Devaneios tolos... a me torturar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Qual é o alter ego do seu Super-Herói?

O alter ego


Se perguntarem qual meu super-herói favorito, vou imediatamente dizer que é o Super Homem.
Pense nos super-heróis. Todos eles têm seu alter ego. O de Peter Parker é o Homem Aranha. Batman é o de Bruce Wayne.
Agora, o alter ego do Super Homem é Clark Kent. A roupa do Super Homem é vermelha e azul, com aquele “S”. Assim ele foi encontrado pela família Kent, que o criou.
A roupa de Batman foi inventada por ele, assim como a do Homem Aranha. Eles se fantasiam e incorporam seus super-heróis. Super Homem não, com ele, acontece o contrário. Ele é um herói de verdade, que se disfarça de humano, e ainda de um humano fraco e tímido. Ele não acorda Clark Kent. Acorda Super Homem.
Assistindo Kill Bill, de Quentin Tarantino, acompanhei esse diálogo e me dei conta de uma triste realidade: quem é herói de verdade, e quem se fantasia?
Quem é bom de verdade, e quem finge ser?
Repare nossos políticos. Existe algum Super Homem entre eles? Repare em suas decisões com base nos discursos “pelo bem do povo”, mas que no fundo beneficiam seus interesses, seus partidos e sua sede de chegar ou permanecer no poder. São eles realmente quem “aparentam” ser? Ouço, de todos os lados discursos inteligentes, bem elaborados. Quem não tem um pouco mais de sensibilidade, não percebe quem é o herói disfarçado de covarde, e quem é o covarde disfarçado de herói.
É bom começarmos a analisar melhor quem é quem.
E nas amizades? Quem é a amiga verdadeira, fiel, para todas as horas... e quem é a interesseira, amiga de ocasião, amiga de todos, sem ser verdadeiramente amiga de ninguém?
No trabalho? Quem é o verdadeiro colega, e quem é o sanguessuga? Quem é o que se dedica de verdade, e quem é o que se aproveita da dedicação do outro? Quem tem o talento e quem tem o dom de se aproveitar do talento do outro?
Quem é o personagem?
Na vida da gente, representamos muitos papéis. Não tenho medo de quem demonstra suas fraquezas e sua humanidade, através de suas imperfeiçoes e defeitos.
Tenho medo de quem se faz de herói, mas não tem bondade. Quem disfarça solidariedade, mas só trabalha em benefício próprio.
Tenho para mim, que há muitos heróis pelas ruas, escondidos nos locais onde moram e trabalham, longe dos holofotes. Pessoas de espírito leve e alma pura. Cuidam de idosos, ajudam crianças, recolhem bichos das ruas. Não pensam em recompensas. Porque o bem que fazem, faz bem para a alma.
Agora, há também muitos vilões fantasiados de super-heróis. Enquanto não adquirem super-poderes, até que são inofensivos. Porém, são potencialmente perigosos quando assumem cargos políticos, no Judiciário, na segurança pública, no Executivo, no Legislativo, cargos de chefia em empresas, associações, entidades.
Mandam e desmandam, fingindo ser os defensores da Lei e da Ordem. E seus desmandos acabam gerando grandes injustiças, dor, e infelicidade.
Você poderá me dizer: Michele, mas todos têm seus pontos fracos. Até mesmo o teu Super Homem.
E eu vou responder:
Melhor ter como ponto fraco a criptonita, do que a falta de caráter.

Beijos, até a semana que vem!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Errar é aprender...

Oi geeente!


Não é por nada que existe aquele ditado: o peixe morre pela boca. Quem fala o que quer, ouve o que merece. Concordo plenamente com isso. Outro dia, recebi um e-mail de um leitor que escreveu: Michele, nessa tu perdeu a oportunidade de ficar calada.

Às vezes perdemos mesmo a oportunidade de ficarmos calados. Às vezes não. Porque é exatamente quando nos equivocamos em nossas colocações, que aprendemos. Ninguém evolui só acertando. E ninguém acerta sempre.

Estava eu, montada no cavalo branco de minha infinita sapiência, discutindo sobre a presença de prostitutas em um evento da cidade, dizendo que lá não era o lugar delas. Imediatamente uma leitora (que tem contato direto com essas mulheres) escreveu-me, colocando-me em meu devido lugar. Quem sou eu para dizer onde alguém deve estar? Porque uma freira poderia estar lá, e uma prostituta não?

