Devaneios tolos... a me torturar.

sábado, 26 de junho de 2010

Eu moro dentro de mim

Eu olho pra dentro de mim.
Sou tantas.
Sou complexa.
Sou única.
Sou simples.
Sou.
Eu olho pra dentro de mim e me vejo.
Os outros me vêem e não enxergam.
Eles não sabem, que eu, sou o que está dentro.


segunda-feira, 21 de junho de 2010




"Se sou amado,

quanto mais amado

mais correspondo ao amor.

Se sou esquecido,

devo esquecer também,

Pois amor é feito espelho:

tem que ter reflexo."
 
Pablo Neruda
 
Para todos, que assim como eu... estão refletindo amor...
E que a vida siga assim... pra sempre.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ó ócio cruel...



Oi geeeeente!!!
Vocês já repararam como em Guaporé há inúmeras opções para mexer o esqueleto? Deixar a preguiça de lado? Investir em hábitos saudáveis?
São academias de ginástica de ponta, personal trainners qualificados, diversas opções de dança, desde o axé ao tango, passando pelo samba, até a rancheira e o vanerão.

Meus lindos, que maravilha! Agora... eu me pergunto: -Sou só eu, a preguiçosa local?

Que vergonha. Não faço nada, nadinha. A bicicleta ergométrica, virou cabide de casacos. A dança do ventre, que eu amava, ficou só no ventre, que sorri com uns pneuzinhos pra mim. As caminhadas, só do sofá para a geladeira.

O frio me congela. Até depilar a perna anda complicado. Acho que até o final do inverno, me transformo em um porco espinho ( hahaha)...

Tenho uma brilhante idéia: vou adotar o estilo de vida dos ursos e hibernar o inverno inteiro.

Com vergonha de mim mesma, e de minha total vadiagem, recebi um texto, que foi creditado a Arnaldo Jabor, que me animou um pouco...

“ Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programado Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegaram à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:

A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos.

Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?

Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano é conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros.

Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico, completou 90 anos.
Morreu já idoso...
Conclusão:

Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde... E viva o sedentarismo ocioso!!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo.

Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!!
O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!

Você tem pneus??? Lógico, todo avião tem!!!

E lembre-se sempre: celulite quer dizer... “Eu sou GOSTOSA!”... em braile!”

Gente, falando sério: praticar exercícios físicos faz bem pra alma, além de fazer bem pro corpo. Esse texto é divertido e criativo, e serve pra mim, e pra você, preguiçoso amigo, que vive achando desculpa para se entupir de coxinha de frango e cerveja, ter aquele barrigão de cerveja e fugir de academia como o diabo da cruz. Vamos fazer alguma coisa que nos aqueça neste inverno (sexo também é exercício físico)!!!!

Vamos dar adeus à preguiça nossa de todo o dia! ( Alguém pode encostar uma arma na minha cabeça e me obrigar a começar a fazer ginástica localizada? Minha bunda agradeceria...)

Ah... e a verdade crua (e nua) da frase da semana: Mostre-me uma mulher que quer ser magra apenas por razões de saúde e eu lhe mostro um homem que lê Playboy apenas pelas entrevistas.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

De volta pra casa...



Oi geeente!

Meus lindos, esperei uma semana para escrever sobre este assunto. Na semana passada, ainda era muito recente, e quando as coisas estão “quentes” em nossa cabeça, fica difícil sermos sensatos.

Os acidentes de trânsito que estão acontecendo em Guaporé são preocupantes. Nos remetem a um tempo, onde a cada feriadão, a cidade acordava abalada com a notícia de algum jovem que tinha perdido a vida, ou tinha se machucado gravemente em um acidente de carro, na ida ou na volta de uma festa.

Quantos guaporenses já se foram assim? Talvez você nem lembre, mas em casa, tem alguém chorando por estas mortes como se elas tivessem acontecido ontem.



Que tipo de desejo de desafiar os limites mora dentro do coração de um jovem? Que tipo de coragem doentia faz com que ele se coloque acima do bem e do mal, da vida e da morte, com atitudes perigosas e que o colocam em risco?



Ao entrar em um carro e seguir em alta velocidade, motorista e caroneiros, fazem um pacto de desafiar a vida, e por incrível que pareça, eles estão seguros de que vão vencer este desafio.

Até o acidente acontecer, e provar, que ninguém desafia o perigo impunemente. Ninguém é imortal.

Estava conversando com um amigo meu, de 16 anos, que me disse: “Espero ser sempre como eu sou, gosto de ficar em casa, com minha família.”

Por incrível que pareça, até os bons podem morrer jovens. Geralmente, são eles que se vão. O destino é uma caixinha de surpresas, e de repente, um impulso, um instinto libertado, um deslize, e lá está você... dentro de um carro a 200 por hora, ou provando algum tipo de droga, ou envolvido em alguma briga.

Quem consegue domar a fera que mora dentro de um jovem com sede de viver, de superar limites, de demonstrar sua superioridade entre os demais, e assim demarcar território na turma, como líder, como o mais popular, o mais engraçado, o mais divertido? É algo meio irracional.

