Devaneios tolos... a me torturar.

segunda-feira, 22 de março de 2010

O dono da bola...


Gente linda e amada!

Tem um comerciante aqui da cidade que está ficando rico de forma ilícita. Eu tenho certeza, que mais cedo ou mais tarde, ele vai ter que prestar contas. E se você comprou na loja dele, com certeza também vai ter que prestar. Fique de olho no que você compra, qual a procedência e se tem nota fiscal... nem tudo pode ser vendido...
Vou explicar melhor...

Quando eu era criança (e isso foi praticamente ontem, hehe), minha mãe comprou para meu irmão um livro chamado “O Dono da Bola”. Era a história de um menino, que levando vantagem financeira no bairro onde morava, era o único que possuía uma bola de couro. Imaginem vocês, que o dono da bola era o personagem central de todas as partidas de futebol. Todos os meninos da redondeza pediam para jogar com ele. E ele, compartilhava sua bola, deixando todos jogarem.

Com o tempo, o dono da bola começou a só querer que sua equipe vencesse. Os melhores só podiam jogar no seu time. Em qualquer lance duvidoso, quem tinha razão era o dono da bola.

O dono da bola nunca era expulso. Tinha que marcar pelo menos um gol por partida. Todos tinham que falar bem do dono da bola, e elogiar suas jogadas e estratégias.

Porém, quando ele começou a proibir de jogar aqueles que iam contra a sua vontade suprema, muitos meninos abandonaram o campo.

Com o passar do tempo, todos os antigos amigos do dono da bola estavam jogando em um campinho improvisado, com uma bola de meia.

Lá havia juiz, havia pluralidade de opiniões, havia gente errando, gente acertando, gente cometendo falta, sendo punido, se arrependendo... mas sempre com oportunidade igual de entrar em campo e jogar seu jogo de forma justa. Esse jogo sim era divertido!

O dono da bola ficou sozinho com sua bola de couro. No campo onde era Rei, já não havia nenhum súdito e nenhuma diversão.
Na historinha, o dono da bola se arrepende e consegue perceber seus erros. Mas e na vida real?

Falo isso porque aqui em Guaporé abriu a “Loja da Verdade”. Sim, vários figurões chegam lá, compram a verdade e são donos dela. Depois, de posse da verdade, assumem cargos públicos, políticos, estão à frente de equipes, de empresas, de estabelecimentos comerciais. Estão em sala de aula. Estão nos bares, nas mesas do clube. No café. Nos bancos da praça. Nas rádios. Nas notícias de jornal. Palestrando.

Nossa, quem trabalha com meios de comunicação, e escuta todo o tipo de discurso, sabe do que estou falando!

Rotulam pessoas, não medem palavras, se julgam melhores que os outros. Não valorizam aqueles que escreveram a história antes deles. E acham que porque assumiram cargos, se tornam proprietários do que é público. Não honram a confiança neles depositada para fazer o melhor por todos, mas respeitando cada um.

Vão colher triste colheita do que plantam. Não se dão conta de que amanhã... os esquecidos serão eles.

Pobres senhores donos da verdade. Não tem sequer nota fiscal da mercadoria que compraram. Não sabem que verdades absolutas são tão relativas, são tão perigosas...

Não se deram conta de que ninguém pode ser dono da verdade. Porque cada um tem SUA verdade. Mas precisa no mínimo, RESPEITAR a verdade do outro.

Meus queridos, escrevo isso para você, para mim, para todos nós. Para que possamos colocar a mão na nossa consciência e pesarmos melhor nossas atitudes e palavras. Sejamos mais tolerantes, pensemos mil vezes antes de falar ou agir. As coisas mudam o tempo todo, surgem novos conceitos, novas formas de ver as coisas. Vamos dar menos ouvidos às boatarias, às fofocas aos “dizquedizque”...


Ah... e claro, às vezes você vai topar com pessoas idiotas... mas releve!

“Deus deve amar as pessoas estúpidas. Ele fez tantas...”
Autor desconhecido

quarta-feira, 17 de março de 2010

São as águas de março fechando o verão



Neste verão eu e minhas amigas lindas iríamos viajar em turma. Seria muito divertido, e teríamos muitas histórias para contar aos nossos netos.

Também havia combinado de jantar com a June nesta semana. E de reunir em casa a Vane, a Ka, a Tica. Havia planejado fazer um programa diferente com minha mãe... que tal leva-la para um cineminha no shopping?
E iria tomar um mate doce com a Cris.

