito, o que corresponde a 70% dos recursos do Sistema da Previdência referentes aos acidentes de trabalho.
    5. Na cidade de São Paulo ocorre um acidente a cada 3,2 minutos. A cada 7 horas morre um pedestre atropelado.
    6. Como vc disse, ninguém é imortal. Educação par o trânsito e para a vida é o caminho.

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