Devaneios tolos... a me torturar.

segunda-feira, 13 de abril de 2009


Oi geeeente!!!!!! Tudo bem com vocês? Hoje vou dizer uma coisa que considero importante:
Valorize as pessoas que estão perto de você e que você ama. Não esqueça dos amigos. Não poupe elogios, abraços e beijos bem dados.


Nunca deixe pra amanhã, nem pra depois de amanhã o que você pode dizer de BOM hoje. E deixe para amanhã, depois de amanhã ou nunca... coisas não tão boas.
Se você não tem absolutamente nada de bom a falar sobre alguém. Simplesmente não fale dessa pessoa.


E homenageie muito, todos os dias, em vida... aqueles que merecem suas homenagens!
Falo isso, porque considero justas as homenagens pós morte, mas mais justas ainda são as homenagens em vida!!!

Homenagens...

Gente, tenho acompanhado uma série de homenagens em Guaporé... alguns são a favor, outros nem tanto. Não importa... homenagear não ofende, né?

Então, aproveitando a oportunidade... gostaria de homenagear o Dr. Yvo Pintanguy, pra ver se consigo uma plástica completa, de graça, do mindinho até o último fio de cabelo... Daquele tipo de remoçou a Vera Fischer em 20 anos. Me contaram que toda a vez que ela tenta fechar a boca... tem um outro lugar nos países baixos que abre... tamanha esticada na pele da criatura...

Mas pensando bem... merecida mesmo a é homenagem sincera, por aquele que fez algo por mim sem pensar em recompensa...
Então homenageio meu namorado, que me “adotou” quando eu tinha bigodinho, peito ovo frito, sobrancelha de taturana e cabelo Chitãozinho e Xororó! Será que foi amor à primeira ( e tenebrosa) vista? Ou será que ele era tão interesseiro que vislumbrou a mulher “felomenal” que eu me transformaria? Rsrsrsrsrssrrsrs

Homenagear ou não homenagear... eis a questão!

Se não posso ser quem sou... o que me tornarei?

Outro dia cheguei em casa do trabalho, sentei no sofá, liguei a TV e fiquei olhando para o teto.
Fiquei ali... um bom tempo.
Depois me dei conta de que ultimamente é o que tenho feito e muito. Muito além do que devia.
Guaporé não é uma cidade fácil... se você sai na rua bem arrumada... está caçando.
Se você sai esculachada, está falida, depressiva, foi chifrada ou algo do tipo.
Se você se diverte, ri e é simpática... é bêbada, oferecida e piranha.
Se é séria, é antipática, metida e “se acha”.
Diante de uma série de interpretações erradas do que fazemos, como agimos e o que nos motiva a agir desta forma, temos duas opções:

1- Não levar em consideração o que os outros pensam e falam e viver a vida feliz com quem somos e como somos.
2- Não sair mais de casa e ficar com a TV ligada, olhando para o teto.

E aí? O que me sugerem?

Genteeee!!!! Essa é o máximo! A Jaque que me enviou!
Eu simplesmente detesto o tipo de gente que vive falando que casamento não é bom.... pois o diabo não se casou e Jesus morreu solteiro.
Mas... Casamento é tudo de bom! E claro, claro que pode dar certo!
Temos um exemplo disso!

“Minha mulher e eu temos o segredo para fazer um casamento durar:Duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras e eu, às quintas. Nós também dormimos em camas separadas: a dela é em Fortaleza e a minha, em SP. Eu levo minha mulher a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta. Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento, "em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!" ela disse. Então, sugeri a cozinha. Nós sempre andamos de mãos dadas... Se eu soltar, ela vai às compras! Ela tem um liquidificador, uma torradeira e uma máquina de fazer pão, tudo elétrico. Então, ela disse: "nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar".Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica. Lembrem-se: o casamento é a causa número 1 para o divórcio. Estatisticamente, 100 % dos divórcios começam com o casamento. Eu me casei com a "senhora certa".Só não sabia que o primeiro nome dela era "sempre".Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la. Mas, tenho que admitir: a nossa última briga foi culpa minha. Ela perguntou: "O que tem na TV?" E eu disse: Poeira.”
O texto é do maravilhoso Luis Fernando Veríssimo.