Por vezes, não por vontade própria, mas pela forte influência que a turma tem sobre ele, um jovem acaba por embarcar em uma aventura sem volta. E deixa atrás de si um rastro de dor, desespero, incompreensão.

Sim, os bons também podem errar. Também podem cometer (e cometem) deslizes. São meninos e meninas de família, bem criados, com educação, amor, carinho... formação. E sim, eles também são levados por algum impulso ainda não decifrado, e incompreensível à sociedade, que os empurra, com força descomunal, em direção ao perigo.

O que nós podemos fazer, de maneira geral, é tentarmos, com todas as forças, com todas as armas, protegermos os jovens deles mesmos. Seja com mais rigidez, seja com mais diálogo, seja com mais amor.

E mesmo assim, com a sociedade oferecendo cada vez mais opções de se perder, é necessário rezar, para que sempre, todas as noites, eles encontrem o caminho... de volta para casa.

Que horror: gente, escutamos cada coisa a respeito desse acidente. É incrível como os guaporenses tem imaginação. Eu aprendi que nós não somos ninguém pra julgar. Inventaram cada coisa absurda... que sinceramente! Vamos respeitar a dor dos outros, vamos buscar ser mais compreensivos, menos donos da verdade e da razão. Mais humanos.



quarta-feira, 9 de junho de 2010

" Uma pessoa que sofre do mal do desamor, é capaz de atitudes desesperadas. Por sentir o mal em si, tenta causa-lo aos demais. Sentir-se amado, é sentir-se de bem, consigo e com os outros."

segunda-feira, 7 de junho de 2010



"Nós olhamos a maldade nos outros, porque conhecemos a maldade através de nosso comportamento. Nós nunca perdoamos aqueles que nos ferem, porque achamos que jamais seríamos perdoados. Nós dizemos a verdade dolorosa ao próximo, porque a queremos esconder de nós mesmos. Nós mostramos a nossa força, para que ninguém possa ver nossa fragilidade.Por isso, sempre que estiver julgando seu irmão, tenha consciência de que é você quem está no tribunal."(Okakura Kakuso)

Recomendo: http://fabianegdalmolin.blogspot.com/

Deixe o novo entrar!

Deixe o novo entrar. E ficar.


Queridos guaporenses... não sei se vocês já repararam na sutil e transparente rede de pessoas que, unidas, mantém-se sempre nos mesmos lugares, ocupando os mesmos cargos, nas mesmas instituições, empresas, entidades.
É uma força muito discreta, e só é sentida realmente quando alguém tenta ocupar um cargo de destaque em algum lugar... sem ser convidado.

Não estou aqui dizendo que é errado possuir um grupo forte de pessoas capacitadas, que são uma corrente firme nas instituições, partidos, associações. Pelo contrário, isso é muito bom.

Estou dizendo que o novo não mata, ele engorda. Ele agrega. Mas ele também pode gerar sombra aos velhos conceitos, suplantando-os, superando-os. E aí está o problema. As pessoas tem medo de perder o lugar.

Meus queridos... imaginemos que Guaporé só contasse, por exemplo, com um talentoso arquiteto. E este arquiteto gostasse de tudo quadrado. As primeiras obras seriam diferentes, inovadoras. Um deslumbre. Ele conseguiria manter sua criatividade até a quinta, sexta, sétima obra... mas, e depois? Suas linhas arquitetônicas seriam comuns.

Aí, vem um segundo arquiteto, e humildemente constrói uma obra redonda.

Qual iria se destacar?

Receber na sua entidade alguém que pensa diferente, que tem sangue novo, novos conceitos, não significa que você não seja talentoso, criativo e capaz. Significa apenas que, talvez, por se repetir tantas vezes, tenha caído na mesmice. E é isso que precisamos evitar.

Mas não é o que acontece. Quando os gatinhos do partido político tal estão todos abanando seus rabinhos brancos na direção de uma eleição, e surge, entre eles um gatinho de rabo preto... automaticamente, o chefe maior do partido propõe: que tal você descolorir seu rabo e seguir conosco?
Se o gatinho em questão não aceitar... ele tem o rabo cortado.

Pois bem... só quem entrou hoje na empresa com ideias novas, só quem entrou hoje no partido com novos conceitos, só quem ingressou hoje na entidade com uma nova forma de ver uma associação, sabe o quanto é forte esta rede que evita o novo em Guaporé ( e em todos os lugares do mundo, onde as pessoas disputam, a faca, seu lugar ao sol).

Mas apesar de todos os esforços, voluntários ou não (porque o medo faz com que as pessoas tomem atitudes sem se darem conta), para impedir o novo de entrar... ele vem.

E por vir, ele se destaca. E por se destacar, ele atrai muita inveja. E por ser invejado e perseguido, ele se fortalece. E por se fortalecer, ele sobrevive.

E se for bom, ele cria raízes, e se perpetua.
Se não for bom... será apenas mais um vento que passou...

Não precisamos temer o que é novo. Precisamos abrir as portas para ele, crescer e aprender com ele. Para construir o novo, não é preciso desconstruir o passado.

Pensemos nisso.

“É você, que ama o passado e que não vê... que o novo sempre vem...” * Elis Regina