Neste momento percebi que o preconceito existe em nós, e está enraizado de forma que nem mesmo percebemos. O que eu queria dizer, na ocasião, era que aquele não era o local para determinados comportamentos femininos. Não era local de joguinhos sexuais e provocações. Porém, ao usar o termo “prostitutas”, acabei dando a entender que todas essas profissionais se comportam assim. Ledo engano. Qualquer mulher, e muitas aliás, têm esse tipo de comportamento inadequado. Enquanto prostitutas de profissão, não raro, dão exemplo de comportamento público e de caráter. Eu, que jurava não ter esse tipo de preconceito, fui traída pela minha boca, porque usei termos errados para definir um pensamento.

Em outra ocasião, baixei o sarrafo naquela musiquinha “Ai se eu te pego”, afirmando que homens que agem só pegando as mulheres, são homens “Michel Teló”. Gente, a P-R-I-M-A do Michel Telo é minha leitora (pausa, caiu meu queixo)!! Ela prontamente e muito educadamente escreveu, falando sobre as raízes simples de Teló, em Anta Gorda, sobre o cantor e suas origens. Aí me dei conta novamente, de que o que o cantor canta, não tem relação nenhuma com o que ele é. E outra, suas letras divertidas não têm termos baixos e chulos como alguns funks e músicas sertanejas que deveriam ser abolidas do universo musical. O problema é quem leva ao pé da letra e executa o que o Teló canta. Tóin pra mim!

Entenderam o que eu quis dizer? A forma como colocamos alguns pensamentos dá margem para diversas interpretações. E se a gente não dá o balão, não leva o puxão de orelha, não aprende, e não se torna mais cuidadoso no futuro.

Pense você mesmo: quantas vezes se equivocou no julgamento de uma pessoa? Quantas vezes tirou conclusões erradas sobre determinadas situações? Quantas vezes apontou o dedo sem conhecer? Escreveu alguma baboseira em redes sociais e causou o maior auê? Fez uma piada sem graça, um comentário desnecessário?

O que me deixa mais feliz, é que, em todas as ocasiões que fui questionada sobre minha forma de ver as coisas e pensar, acabei fazendo amigos, ampliando horizontes, abrindo a mente e evoluindo.

O que pra nós é considerado bizarro... Do outro lado do mundo é absolutamente normal. Depende da cultura. É muito bom ouvir o outro. Analisar seu ponto de vista. Ser compreensivo e ser flexível. Se não concordar, respeite.

Quem se acha, vive se perdendo.
E ainda não me apresentaram o dono da verdade absoluta.

Eu adoro aquela música do Skank que diz: “Tudo tem três lados. E a noite arremessará outros dados”.

Pensemos nisso. Vamos analisar todos os ângulos possíveis. E vamos deixar a vida jogar os dados. O inimigo de hoje, é o aliado de amanhã. Você pode precisar da pessoa que mais desprezou. Você pode odiar quem amou, e amar quem odiou.

Sentimentos petrificados, unilaterais e pensamentos radicais apenas fazem você ficar preso a pré-conceitos. Sem errar, sem se equivocar, sem admitir que errou, você não evolui.

Bom, meus amores, acertando, errando, agradecendo, pedindo desculpas, vou indo em frente...
E quanto a você, vai ficar aí parado?
Beijos, seus LINDOS!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Das curtas e certeiras...

"Paixões cretinas, equipamentos de ginástica milagrosos, bugigangas em geral. Você só percebe que não precisava disso depois que aquele trambolho for todo seu!" 

Ai, se eu te pego!

Oi geeente!


Procura-se homem inteligente.
Procura-se homem interessante, bem humorado, que tenha experiências para dividir, e ótimas histórias para contar. Que goste de apreciar as coisas boas da vida, que seja simples, e ao mesmo tempo, sofisticado nas ideias. Que seja a companhia ideal para envelhecer junto.

Procura-se homem que não existe. Será?
Existe sim. Mas é preciso que você também seja a mulher ideal para ele.

Mesmo que não se admita, a vida da gente gira em torno de relacionamentos. Por mais bem sucedido ou feliz que você seja no trabalho, é duro chegar em casa e desfrutar sozinho, do que você conquistou.

A vida é feita para ser dividida. Já diz a famosa frase: a felicidade só é real quando compartilhada.

Mas está ficando difícil encontrar alguém para compartillhar. A maioria das pessoas está em busca de uma relação apenas para sugar. Se aproveitar da posição social, dos bens materiais, do status ou do conforto.

Você compartilha de verdade suas alegrias com alguém? Há quem ria das suas piadinhas e de seu humor ácido? Há quem te abrace nos seus momentos de angústia? Há quem preencha o seu vazio existencial? Há quem te diga “relaxa, vamos dar uma volta, tomar um sorvete, que tudo passa? Há quem te apóie no “larga tudo e recomece”?

