Oi geeente!
Começarei a coluna dessa semana dividindo um segredo: sou péssima cozinheira. Sério, não sei se piloto pior um carro ou um fogão!
Mas, como toda boa teimosa, arrisco umas coisinhas na cozinha. Pré-prontas, obviamente. Ando de prateleira em prateleira no supermercado buscando os mais diferentes tipos daquela comida que é só jogar na panela e... tcharam... está pronta!
Já fiz um arroz com funghi que ficou com cheiro de cocô de cavalo (sério, não sei como consegui, e não pense bobagem!!!). Já explodi castanhas feito fogos de artifício, por ter esquecido a panela no fogão. Ah, e já fiz uma sopa de capeletti com açúcar. Essa última, é minha especialidade.
Mas, comprei no mercado um “supermegamaximum” molho vermelho, que no rótulo trazia os seguintes dizeres: O sabor do molho da vovó.
Tomates frescos, manjericão, cebola, salsinha... etc etc etc. Acabei comprando o tal molho e juro: tinha o gosto do molho que eu faria, se fosse avó. ( Não tente imaginar.)
Que porcaria!
O rótulo engana as pessoas. Tanto o positivo, quanto o negativo. O verdadeiro gosto, o verdadeiro cheiro, a verdadeira textura de algum produto, só se conhece, quando se abre o pacote.
Com as pessoas acontece assim também. A “chefe bruxa”, pode ser a mãe mais carinhosa, a amiga mais fiel, e não estar aguentando tanta pressão no trabalho. A “vagabunda”, pode ser uma pessoa que não consegue ser feliz no amor, que erra toda a vez que se entrega a alguém. O “chifrudo” pode não ser tão inocente assim, e bem ter merecido um par de enfeites. O “político” pode não ser corrupto. O “drogado” pode ser uma pessoa que precise de ajuda de verdade, e não um mau caráter, marginal. E assim por diante.
Rotulamos os outros por uma atitude, por um erro, por um ângulo. E esses rótulos ficam estampados na testa por toda a vida. Você pode ler esta coluna e já ter me rotulado. Mas já parou para pensar em que rótulo VOCÊ tem?
Geralmente são definições pejorativas, feitas por pessoas que apresentam na personalidade, as mesmas características, desejos, dificuldades que você, e por isso mesmo lhe apontam o dedo.
Rotular é um equívoco. Li um texto no blog do Dr. Luis Fernando, que diz que hoje em dia vivemos em 3D. E ele tem razão. Ninguém é uma coisa só. Um só lado. Temos profundidade e várias dimensões.
Ninguém é só preto ou branco. Somos muitas nuances. Somos alguns tons tão sutis, que as pessoas nem percebem.
Em cidades pequenas, como a nossa, praticamente cada um tem um rótulo. O bem sucedido, o fracassado, a mal amada, a executiva de sucesso.
Ora, a mal amada pode, sem você saber, ser muito bem amada entre quatro paredes. E a grande executiva, pode chegar em casa e chorar toda a noite a sua solidão.
Não fale sobre o que você não sabe. Não julgue atos sem saber o que os motivou.
E principalmente, não rotule. Para não ser rotulado.
Ah... e não vá pelo julgamento dos outros. Vá a fundo, para tirar suas próprias conclusões.
"Nem sempre o julgamento do povo é certo: Muitos podem errar tão grosseiramente como poucos".
(John Dryden)
Tchau, meus amores. Até a semana que vem!






