Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Eu desejo...


Oi geeente!

Num sábado à noite qualquer, estava indecisa sobre o que pedir na tele-entrega para jantar. Filé ao molho disso, ou daquilo? Pizza? Massas? Sushi? Sabe quando você abre a porta da geladeira e nada te satisfaz?
Se temos muitas opções, geralmente ficamos indecisos e perdemos a oportunidade de darmos valor às coisas certas.
Lembrei dos meus primeiros meses de gravidez, quando os enjoos fortíssimos não me permitiam sequer pensar em comida. Todos os cheiros e gostos revoltavam meu estômago, de modo que havia perdido um dos maiores prazeres da minha vida: encher bem o bucho. O único alimento que não me fazia mal, e que dava água na boca era a maçã!
Sim, essa fruta comum, que por vezes discriminamos na prateleira do mercado, porque está sempre à nossa disposição, praticamente nas quatro estações do ano. Não tem o glamour de um cacho de uvas dedo de dama, nem é tão exótica quanto a fruta do conde. Simplesmente é uma tradicional e tão facilmente encontrada maçã.
Pois pra mim, naquele período, maçã virou artigo de luxo. O gosto, o suco, a sensação de bem-estar que proporcionava, elevou a fruta ao mais requintado prato da gastronomia mundial.
Já repararam como somos assim em nossa vida?
Pararam para pensar em como só damos valor, quando o básico nos falta?
Observo o modo como as pessoas agem e percebo que a maior fonte de arrependimentos em nossa vida é essa: não valorizar o que é precioso, embora pareça comum. Até perdermos.

Por isso elaborei uma oração, um mantra, para que eu jamais me esqueça de valorizar o que está ao meu alcance e que realmente é importante para mim:

Que eu não precise sentir fome para dar valor ao fruto.
Que eu não precise sentir sede para dar valor à água.
Que eu não precise ficar desempregada, para dar valor ao meu trabalho.
Que eu não precise sentir abandono, para dar valor aos meus amigos.
Que eu não precise ser traída, para dar valor à fidelidade.
Que eu não precise sentir desamparo, para dar valor a um abraço.
Que eu não precise sentir tristeza, para dar valor à alegria.
Que eu não precise perder tudo, para dar valor ao que possuo.
Que eu não precise de lágrimas, para dar valor ao riso.
Que eu não precise sofrer uma injustiça, para aprender a ser justa.
Que eu não precise sentir desamor, para demonstrar que amo.
Que eu não seja vítima da mentira, para valorizar a sinceridade.
Que eu não precise me sentir órfã, para dar valor aos meus pais.
Que eu consiga perceber que a riqueza consiste nos laços de afeto verdadeiros, que se fortalecem no tempo e nas dificuldades.
Que eu possa amar cada vez mais quem está meu lado todo dia, e que enfrenta cada pequeno desafio do caminho, em detrimento daqueles que oferecem um mundo perfeito e completamente ilusório.
Que eu não encontre braços cruzados, para dar valor a uma mão estendida.
E que eu não precise enfrentar a morte, para dar valor à vida.
E que eu saiba ser grata, por receber de presente aquilo que dá sentido à nossa existência: o amor verdadeiro.
Amém!

4 comentários:

  1. Parabéns,
    vou copiar no meu face essa "oração".

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  2. sábias palavras Miche...bjs!

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  3. Obrigado Vanessa!!! Um beijão, obrigado pela visita! :D

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