Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Eu também sou as histórias que não vivi...


Oi geeente!


Ah, se eu pudesse dar um conselho a você, diria para que começasse agora mesmo a exercitar o hábito de ler. Na verdade, acho que este conselho seria chover no molhado, porque quem lê colunas de jornais, costuma ler livros também. Gostaria que esta mensagem chegasse a quem não lê.
Tenho pena de quem vive preso em uma única vida, e que não tem a oportunidade de fugir dela de vez em quando, aventurando-se em universos e sentimentos nunca antes imaginados. Ler é ter a chance de viver uma história extraordinária, mesmo que não seja a sua.

Um bom livro é uma oportunidade única de, aconchegado entre travesseiros e lençóis, esquecer dos problemas, da monotonia de um domingo de tarde, de um dia difícil, e simplesmente despir-se de sua pele e encarnar um personagem, que não o seu.

Quem se entrega a uma boa história contida em um livro, perde o hábito de ficar na janela, bisbilhotando vizinho, não precisa cuidar da vida dos outros, quando a sua está em período de banho Maria.
Dedicar-se a uma boa história é atravessar fronteiras sem sair do lugar. Sentir gostos e cheiros. Ser tocado por um novo amor, experimentar de novo uma primeira vez.

É percorrer o mundo sem pegar um avião sequer. E mais que isso: conhecer o ser humano tão a fundo, a ponto de colocar-se no lugar do outro, com suas angústias, fraquezas, pecados, crimes, castigos, punições e redenções.
É se aproveitar dos erros dos outros, para não cometê-los na vida real.
Quem lê tem mais assunto, é mais sensível e inteligente, e é infinitamente interessante.
Quem lê carrega lições das histórias que viveu nos livros. Cria asas sem sair do chão.
Quem lê dispõe-se a novas aventuras e, principalmente, tem a mente aberta para qualquer desafio.
Amo essa gente curiosa, sensível e apaixonada, que lê.
Eu devoro um livro atrás do outro, com um desejo voraz de ser jovem e ser velha, ser doente e sã, ser vilão e ser heroína, ser culpada e ser inocente. Ser amada ou desprezada. Ser infeliz, ou ter um final feliz para sempre.

Quando fecho minha mais recente paixão, ao chegar na última página, por fim, agradeço por ser quem sou.
E agradeço ainda por não ter nenhuma história espetacular que renda um livro dos mais vendidos.
Porque são nos dias comuns, de gente comum, que os milagres acontecem.

Não precisamos ser derrotados em uma guerra, perdermos nosso amor para sempre, sofrermos com doenças raras incuráveis ou sermos vítimas de grandes intrigas e traições para aprendermos lições simples, que grandes livros nos trazem.

No final das contas, sou grata por acabar meu Best Seller e perceber que eu sou a personagem feliz de uma rotina que pode não ser brilhante, mas que sempre termina com o carinho de quem eu amo, o abraço de quem importa, e o apoio de quem eu preciso para viver.
Espero que as histórias dos livros continuem a nos ensinar grandes lições, sem que precisemos passar por grandes sofrimentos para aprendê-las.

Por isso, a todos que querem se tornar seres humanos melhores e mais felizes com o que possuem, eu deixo o meu conselho: comecem a ler hoje mesmo!

Beijos, meus amores!

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