Queria ter oportunidade de conversar longamente (e pessoalmente) com a Fabi, e com a Simo. E de fazer a festa na piscina da Lili.

Também planejamos de acampar no carnaval com o Edi.
Ah... e eu faria um churrasquinho na piscina de plástico, na laje lá em casa, para as amigas super peruas que tenho.
A Mari ia ir lá em casa. Fiquei de tomar um cafezinho com a Chica, no Banrisul. Que saudade da Taci, aquela serelepe!

Iria conhecer o Azedo, da Lisi e do João!

Ah... e o Rodrigo ia me contar todos os detalhes da viagem para a Austrália e para a Tailândia.

Iria passar uns dias em São Paulo com o Cassiano. E planejava ligar para minha amiga Ju, que está morando na Espanha.
Talvez escrever meia dúzia de e-mails para pessoas especiais.

Ia me desculpar com alguém muito querido, que xinguei em um momento de fúria. Será que ainda está chateado comigo?

Iria fazer novas amizades e consolidar ainda mais as antigas. Movimentar com grandes acontecimentos sociais o meu verão. A estação das férias, das tardes mais longas, das caminhadas, dos papos de final do dia...
Iríamos cantar até ficarmos roucas com a Pê.

Iria ver o sol nascer na praia. Veria a lua cheia majestosa no céu, depois de inesquecíveis noites na companhia de pessoas especiais.

Iria, pretendia, faria... não aconteceu.

Simplesmente mais um verão passou e isso não aconteceu. Posso dizer que faltou tempo, é verdade. Mas também sobrou tempo, porque quantas vezes fiquei sozinha na minha casa, na minha cama, assistindo a novela, lendo um livro, ou simplesmente pensando na vida?

Quantas vezes me senti sozinha e nostálgica em pleno verão?

O que quero dizer com isso tudo é que gostamos das pessoas, queremos estar perto delas. E planejamos isso. Mas mesmo que os encontros não aconteçam, é bom sabermos que somos queridos e que temos opções de companhia. Pessoas que valem a pena. Perto ou longe. Real ou virtualmente.

É ruim nos despedirmos do verão, a estação onde tudo é possível. Mas também é bom dizer:

“Olá inverno, bem vindo frio. Bem vindo tempo de pensar e refletir. Tempo de cafés e chás. Tempo de cobertores, pipoca e filmes. Tempo de faculdade, muito trabalho, compromissos e pouco tempo para a diversão.”

Pois é justamente quando temos menos tempo, que mais aproveitamos ele.
Então, se no verão não deu... espero vocês com uma taça de vinho tinto em uma noite de inverno. Ou que tal um encontro casual no supermercado, no salão de beleza, em um evento social? Encontros não programados são divertidos. Quem sabe?

E se ainda assim não nos encontrarmos, valeu pelo menos, a intenção do encontro....

"... Os encontros mais importantes já foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam..."- Paulo Coelho.

Campanha Bora Fabito! Fábio Grando é um jovem guaporense, que mora em Brasília e que está unindo amigos, familiares, conhecidos e desconhecidos em sua luta: voltar a andar. Fábio sofreu um acidente, após um mergulho em uma piscina, e em função disso, ficou tetraplégico, no ano de 2006. Na época estudante, hoje, Fábio é jornalista formado, um jovem com muita vida correndo pelas veias, muitos projetos em andamento, muita coragem para superar desafios e um sonho: voltar a andar. Em busca de tratamento de ponta nos Estados Unidos, que custará cerca de 100 mil reais, Fábio está realizando uma grande campanha. Envolve eventos em Brasília, onde mora, venda de camisetas, ações entre amigos e eventos em Guaporé. Um desses eventos acontecerá dia 27 de março, na Psy, onde a renda da festa será revertida ao tratamento de Fábio. Hoje, segundo dados publicados no blog do jornalista, 53 dias de tratamento já estariam garantidos. Mas o objetivo final é de 180 dias nos Estados Unidos. Se o tratamento surtirá o resultado esperado, ninguém pode afirmar. Mas é a esperança, a força de vontade, a determinação e a solidariedade que ajudam Fábio a dar cada passo dessa caminhada. Quer ajudar Fábio a tentar? Faça qualquer depósito para: Banco do Brasil – Agência: 3596-3 – Conta corrente: 9411-0

Nós Mulheres... gente, recebemos muitos elogios sobre o especial dedicado à mulher, publicado na última edição. Estávamos mesmo comentando lá na redação do Jornal, que foi-se o tempo em que valia o ditado de que “por trás de um grande homem, vem uma grande mulher.” (mesmo porque com a falta de homem no mercado, gente, atrás de um homem, já é normal vir outro homem rsrsrs).

