Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Futilidades e outras bobagens

Oi geeente!




Vou contar uma coisa, mas por favor, não espalhem. Perdi a conta das vezes que, para comprar roupas, maquiagens, acessórios, sapatos, gastei todo o dinheiro que deveria ter aplicado na conta de luz, no condomínio, no supermercado e na farmácia.

Sim. Por ser completamente descompensada nas finanças domésticas, sempre meto os pés pelas mãos. Tarde demais, descubro que a minha bota nova não serve para comer. Talvez vocês me julguem fútil (e com razão), metida a perua, e burra. Concordo.

Se aplicasse bem o meu dinheiro, com certeza, teria muito mais que um guarda roupa cheio de badulaques, que distribuo a cada campanha do agasalho. Sim, porque além de comprar demais, compro o que não preciso, para parecer quem não sou, e tentar aparentar o que não tenho. Bom, pelo menos, dou um jeito de pagar as contas.

Mas tem muita gente por aí que esqueceu que tudo que compramos, precisamos pagar. Começaram a acreditar que realmente têm o direito de andar com o carro do ano, usar a roupa de grife, comer nos melhores restaurantes, ficar nos melhores hotéis, conhecer os lugares mais charmosos, e sem pagar a conta.

Somos vítimas da sociedade do consumo, das aparências, da obrigação de mostrarmos para os outros, o quanto somos lindos, ricos e louros. O quanto somos felizes, descolados, amados, admirados, seguidos e copiados.

Aos poucos, amadurecendo e percebendo quais são as coisas mais valiosas da vida, passamos a identificar os miseráveis milionários. As pessoas, não perceberam que a maior riqueza que podemos acumular são pessoas, e não coisas. Que o que vale na vida é quem somos e não o que possuímos. Mas é preciso percorrer um caminho de sabedoria para realmente aprender isso, e colocar em prática.

Abordo esse assunto porque esse comportamento é típico do Brasil atual. Que não tirou o pé da lama, mas arrota peru e acha que fala inglês.

Entrevistei a diretora e a presidente do Grêmio Estudantil da Escola Bandeirante, que possui mais de 1.100 alunos aqui em Guaporé. A escola está literalmente caindo na cabeça dos alunos. A situação está tão crítica, que devido às péssimas condições elétricas. À noite, os mais de 200 alunos precisam ficar trancados dentro do prédio principal, pois o pátio está às escuras. Para aqueles que precisam se deslocar ao ginásio para fazer educação física, o professor conduz a turma com uma lanterna, em fila indiana. Um dos banheiros está com o teto no chão. Não há possibilidade de utilizar nenhum recurso tecnológico porque as tomadas foram isoladas, para evitar choques. O telhado está em péssimas condições, e o cenário da escola mais parece um presídio, com perdão da palavra.

Enquanto isso, acompanhamos um debate nacional sobre qual cadeira será mais confortável para que os turistas coloquem suas bundinhas gordas para acompanharem os jogos da Copa do Mundo, nos novos e modernos estádios nacionais. Muito circo, pouco pão.

Nada contra a Copa do Mundo, Copa das Confederações, nada contra o turismo e a divulgação do Brasil mundo afora. Mas o Brasil e eu estamos fazendo a mesma coisa: gastando dinheiro com superficialidades e deixando de investir no que realmente importa.

Sinto profunda vergonha com a situação em que chegamos. Espero, através do meu trabalho, poder ser uma gotinha de água no oceano necessário para que o Bandeirante renasça grandioso como merece ser. Que possa oferecer dignidade aos seus alunos. Porque o futuro do Brasil, sinceramente, não está na ponta das chuteiras e no grito de gol. Está na ponta do lápis e na comemoração de quem passa no vestibular e poderá, então, transformar nosso país numa nação REALMENTE RICA!



Beijos, meus amores!

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