Sua vida é partilhada? Verdadeiramente partilhada?

Escrevo isso porque tenho visto uma legião de homens como a música de “Michel Teló”. Seus discursos? – Ai se eu te pego, ai... ai... se eu te pego.

PeloamordeJavé!!! Que mulher se submeteria a um gênio como este? Todo mundo canta a música “Delícia”, mas realmente, vocês já prestaram atenção naquela rebuscada letra? Merecia um prêmio da  Academia Brasileira de Letras.
“Sábado, na balada. Encontrei a menina mais linda. Tomei coragem, comecei a falar: Delícia, delícia, assim você me mata. Ai se eu te pego, ai ai, se eu te pego”.

Pelamor! Coragem peço eu! Mas se é pra falar uma asneira dessas, cala a boca que é melhor. Nada contra a música, que é realmente contagiante e divertida. Mas o problema é que a realidade de muitas baladas reflete isso, a presença do que eu chamo de homem-asno. Não fala, ZURRA!

No Ensino Superior se formaram no curso “Cantadas de Caminhoneiros- Módulo III”. E só abrem a boca para soltar pérolas do tipo: Se você fosse uma caneta, me riscaria todo de você! Sua Linda! 

E essa modalidade de Homem-Jegue não tem idade pra se jogar na breguice. Tem o bando de tiozinhos que bateram nos 40 e voltaram pra adolescência, e agora pegam você num cantinho da boate com aquela frase que saiu do fundo do seu intelecto: Se meu filho não quiser, eu fico com você! Sua linda! 

É mole? E o pior... é que a mulherada cai!! Elas dão corda! O homem-Teló fica grandão e acha que vai conquistar o mundo.

Pois eu afirmo, e quero profundamente acreditar nisso: ninguém aguenta por muito tempo um homem assim só por causa do dinheiro. Impossível. Só se a mulher for muito, muito, muito interesseira, ou burra. Porque você até passa bem um tempo, desfruta, atura. Mas a rotina chega, o tempo passa, e entre uma viagem e outra, um jantar caro e outro, putz... você precisa conversar!!

E aí? Vai ligar para a amiga? Vai arranjar um amante? Vai conversar com o cachorro? Trocar ideias com a sua plantinha?

Por favor homens, seus lindos: cultivem mais seus cérebros, menos seus músculos e contas bancárias.

No fundo, no fundo, quando nada mais der jeito, nem mesmo o viagra... você também meu querido, vai querer apenas sentar na varanda, olhar pro horizonte, e bater um bom papo com quem está ao seu lado.

Vamos, todos nós, buscarmos menos aparência e mais conteúdo. Amém.

Beijos!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Saudações a quem tem coragem!


Oi geeeente!

Na vida, é preciso ter amor. É preciso ter inteligência. É preciso ter iniciativa.  Verdade? Não. Na vida, é preciso ter acima disso tudo, coragem.

Me explico:
Sempre fui péssima nas ciências exatas, e jamais serviria para trabalhar com números. Porém, sem perceber, acabei vivendo justamente com base no que menos sei fazer: calcular.
Não sei se a culpa é do signo (virginiana do cão), dos astros, do raio que me parta, mas a verdade é que faço tudo calculado o tempo todo.  Sou figuradamente (haha) uma “cagona”.

Tenho tudo mentalmente programado. Caso “der errado”.
Você acha que quem calcula cada passo, se entrega de verdade? N-Ã-O.

Conheço muita gente assim:
“Vou largar tudo e tentar uma vida nova em outra cidade. Mas apenas tirei férias de 30 dias do emprego, caso precise voltar”.
 “Vou começar um novo relacionamento, mas deixei o antigo em banho-maria. Caso der errado, tenho pra quem voltar”.
“ Não vou me apaixonar por ele. Assim não vou sofrer”.
 “Não vou dizer pra ela que ela é o amor da minha vida. Caso eu não seja o amor da vida dela, pelo menos não me humilhei por quem não devia”.
“Vou fazer geologia. Pra que arriscar me frustrar e ser reprovado em medicina”?
“Não vou fazer o exame preventivo. Quem procura, acha”.

Quem tem coragem não precisa fazer somente o que tem certeza que vai dar certo. Não tem sempre uma segunda opção. Quem tem coragem foca no objetivo. E como não tem escapatória, dá o melhor de si para que dê certo.

Se não der... Então inicia do zero, sem rusgas, sem uma bagagem de fracassos acumulados nas costas. Como você pode começar algo que vai mudar sua vida, se tem os grilhões do passado amarrados a seus pés?