Mas falando sério: vocês sabiam que Guaporé é uma das cidades da região com o maior número de mulheres independentes financeiramente? E que o poder aquisitivo das mulheres está cada vez maior? Que o número de divórcios no Brasil cresce à medida que cresce a independência financeira das mulheres? Isso porque a mulher já não precisa aguentar calada uma relação infeliz, só porque depende do dinheiro do marido. Já é comum a mulher ser a que mais ganha na família! E daí? Não acho que os homens devam se sentir diminuídos com isso. Devem ter orgulho.

Muitas mulheres, em contra partida, por opção, preferem largar grandes carreiras, ou bons empregos, para cuidar exclusivamente das famílias. Parabéns a elas também!

Liberdade de vida, de escolha, de atitude. Liberdade de eleger o compromisso que quer firmar para ser feliz! As mulheres merecem isso! E principalmente, chega de pré julgamentos e rótulos!

Mas... falando com uma amiga minha, casada com um figurão da cidade... eis que ela me diz...

- "Fui eu que fiz o meu marido milionário".

- "E o que seu marido era antes?" – pergunto eu..

Ela responde: - "Bilionário".

Toma o que te mandaram!!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sua cabeça. Sua sentença.

Às vezes as pessoas nos procuram, achando fazer a boa ação de contar que ouviram palavras de terceiros, falando mal da gente.
Ou do nada, ficamos sabendo que alguém, que conhecemos bem, convivemos e até mesmo admiramos, faz um comentário maldoso a nosso respeito.
Ou alguém que sequer nos conhece, fez julgamento de nós.
Isso tem acontecido muito comigo ultimamente. Ou as pessoas sempre falaram. E ninguém me contava. Ou as pessoas começaram a falar, no momento incrível em que me sinto muito completa, feliz, dona de mim, e ocupando em minha própria vida, o lugar que sempre quis ocupar.
E com base no que acontece comigo, comecei a reparar como as pessoas falam dos outros. Para cada pessoa que conheço, me contaram no mínimo duas histórias que tem ingredientes de exagero, inveja e crueldade.
Coincidência ou não, é quando você está se sentindo feliz, que as pessoas tentam contaminar sua vida com pessimismo, preconceito, falsidade, calúnia e maldade.
Até mesmo as pessoas que gostam sinceramente de você, em algum momento podem julga-lo mal.

Algum bom pensador um dia escreveu, que se todos os teus amigos dissessem o tempo todo, o que realmente pensam de ti, não haveriam amizades no mundo.

A primeira reação que temos é de nos defendermos, gritando aos quatro ventos quão bons somos. Quantas virtudes possuímos. Como fomos injustiçados.
Ou temos o ímpeto de atacar para nos defendermos, revelando o quão pior que nós é a pessoa que nos atacou.

Ambas são reações inúteis.
A primeira não leva a lugar nenhum. Pois não precisamos provar a ninguém quem somos, se em nosso íntimo, sabemos muito bem que nossa consciência está tranquila. E se não está, bom, então já carregamos peso demais para nos preocuparmos com o peso do julgamento dos outros.
A segunda nos leva a nos igualarmos em baixeza com aquele que nos ofendeu, descendo ao mesmo degrau.

Ninguém é perfeito. Todos já cometeram algum (ou alguns) dos pecados capitais. Mas mesmo assim, há aqueles que julgam aos demais sem sequer reparar em si mesmos.

Há quem afirme que as pessoas julgam os outros pelo que são.

Cuidado com o julgamento que faz do outro. Pode haver um esqueleto escondido dentro do seu armário também.
E principalmente, pare de se julgar por suas fraquezas e tropeços. Nossa missão como humanos, é errar e aprender. Aprender, com dor e sacrifício, a amar, a sermos melhores, a evoluirmos.

"Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos." (Jesus Cristo)

"Ninguem tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo. Eu me pertenço e de mim faço o que bem entender." (Raul Seixas)

"Quem és tu que queres julgar, com vista que só alcança um palmo, coisas que estão a mil milhas?" (Dante Alighieri)

"Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las."
(Madre Teresa de Calcutá)

quarta-feira, 3 de março de 2010

O Zahir...





