
O amor em minúscula...
Visitei uma exposição de Bonsai neste feriado...
E sempre me encantei com esta técnica de delimitar ao mínimo o desenvolvimento de uma grande árvore. A mesma forma, a capacidade de viver muitos e muitos anos, em seu formato mínimo.
Visitei uma exposição de Bonsai neste feriado...
E sempre me encantei com esta técnica de delimitar ao mínimo o desenvolvimento de uma grande árvore. A mesma forma, a capacidade de viver muitos e muitos anos, em seu formato mínimo.
Eram Bonsais de carvalhos, três marias, figueiras... alguns com mais de cinqüenta anos, e menos de meio metro.
Aquelas árvores frondosas, com seus frutos, flores e raízes reduzidas a miniaturas sem perder absolutamente nada de sua beleza e encanto.
Fiquei pensando que nós também podemos ser assim. Mas somente aqueles que sabem se adaptar.
Desde sempre predomina a teoria de que o mais forte sobrevive... mas acho que hoje sobrevive o mais flexível. O mutante, o adaptável.
Tenho tentado ser assim. Não importa quão grande ou pequeno o terreno onde eu seja convidada a fincar raízes, ocupo com meu potencial, o espaço a mim reservado.
Muitas vezes tenho ganas de crescer, ultrapassar a fronteira do meu espaço reservado... mas preciso respeitar também o limite do outro.
Ser livre é um pouco disso também... é ser quem você é, no espaço que lhe cabe.
É como o amor em minúscula... o maior dos sentimentos, que cabe no breve espaço de beijar.
O amor até que se adapta, se molda... mas a paixão... é explosão! Duvido que alguém consiga segurar rsrsrsrs
ResponderExcluirPoético, poético, poético. Bonito isso.
ResponderExcluirMichele, a leitura por vezes vem intercalada com olhares aqui e ali, na foto que acompanha o post. É assim comigo.
Como combinam bem, a imagem e a escrita, é impressionante. Química, sabe??
Acertas em cheio, garota.