Oi geeeente!
Pelos poderes de Greyscow, EU tenho a FORÇA!
Quem não assistiu He-Man? Eu, particularmente, brincava que era a She-Ha. Lembram? A tradicional frase que o Príncipe Adam usava para obter o poder, destacava a força.
Me peguei perguntando se o poder corrompe. Ou melhor, se o poder corrompe a todos.
Nunca fui pelo uso de força, nem a força bruta, que acredito ser a defesa dos bichos, e não das pessoas, nem pela força do grito. Outro dia, devido às línguas ferinas de pessoas da cidade, me desentendi com uma moça. Engraçado que só nos entendemos quando paramos de falar alto.
Eu que sou totalmente contra o grito e a ofensa, quando ouvi minha voz mais alta do que o necessário, me desconheci. Talvez porque “achava” que estava com a razão, me dei o direito de pensar que “eu tinha a força”.
Engraçado que terminei a discussão com a força de um pedido de desculpas, e o poder de um sorriso.
Quanta gente bem criada, chique e no salto alto que resolve as coisas através da humilhação, do grito, do desacato, da calúnia e da mentira. Às vezes percebo que o poder, talvez não corrompa uma pessoa, talvez mostre quem ela verdadeiramente é.
Conheci um rapaz simples, humilde, que sofreu muito na vida, e que era uma simpatia... antes de se tornar policial militar. Para ele, a função conquistada, e o poder que lhe foi conferido, não o tornou uma pessoa melhor, com a consciência de que ele serve à sociedade, precisa defende-la. Deu a ele a impressão de que ele tinha a força.
Nas abordagens, ao invés de usar da gentileza, para demonstrar que podíamos confiar nele, que ele era um representante da paz e da justiça, ele usava do poder da lei para ser grosseiro, humilhar os demais, ser intransigente, debochado, e fazer uso abusivo da autoridade que tinha.
Pessoas assim ganham fama na cidade, e acabam por generalizar toda uma categoria. Como sempre, os bons pagam pelos maus.
Falo isso como um exemplo, não como uma crítica, porque aqui mesmo na cidade conheço o comandante da Brigada, o Capitão Oliveira, e um policial muito querido, o Vilmar, que são exemplos de como o poder pode transformar para melhor.
Mas em todos os setores da sociedade, do público ao privado, dentro do Executivo, do Judiciário, do Legislativo, da empresa, da entidade, dentro de casa mesmo, conhecemos exemplos de pessoas corrompidas pela sede de poder.
Sinto medo de estar nas mãos de alguns despreparados que aprovam leis, governam cidades, estados, nações. Sinto medo da pessoa mau caráter e de má índole, que está entre aqueles que devem promover segurança e nos defender dos “criminosos”.
Daqueles que imprimem no seu povo, nos seus comandados ou seguidores, o poder como forma de dominar.
Não permitem a liberdade de expressão, a liberdade de discordar, a liberdade de ser diferente.
Tenho medo do poder.
E sinceramente, no meu caso, morro de medo do poder das palavras. Será que elas têm me transformado em alguém melhor, ou simplesmente, em mais uma pessoa hipócrita?
“Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder."
(Abraham Lincoln)




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