Mas mudando novamente de assunto... comprei na Shock um livro que devorei em poucas horas. O Leitor.
Meu pai!!!! Fiquei atordoada com o livro. Começa com um jovem de 15 anos se envolvendo com uma mulher mais velha. Com ela, ele aprende a amar. Tem experiências que marcam sua vida para sempre. Mas misteriosamente ela desaparece de sua vida, e só ressurge anos depois, quando o jovem está cursando direito e acompanha um julgamento contra quatro mulheres acusadas de homicídio durante o período nazista. Elas eram soldados nos campos de concentração. E uma delas é a mulher com a qual ele havia se envolvido.
No julgamento ele descobre uma vergonha, um segredo, ainda mais terrível do que ser acusada de assassinato.
E nós, com ele, vamos nos deixando envolver e vamos nos questionando coisas sobre nossas vidas, nossos sentimentos, nossas vergonhas e nossas VERDADES. Sobre o que deixamos de explicar e sobre o que deixamos de entender. Um livro maravilhoso. Perturbador. De Bernhard Schlink, e que virou filme, também divino, estrelado por Ralph Fiennes e Kate Winslet.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O SILÊNCIO DOS AMANTES


Quando se abriu um vazio em mim... ele entrou. Fui eu quem deixou aquela porta aberta, mas ele era tão improvável para mim, que nunca me passou pela cabeça que um dia pudesse ficar definitivamente.
E definitivamente ele nunca ficou. Mas nunca mais saiu.
Nunca pensamos em ficar. Nunca pensamos em nos deixar.
Anos a fio, com a vida acontecendo lá fora... e a nossa vida, tão nossa, acontecendo, morrendo e renascendo a cada novo encontro... dentro de nós.
Será eterno, porque nunca será concreto. Mas quem se importa?

...


Isso me atormentou durante muito tempo. Me sentia culpada. Hoje acredito que não saber é o que torna a vida possível.

...

Embora parecesse satisfeito com a vida simples que vivia... por dentro, algo o consumia.

...

Vou abrir a porta e ele vai entrar. Vai me abraçar, sorrir pra mim, pegar minha mão. E quem sabe, pela primeira vez, vamos de verdade falar. Ou calar. Num silêncio melhor do que qualquer palavra.

terça-feira, 7 de abril de 2009


VOCÊ NAMORA????!!!!!



Outro dia, conversando com um amigo meu, perguntei a ele se ele estava namorando. Ele riu e disse: - Pelo que sei, estão namorando comigo!

Fiquei pensando como é fácil estar acompanhado. Quase todas as pessoas estão acompanhadas, ou tem alguém para chamar de "seu". Dificil mesmo é ter um namorado de VERDADE!


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Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido...


* Artur de Távola

domingo, 5 de abril de 2009



Eu sempre amei Cazuza... acho que ele morreu cedo, pra não morrer jamais!


Beijo é o "fósforo aceso na palha seca do amor".


"O tédio é o sentimento mais moderno que existe".


Como é estranha a natureza
morta dos que não tem dor.
Como é estéril a certeza
de quem vive sem amor...

Cazuza

Nada nesse mundo é nunca mais...

Cazuza

Cantando agente inventa.
Inventa um romance, uma saudade, uma mentira...
Cantando a gente faz história.
Foi gritando que eu aprendi a cantar:sem nenhum pudor, sem pecado. Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos.
Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida.

Cazuza

O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraiso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não doi.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Os elefantes da vida...


Mas que inferno!!!!
Porque será que o tal do elefante incomoda muita gente???? Tem até musiquinha falando que um pobre elefante incomoda muita gente. Dois então... incomodam muito mais!

A mim, os elefantes não incomodam. Eles chamam atenção, é verdade. Nunca passam despercebidos. São sempre grandes atrações, onde quer que estejam.

Mas eles nasceram assim. Não precisaram passar a perna em ninguém para serem elefantes. Não deram um golpe, não pisaram em ninguém. Não roubaram, não mataram.
Levam suas vidas enquanto elefantes. E ainda assim... Incomodam MUIIIITA gente!

Mas porque estou falando isso? Porque sinto às vezes que incomodamos muita gente. Você aí... passando os olhos por estas letrinhas... sabe e sente que também incomoda muita gente...

Pessoas bem sucedidas, belas, bem vestidas. Pessoas que se dizem pra frente, despachadas, que se dizem de sucesso pessoal e profissional. Que se dizem felizes.

E que se “incomodam” com meros elefantinhos como nós.
E o pior: não precisamos fazer nada para provoca-las. O simples fato de existirmos, já as incomoda.

E então elas não nos poupam: inventam histórias, espalham boatos, criam fofocas, nos metem em confusão. Nos perseguem com covardia, porque na rua nos sorriem e desejam bom dia.

