Oi geeente!
“Beijinho no ombro pro
recalque passar longe. Beijinho no ombro para as invejosas de plantão”.
Eis que mais uma mulher-bunda, dessa vez a Valeska Popozuda,
ganha fama internacional, com essa rebuscada letra, que caiu no gosto popular.
Outro dia, fazendo minha filha dormir, me peguei cantando com
voz infantil esse tema tão curioso: a inveja dos outros sobre nossa pessoa.
Será que somos tão maravilhosas? Será que somos tão lindas,
tão descoladas, tão bem vestidas, tão desejadas, tão, tão, tão, para
despertarmos TANTA inveja assim?
Ah vá, com algumas raras exceções, as pessoas sequer lembram
de nossa existência. Não nos perseguem, não nos copiam, não nos invejam tanto
quanto imaginamos. Nossas ‘inimigas’ sequer existem além da nossa imaginação.
O que mais vemos são menininhas com muita maquiagem, pouca
roupa, e pouca intelectualidade, beijando no ombro como se a Valeska Popozuda
representasse uma grande maioria perseguida por outras mulheres recalcadas e
invejosas.
Essas criaturas que entram em uma festa e acham que estão
causando com seus saltos de 20 centímetros, com seus tops usados como vestidos e
com suas danças vulgares que parecem um ataque epilético, realmente causam.
Causam vergonha.
Não somos o centro do mundo. Enquanto estamos perdendo nosso
tempo postando ‘indiretas’ no face, as pessoas realmente felizes, e com a
cabeça ocupada com algo útil para fazer, estão tocando suas vidas, sem
interesse algum pela vida dos outros.
Precisamos parar de achar que com nossa ‘beleza’, ‘estilo’ e
‘talento’, somos o sol, e que os outros apenas orbitam ao nosso redor, sem ter
nossa luz!
Tudo certo, se a autoestima dessas meninas se elevar, e isso
as estimular a fazer algo a mais na vida, além de se preocuparem com as
invejosas de plantão.
Mas de maneira geral, isso não acontece.
O que mais vemos por aí são mulheres já criadas, maduras e
infelizes que culpam sempre terceiros por seus fracassos.
‘Falam mal de mim por
inveja’.
‘Não tenho amigas
porque as mulheres são recalcadas e não suportam meu brilho’.
‘Odeio essa cidade,
todos cuidam da minha vida’.
‘Ela não sossegou até
conseguir roubar meu namorado. Na verdade, ela quer ter o que eu tenho’.
Queridos e queridas, é claro que isso existe de verdade. Mas
em menor proporção do que imaginamos.
Pessoas que se sentem perseguidas, invejadas, caluniadas,
copiadas, 24 horas por dia, ou são a Angelina Jolie e são casadas com o Brad
Pitt, ou não conseguem perceber que o mundo é bem maior que seus umbigos.
Se as pessoas falam muito, é porque algum motivo nós damos para
isso. Se as pessoas se afastam totalmente, é porque nossa companhia se tornou
um fardo pesado demais. Se não nos sentimos bem em nenhum lugar, é porque não
estamos bem dentro de nós mesmos.
Não adianta chamar o Bonde das Poderosas. Não adianta colocar
a culpa no outro.
Precisamos perceber que não somos o gás da Coca Cola. Isso
nos faz crescer e nos poupa de situações ridículas.
Precisamos de humildade para reconhecer os casos onde a
inveja só existe dentro da nossa cabeça.
Para todos os outros casos, aí sim:
Beijinho no ombro!
Olá! Primeiro parabenizá-la pelo Blog. Muito bom mesmo. Muita coisa bacana aqui. Mas a inveja...hummm. é uma maldade só. Sim, existe aos borbotões.
ResponderExcluirObrigado!!! Beijos!
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