Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O SILÊNCIO DOS AMANTES


Quando se abriu um vazio em mim... ele entrou. Fui eu quem deixou aquela porta aberta, mas ele era tão improvável para mim, que nunca me passou pela cabeça que um dia pudesse ficar definitivamente.
E definitivamente ele nunca ficou. Mas nunca mais saiu.
Nunca pensamos em ficar. Nunca pensamos em nos deixar.
Anos a fio, com a vida acontecendo lá fora... e a nossa vida, tão nossa, acontecendo, morrendo e renascendo a cada novo encontro... dentro de nós.
Será eterno, porque nunca será concreto. Mas quem se importa?

...


Isso me atormentou durante muito tempo. Me sentia culpada. Hoje acredito que não saber é o que torna a vida possível.

...

Embora parecesse satisfeito com a vida simples que vivia... por dentro, algo o consumia.

...

Vou abrir a porta e ele vai entrar. Vai me abraçar, sorrir pra mim, pegar minha mão. E quem sabe, pela primeira vez, vamos de verdade falar. Ou calar. Num silêncio melhor do que qualquer palavra.

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