Ora bolas... se incomodamos, no mínimo é porque por sermos nós mesmos, ocupamos espaços, que de repente essas pessoas gostariam de ocupar. Se incomodamos, talvez seja porque dinheiro não compre prestígio, simpatia, talento e felicidade.

Se incomodamos, deve ser porque, de alguma forma nosso brilho próprio ofusque estes pequenos satélites. Nós meros elefantes... que incomodamos muita gente, precisamos continuar com nossas vidas, procurando ao máximo nos desviar do caminho ( e da energia negativa) daqueles que se sentem incomodados conosco.

Porque elefantes, apesar do tamanho todo... tem medo de RATOS!

E tenho dito. 1!


Mas mudando de assunto...

Tem gente inconveniente né!!!!

Dou o recado porque um leitor me chamou a atenção do grande número de pessoas que adora uma brincadeira completamente sem graça! Gente... possuímos dois ouvidos e uma boca... porque será?

Não vamos perder a preciosa oportunidade de ficarmos CALADOS!

Você acha que quem engorda ficou em casa nos últimos 15 dias se entupindo de porcarias pra ganhar peso? CLARO QUE NÃO!
Então, nos poupem do infeliz comentário: - Nossa, como você engordou!

Você acaba de brigar com o namorado, mas mesmo assim os dois precisam se fazer presentes em uma ocasião social. Os dois já chegam de tromba, quando aquele amigo engraçadinho chega e solta a pérola: - Ué... mas ontem sua namorada não era loira?

Você está a mil no trabalho. Centenas de coisas para fazer em apenas 60 segundos. O telefone toca. Você atende... –Alô!
O amigo do outro lado da linha:- Quem fala?
Você: - É a Michele.
O imbecil do amigo:- Grande coisa!
Grrrrrrrrrrrrrrrrr!!!!

Gente, socorro! Se eu estou com uma espinha na ponta do nariz e tentei disfarçar, é porque sei que está horrível. Se prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, é porque solto parecia a juba de um leão black power. Se coloquei uma blusa mais larga, é porque ganhei malditos quilos no último mês... Ninguém precisa ficar comentando o ÓBVIO!

E tem mais: - Se a pessoa é mais fofinha e ela está de bata... não OUSE perguntar se ELA ESTÁ GRÁVIDA!!!!

E tenho dito. 2!

quinta-feira, 2 de abril de 2009



"Cada um tem de mim exatamente o que cativou." (Chaplin)

quarta-feira, 1 de abril de 2009


O CEGO QUE NÃO QUER VER...


Boa parte das pessoas inteligentes, que marcam suas épocas de alguma forma, sempre tiveram suas mentes bastante afetadas pelos questionamentos, pela insatisfação, pela busca de respostas, pelo não contentamento com o que é pronto, puro e simples. Li um livro, em que a personagem em questão foi pra Índia, afim de curar a alma. Chegando lá, descobriu que sem sofrer, sem questionar, sem querer comprar, sem se apaixonar, sem se machucar, sem desejar.... seria realmente FELIZ?

Acho que não...

Penso que amo o estado das coisas nos lugares errados. Adoro a confusão que faz com que nossa mente trabalhe vertiginosamente... nos tornando sensíveis, humanos, amáveis ou não, mocinhos e bandidos da nossa história o tempo todo.

Nunca gostei daquele que finge que não vê... muito embora não seja eu quem deva abrir os olhos das pessoas.

Se você soubesse de uma informação que acabaria com a "felicidade" de alguém, você contaria?

Eu não...

Eu sei... é egoísmo... mas talvez algumas pessoas adorem viver no faz de conta. E mesmo sabendo, fingem que não sabem.

Por exemplo... se seu namorado lhe trai há anos, e mesmo assim você é feliz... Você acha que quando souber do fato, aquela felicidade vivida até então terá sido pura ilusão? Ou terá sido uma felicidade real?

Até que ponto somos realmente felizes?

Até que ponto nossos castelos não são de areia?

Até que ponto fingimos suportar o que não está certo, como sendo certo?

Até que ponto nós nos enganamos e enganamos aos outros?


Quando seremos julgados por isso?


Somos culpados, ou simplesmente somos... humanos?


"Tenho pena de quem vendo, finge que não vê. Sabendo, finge que não sabe. Não estando... Finge estar tudo bem. Instaisfeito... Finge que é satisfeito. E ainda finge que é feliz... "

Cazuza.