Gente perigosa... pertencem a outra tribo, querem nossas terras e nossas mulheres.
Precisamos casar, ter filhos, reproduzir a espécie.
O amor é pequeno. Dá apenas para uma pessoa, e olhe lá.
Qualquer tentativa de dizer que o coração é maior que isso é considerada maldita.
Quando casamos estamos autorizados a tomar posse do corpo e da alma do outro.
É preciso trabalhar em algo que detestamos, porque fazemos parte de uma sociedade organizada, e se todos fizerem o que gostam... o mundo não irá para frente.
O que os outros pensam é mais importante do que o que sentimos.
Jamais faça escândalos, pode chamar a atenção de uma tribo inimiga.
Se você se comportar diferente, será expulso da tribo, porque pode contagiar os outros e desintegrar o que foi tão difícil organizar.
Precisamos comer três vezes por dia, mesmo que não tenhamos fome. Precisamos jejuar quando estamos fora dos padrões de beleza, mesmo que estejamos esfomeados.
Devemos nos vestir como manda o figurino. Fazer amor com ou sem vontade. Desejar que o tempo passe rápido. Que a aposentadoria chegue logo.
Ter sempre um diploma de faculdade, mesmo que jamais se consiga um emprego  naquilo que nos obrigaram a escolher como carreira.
Jamais entristecer nossos pais, mesmo que isso signifique renunciar a tudo que nos deixe contentes.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Navegar é Preciso!

Meus lindos!
Como vocês estão? Estão como eu, com uma pontinha de tristeza pela despedida do verão?
Toda a vez que a estação do sol se despede eu me sinto assim. Como se tivesse que colocar um ponto final em uma história muito boa.

Mas vou me despedir do verão contando pra vocês uma viagem muito divertida. Muitos guaporenses já fizeram, outros tantos estão comprando pacotes e projetando o passeio. Então, a pedidos, vou dar umas dicas.

Gente... me disseram que o último passo pra uma pessoa ser “chique de doer” é fazer um Cruzeiro. Eu bem quis ir para a Grécia... mas alguns probleminhas ($$$$) me impediram. Tudo bem. Fui pro Rio de navio. (Não fui pro Rio Carreiro de caíco, fui pro Rio de Janeiro mesmo).

Bom, como tudo começou: em setembro do ano passado comprei meu pacotão em 10 vezes de 122 reais. Passei na Renner e comprei chapéu panamá sintético, saídas de praia e uma série de acessórios em promoção (óbvio, mas não espalha.)

Estava eu, uma Diva das Colônias pronta para o passeio. Embarcamos em Porto Alegre, de Porto Alegre a São Paulo, de São Paulo ao Porto de Santos.

Meu povo amado... no Porto de Santos, imaginem seis transatlânticos com capacidade para quase 2.000 passageiros cada, em um único porto e todo aquele povaréu tentando embarcar junto.

Calor de 40 graus na cabeça. E ao redor tinha madame de salto agulha, roupas Versace, bolsa Louis Vuitton, chapelão de aba de 2 metros, óculos D&G, muita maquiagem e nenhum glamour (sim, porque não tinham noção nenhuma do ridículo, na fila de 2 quilômetros esperando duas horas para o embarque). Do lado das multimilionárias, os farofeiros de São Paulo, já de pé no chão e sunga branca, entortando o caminhão na cerveja quente e cantando “rebolation”.

Sim amigos, no navio dá de tudo. Pelo preço cada vez mais baixo e por estar incluída a bebida e a comida, livre no navio, o passeio fica muito em conta.

Na área do Deck da Piscina, os mais exaltados se entupiam de caipirinha e cerveja, dançavam as danças mais estranhas, uns até faziam a volta olímpica no navio no ritmo do vanerão (e calculei que fossem gaúchos tchê). O povo se divertia, os mais deslumbrados comiam e bebiam até explodir. Uma alegria beeem brasileira!

As gatas solteiras logo arranjaram seus amores de Cruzeiro, e os gatos solteiros eram caçadores sem mira certa, atirando em todas as pombas que cruzassem seu caminho pelos corredores do navio.

Eu, chique que sou, na primeira noite vomitei. Acho sinceramente que eu era a única que sentia o balanço do navio entre os 1.400 passageiros a bordo. Alguém tinha que ser a sortuda. Pensem em ficar pagando um ano uma viagem, e logo na primeira noite, vomitar todos os órgãos internos em um vaso sanitário de uma cabine sem janela.

Chorei de ódio, sozinha no quarto, porque meu namorado obviamente estava no território sem lei da piscina, provavelmente olhando pro mar e rezando para Iemanjá pela minha pronta recuperação (só sei que voltou pro quarto de madrugada).