"O homem que teme o sofrimento já está sofrendo pelo que teme."
( Michel de Montaigne )

Tenho uma amiga montada na grana, que não entra em avião porque tem medo de um desastre aéreo. O sonho dela é conhecer o mundo, vive falando dos lugares que conhece em revistas e documentários. Morrer em uma queda dos céus é que ela não vai. Mas é capaz de morrer de vontade de acordar em um hotel olhando o mar que banha as Ilhas Gregas.

Eu não posso falar de ninguém. Sou do tipo: Se chover, tenho meu mini guarda-chuva na bolsa, o tempo TODO. Não sou pega desprevenida, podem ter certeza. Mas a última vez que tomei banho de chuva foi com cinco anos de idade.

Vocês me entendem? Quem calcula tudo, não se joga. Quem não se joga, não corre o risco de estrebuchar no chão. Mas também perde a oportunidade de voar.

Então, pensando nisso, cheguei a conclusão de que para ter amor na vida, é preciso antes de mais nada, de coragem. Para permitir que alguém entre, sem restrições, no seu coração. Coragem de se entregar, sem medo de ser magoado, ou acabar só. Amar pela metade, calculando o que você faria se chegasse ao fim, é antecipar o amanhã, sem aproveitar o hoje.

Para ter inteligência também é preciso ter coragem. Conheço muita gente inteligente e inútil. Não tem coragem para realizar. Apenas pensa, não executa.

Para se ter iniciativa, é preciso ter coragem. Porque sem ela, a gente não dá o primeiro passo. Não ousa.

Quem não tem coragem, pede sempre o mesmo sabor de sorvete, anda sempre pelas mesmas ruas seguras, beija sempre comedidamente, ama sempre passivamente, vive sempre decentemente, trabalha sempre mecanicamente, e quando perguntado se é feliz, mente!

Quem tem coragem, vive. Quem não tem, se esconde.

"O sucesso e o amor preferem o corajoso."
( Ovídio )

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Anestesiadas...

Oi geeente!



E ninguém ligou no dia seguinte.

Não sei quanto a você, mas eu ainda sou do tempo de esperar a ligação no dia seguinte. E de fantasiar romances, e finais do tipo: Foram felizes para sempre...

Mas não sei em que escola estuda a Cinderela moderna. Só sei que nem é preciso de bruxa para estragar tudo, porque a própria heroína da nossa história está conseguindo fazer isso, com seu novo jeito de ser.

Agora é assim. A carruagem virou carro próprio, e o vestido do baile se transformou em alguns poucos panos que mais mostram do que tapam o que antigamente só aparecia na revista Playboy. Não há suspense, não há história de amor.

Como elas mesmas dizem... “Quer romance, compra um livro”.

Elas começam a se “anestesiar” na quinta, e fecham o bar no domingo. Bem provável que tenham de segunda a quarta para se arrepender do papelão que desempenharam.

Bebem além dos limites do normal, e ficam espiando, fora de si, o que seus corpos fazem, já sem coordenação alguma, sem dor, sem sentimento, sem noção. Já cambaleando, saem à caça de uma presa, do sexo masculino, que muito provavelmente, na manhã seguinte mal lembrarão da fisionomia. Do nome então... só por milagre.

E elas vão até o fim. Ou seja, além de bebida e liberdade, também estão atrás de sexo sem compromisso, sem segurança, sem respeito.

Elas estão se violentando em nome do que chamam diversão.

Não pensem que falo do que ouço falar. Falo do que vejo. Agora são os homens que esperam a ligação no dia seguinte. E ela não vem.

Todos nós, em algum momento, bebemos demais, exageramos na dose, beijamos um desconhecido, saímos com a pessoa errada, ou nos rebaixamos para quem não merecia. O problema é que as Cinderelas Modernas bebem todos os dias, saem cada dia com uma pessoa errada diferente, e se rebaixam para elas mesmas.

Não sei como conseguem se olhar no “espelho, espelho meu” no dia seguinte.

O Príncipe Encantado já fugiu a galope faz tempo. E elas são verdadeiras abóboras que circulam em bando e usam óculos de sol gigantes.

Há desamor. Porque confundiram liberdade com libertinagem. Confundiram prazer com promiscuidade. Confundiram igualdade de sexo com depreciação da imagem feminina. E no final, não há felizes para sempre. Há apenas a máxima: Vou fingir ser feliz por hoje.

Anestesiadas. Assim estão muitas mulheres. Sem sentir nada.

Não admitem, é verdade. Mas, no fundo, só o travesseiro sabe do vazio que esta busca insana deixa, após cada final de festa.

