Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

E agora José, e agora VOCÊ?

Oi geeente!

E agora, José? E agora, você?

                                                                                     (Julian de Freitas)

Quando viajei pelo Nordeste, atravessei de carro a região escaldante e seca dos canaviais. À beira da estrada, trabalhadores completamente pretos de fuligem, encerravam a colheita, e queimavam os restos da cana de açúcar. Moravam, durante a temporada, em casas de barro, feito bichos. Ganhavam R$ 50 por mês. Penso que para este trabalhador, que nos períodos entre uma colheita e outra fica sem trabalho, o tal Bolsa Família é como chuva no deserto. Salvação, pão e alento.

Em uma missão de trabalho, sobre o Bolsa Família em Guaporé, me deparei com pessoas que possuem juventude, saúde e capacidade e que passam as tardes em frente às suas residências, tomando chimarrão, comendo pipoca e esperando o benefício chegar. Literalmente vivem como parasitas, às custas dos trabalhadores honestos. Em uma cidade onde sobra emprego, não deveria haver Bolsa Família. A culpa, não está no programa do Governo. Está nas pessoas.

Partidos políticos foram criados para unir gente com a mesma linha de pensamento, disposta a lutar pelo bem coletivo, por causas sociais justas, pela implantação de leis que beneficiem os honestos, os trabalhadores, os cidadãos de bem. E o que vemos, são muitos políticos legislando em causa própria, enchendo os bolsos de dinheiro público, emporcalhando toda a nação. A culpa, não está nos partidos. Está nas pessoas.

Somos eleitores, porque possuímos a maior arma de revolução em uma democracia: o voto. Que derruba o político corrupto e elege o representante honesto. Porém, o que vemos são eleitores que se vendem por uma carga de brita ou um cargo. Por um benefício. Por uma propina. Por uma vantagem. O problema não está no sistema eleitoral, está nas pessoas.

O futebol existe para trazer alegria. O esporte é sinônimo de saúde, forma líderes, ensina disciplina, produz campeões. A Copa do Mundo é uma forma de confraternização de nações, de emoção e de festa. Porém, é usada como bode expiatório para desvio e má utilização do dinheiro público, para exageros e gastos desnecessários, mordomias inadmissíveis. A culpa não é do futebol, é das pessoas.

O meu Brasil vestiu branco e pintou o rosto. Expôs cartazes de indignação e que gritou pelo fim da corrupção. Entre esses milhões de bons brasileiros, estavam os marginais, bandidos, saqueadores, ladrões, baderneiros, violentos. A laranja podre no cesto. A culpa não está nas manifestações. Está nas pessoas.

Penso que Darwin, ainda é muito atual. São os que melhor se adaptam ao meio, que sobrevivem. Qual é o “meio” em que vivemos? No meio da corrupção, do jeitinho brasileiro, de tanta vantagem fácil, de tanta roubalheira. Estamos nos adaptando. O #acordaBrasil foi um basta. Mas agora, depende de nós. Como?

- Não venda nem negocie seu voto. Eduque seu filho para a honestidade. Respeite os idosos, as crianças, os animais. Não fure filas, não roube no troco.

- Não deprede o patrimônio público. Não jogue lixo nas ruas. Preserve a natureza. Repudie todo o tipo de corrupção. Trabalhe honestamente. Ame e respeite sua família.

- Seja uma pessoa de bem. Trabalhe para o bem comum. Saiba colocar-se em segundo plano, diante da coletividade. Aproveite as oportunidades de estudo. Um país onde o povo é ignorante, não consegue tomar as rédeas de sua história.

- Comece exigindo a qualidade dos serviços públicos em sua cidade: segurança, saúde, educação. Não seja um alienado às causas sociais.

- Seja político. Porque o analfabetismo político ainda é o maior analfabetismo do Brasil. Seja cidadão. Dessa forma, mudaremos de verdade o nosso país, a partir de nós mesmos.

Já diz o provérbio:

“Antes de iniciares a tarefa de mudar o mundo, dá três voltas na tua própria casa”.

Beijos, meus amores!

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