Devaneios tolos... a me torturar.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Eternamente jovem...

Há tempos não recebia um email com uma dose de veneno. Como o remetente não se identificou, me permito achar que realmente tinha maldade em seu conteúdo. A sugestão de pauta era “o que eu acho das coroas que namoram os novinhos e querem ter pra sempre 20 anos”.
Bom, opinião e bunda todo mundo tem, diz o ditado. Umas são melhores que as outras, obviamente.
Lá vai a minha (opinião).
Acho triste, muito triste uma mulher madura namorar um carinha mais jovem e querer ter pra sempre 20 anos. Porque ninguém tem pra sempre 20 anos, a não ser quem teve uma morte prematura e não conseguiu completar 30, 40, 50, 60...
Se eu namoro um cara mais novo e vivo presa ao comportamento e à estética de um corpo de 20 anos, certamente serei infeliz. E o amor, meus caros, não nasceu pra trazer infelicidade.
Uma mulher de 40 anos jamais vai ter uma pele de 20. Independente de quantos processos estéticos faça, do quanto se alimente bem ou de quantas horas passe na academia. Se beliscar a pele, ela já não volta automaticamente pro lugar. Ela fica lá, enrugadinha e preguiçosa, antes de voltar a ficar lisinha. O pescoço, as dobras dos cotovelos e do joelho, os pés de galinha, os cabelos brancos podem ser amenizados, disfarçados, mas jamais serão exterminados. Eles estão lá para mostrar que você viveu até os 40 anos. Oba!
Por isso tenho muita pena da prisão da juventude, muito embora às vezes ela também me segure pelo pé.
Agora se você me perguntar o que eu acho de uma mulher de 40 anos, com orgulho de ter 40 anos e que namora um cara de 20, que sabe que tem uma mulher de 40 ao seu lado e a respeita, eu vou dizer: que sorte a dele!
Porque é incrível o que o tempo faz com a alma de quem vive de bem consigo mesmo! Se o viço da pele não é o mesmo, a alma, cada vez rejuvenesce e se torna mais atraente.
Uma mulher madura sabe dar valor para o que tem valor. Sabe ser leve, divertida, segura de si, vivida, independente, inteligente. Soma à juventude , a experiência de quem já passou por essa estrada.
Eu não tenho nada contra nenhum tipo de relacionamento, desde que haja respeito. Respeito de um pelo outro, e respeito pelo que se é.
Que dó de quem vive uma metamorfose forçada toda a vez que muda de amor. Era rock, virou pop. Era sofá, virou academia. Era único, virou cópia barata para impressionar alguém.
A gente já foi assim. Só que depois dos 30, realmente não dá.
Ou soma, ou some.
As coisas ficam mais fáceis, os pontos finais mais definitivos. Menos drama, porque a vida é curta demais para “tentar ser”.
Não tento ser jovem. Sou jovem. Serei eternamente, valorizando cada um dos anos que atravessei e mantendo o espírito leve de criança, com olhos curiosos para o mundo. Rejuvenesço a cada primeira vez. Por isso, jamais deixarei de experimentar o novo. Envelhecer é deixar de se aventurar.
Quando morrer, digam que morri vivendo.
A verdade sobre o amor é simples:
Ninguém consegue amar verdadeiramente alguém que não se ama e que representa um papel no palco da vida.
Ou você é original, ou você não existe.
Um beijo! Tim-tim!

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