Se fizessem isso e fossem felizes... pelo menos... Se a liberdade lhes escapasse pela boca, em um sorriso aberto de quem encontrou paz de espírito, alegria e felicidade... então ninguém poderia lhes apontar o dedo.

Mas no final do conto de fadas às avessas, elas encontram apenas a solidão.

Solidão, e fim.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Porque você não vai.... ver se eu tô na esquina?

Oi geeente!



- Oi Michele, tudo bem?
- Oi fulana. Tudo ótimo e contigo?
- Mais ou menos. E aí, me conta Miche, tu casou?
- Não.
- E tem filhos?
- Não.
- Mas porque tu não casa?
- Porque sou feliz assim. O importante é que uma relação seja boa, e não que esteja escriturada.
- E filhos? Ó... que depois dos 30, fica mais difícil, hein.
- Se eu ficar muito “velha” depois dos 30 e não conseguir engravidar, eu adoto um bebezinho.
- O que??? Tu não sabe dos problemas de crianças adotadas? E se tu adotar um marginal?
- Pôxa, tu deve ter feito uma pesquisa e deve ter descoberto que todos os traficantes, estupradores, ladrões, bandidos e assassinos são pessoas que foram adotadas. Ninguém que tenha bons pais (biológicos) descamba para o crime.
- Nossa Michele, não precisa ficar assim. Só não quero que quando tu tiver 60, 70 anos, tu seja uma pessoa sozinha.
- Engraçado, conheci uma senhora no asilo, que tinha três filhos, e no entanto, eles não a visitavam há 8 meses.
- Bom amiga... acho que eu vou indo.
- Sim querida, vai... vai ver se eu tô na esquina.

Quem nunca passou por uma situação como essa? Quem nunca foi metralhado por perguntas do tipo:
- Porque você não vai trabalhar em um grande centro?
- Porque você não compra um apartamento maior?
- Porque ao invés de viajar, você não guarda dinheiro?
- Porque você não corta esse cabelo?
- Porque você escolheu Direito, e não Medicina?
- Porque isso, porque aquilo...

Incrível como as pessoas têm a fórmula certa para nós. E esquecem de cuidar de suas próprias vidas. Casar na Igreja, ter filhos antes dos 30, guardar dinheiro no banco, ter um bom carro na garagem, uma casa enorme, onde a gente se perca, são apenas alguns dos conceitos considerados obrigatórios para sermos “normais”.

Só que muitas pessoas apenas seguem essas regras para não serem julgados pela sociedade, e acabam infelizes dentro do mundo de mentiras que criaram.

Não acredito em regras. Acredito em valores. Não seja guiado pelo senso comum, seja guiado pela voz do seu coração. Não pode estar errado quem busca amor e respeito na vida.

Outro dia, conversando com um amigo, eu dei os parabéns pelo casamento. Foi uma festa luxuosa, cheia de pompa e circunstância, que custou os dois olhos da cara.
Eu cheguei toda simpática: - Parabéns! E aí, está feliz, dividindo a vida com alguém?
E ele: - Sim, casei, mas se não der certo, eu separo.

Hã? Mas se pensa dessa forma, então porque casou?

Agora é assim: eu caso, se não der certo, separo. Eu tenho filho, mas se não der certo, eu largo pros avós cuidarem.

Parece que tudo isso está tão descartável! Pudera tantos divórcios. As pessoas não se comprometem, vão ao sabor do vento. Na primeira rajada mais forte, se desestruturam, abandonando o barco. E quem estiver nele que se afogue. Esperto é quem pega o colete salva-vidas e salta primeiro.

Precisamos tomar decisões importantes, quando estivermos prontos para elas. Escolher a faculdade, a carreira, o marido, quando ter um filho... etc, não deve depender de pressão social. Deve depender de um desejo sincero, vindo do fundo do coração.

A felicidade pode ser trilhada das mais diversas formas. É preciso respeitar o caminho que o outro escolheu, para que o outro também respeite sua estrada.

Pensemos nisso antes de lançarmos nossos intermináveis... “Porque você não...” questionando a vida alheia.

Cada um sabe dos motivos que o fizeram ser quem é. Cada um sabe das dores, das alegrias e das tristezas de cada escolha. Cada um sabe o que lhe custou cada um de seus fracassos. E cada um sabe da imensa alegria de seus sucessos. Vamos cuidar da nossa casa, do nosso coração, da nossa vida.

O mundo mudou, as relações mudaram. Não se prenda às convenções sociais.
Apenas seja feliz, a seu modo!


Beijos, meus amores!