Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cuidado com o que você não diz.



Cuidado com o que você não diz.

Trabalho em rádio há mais de 15 anos e já percebi que as piores confusões começam com aquilo que você não falou. E, infelizmente, você não pode controlar isso.

As pessoas escutam o que querem escutar, e transformam as suas palavras conforme as intenções que elas têm.

Quem nunca ouviu alguém dizer: - A amiga da fulana falou para minha amiga que ela disse isso, isso e isso...

Telefone sem fio passa vergonha.

Aprendi a falar o menos possível, quando se trata de outras pessoas.

Temos a triste mania de “dar pitaco” na vida dos outros sem conhecimento de causa: Não acho que fulano combina com fulana. Acho que beltrana não será uma boa profissional. Na minha opinião, sicrano não deveria gastar tanto dinheiro com isso.

Ora!!! Cuidemos mais de nossas vidas.

Se achássemos menos (problemas) encontraríamos muito mais (tranquilidade)!

Entre amigos mesmo, nos achamos no direito de criticar atitudes, posturas e decisões. Mas reparem que, dificilmente, emitimos nossas opiniões na frente da pessoa. Esperamos que ela saia, e abrimos um debate em torno da vida particular dela. Mesmo que não o façamos com maldade, não temos esse direito. Precisamos perder este péssimo hábito.

Somos grandes Doutores, PHDs, Mestres e Sábios, quando se trata da vida dos outros. Já com relação à nossa...

Por isso, para viver bem, e não desenvolver úlcera nervosa, lá vai uma técnica eficaz: só dê opinião quando as pessoas pedirem. E só critique alguém na frente da pessoa. Assumindo as consequências.

Quando me pego “escorregando” e comentando o que não me diz respeito, me policio e me calo. Sei que palavras mal colocadas podem ferir profundamente quem amamos, criar grandes confusões, acabar com amizades de décadas e sujar nosso nome por aí. Ninguém tolera gente fofoqueira.

Quanto às fofocas que chegam ao nosso conhecimento, sempre recomendo aos meus amigos: prefiro não saber. Se não soma, nem diminui, prefiro ficar na ignorância.

É muito ruim saber que alguém que você admira, nutre amizade ou simplesmente não conhece, falou de você e de sua vida.

Quando as pessoas vêm falar dos outros pra mim, não sou mal educada ou grosseira. Me limito a ouvir, e coloco em prática a frase de Leminski: “Num ouvido, escrito ENTRADA, noutro ouvido, escrito SAÍDA".

Ao nos manifestarmos, também corremos o risco de sermos mal interpretados. Uma vírgula fora do lugar, por vezes pode criar um tumulto incrível.

“- Eu, como você, não gosto de sentir dor.”

“-Eu como você, não gosto de sentir dor.”

E aí? Perceberam como as palavras podem ser facilmente deturpadas?

Portanto, você pode não ser responsabilizado pelo que não disse, mas tome conta do que vai dizer!

Beijos, meus amores!

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