Fora esses pequenos detalhes meus lindos, foi a melhor viagem do mundo. O enjôo passou logo. O tratamento que a gente recebe pelos tripulantes do navio é incrível. Nos sentimos muito especiais (e ricos, o que é melhor). Os ambientes são muito lindos, os quartos muito confortáveis, o navio maravilhoso, os passeios são inesquecíveis.

Ancoramos em Búzios e Angra e passamos o dia nesses paraísos. À noite, ou passeávamos por Búzios, comendo um peixe no restaurante do Maradona (eu com Tiago Lacerda e meu namorado com a Taís Araújo), ou ficávamos no navio assistindo a Shows Internacionais de música e dança no salão de espetáculos.

O que eu quero dizer com tudo isso, é que é um passeio acessível, maravilhoso, em um navio internacional, com tripulantes (em torno de 700) de muitos países, em um hotel que flutua, com Cassino, Boate, Biblioteca, Auditório de Espetáculos, Academia de Ginástica, Spa, Piscinas e muita comida e bebida liberada (muito embora os sucos e refrigerantes não sejam muito bons...) Tudo isso incluído e liberado. E com padrões internacionais de qualidade.

Tem atividade pra todas as idades. Tem amores para todos os gostos. Tem beleza para todos os lados. Vale muito a pena.

Navegar é preciso! ( Mas leve seu dramin...)

Pode embarcar e boa viagem!!!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Quando o amor não basta...





Até que um dia... ele disse "EU TE AMO"...
E repetiu a frase, e falou com os olhos, alma e coração.
E ela sentiu-se amada, especial, abençoada.
E ele a amava com todo desejo, como se fosse única.
Como se fosse a última.


E a cada vez que partia abria-se o vazio da ausência, a saudade do desejo.
O desejo do encontro.


Até que um dia ela disse “fica”.
E ele não se fez presença.
Se fez distância, incompreensão e dor.
Ela falava grego, ele entendia arábico.
Ela queria o profundo e ele gostava do raso.
Ela gostava de palavras, ele do silêncio.
Ela desejava raízes, ele não tinha chão.
Ela desejava amarras, ele tinha asas.
Ela entrava pela porta. Ele saia pela contramão.


E o amor não basta, quando não há sintonia.
E o amor não basta, quando há caminhos, sem direção.
E o amor não basta quando há pensamentos, sem entendimento.
Quando há paixão, mas não há companheirismo.
Quando há risos, mas não há lágrimas.
Quando há encontros, mas não há história.
Quando há união de corpos, mas não há de almas.


Quando há árvores... mas não há frutos.





Oi geeente bonita! Gente linda! Gente amada! Tudo? Como foram de carnaval? “Pularam” muito?

Jesusamado! O Carnaval é mesmo a época do ano em que as feras se libertam de dentro das pessoas normais, e saem por aí, feito criaturas sem lei, bebendo todas, sem nenhuma crise de consciência. É legal ficar observando a “alegria” alheia! É muita cerveja, muito beijo na boca, e no final, muitos porres de entrar para a história.

Não estou aqui falando que é lindo ficar bêbado no carnaval, mas se você não for dirigir, e tiver noção de seus limites, bom... aí um pilequinho é um pecado perdoável.

Um grupo dos mais animados da cidade me passou um e-mail falando das maiores dificuldades de um bêbado:

Coisas que são DIFÍCEIS de dizer quando você está bêbado:

- Indubitavelmente.

- Proliferação.

- Inconstitucional.

Coisas que são EXTREMAMENTE DIFÍCEIS de dizer quando você esta bêbado:

- Especificidade.

- Transubstanciado.

- Três tigres.

Coisas que são TOTALMENTE IMPOSSÍVEIS de dizer quando você está bêbado:

- Puta merda que gente feia...

- Chega, já bebi demais.

- Sai fora, você não é o meu tipo...

MANUAL PRÁTICO

Como agir quando bebeu demais e está com os seguintes sintomas:

SINTOMA: A parede a sua frente está cheia de luzes.

CAUSA: Você caiu de costas no chão.

SOLUÇÃO: Coloque seu corpo a 90 graus do solo.



SINTOMA: O chão está se movendo.

CAUSA: Você está sendo carregado ou arrastado.

SOLUÇÃO: Pergunte se estão te levando para outro bar.



SINTOMA: Você está olhando um espelho que se move como água.

CAUSA: Você está para vomitar em uma privada.

SOLUÇÃO: Enfie o dedo na garganta



SINTOMA: A danceteria se move muito e a música é muito repetitiva.

CAUSA: Você está em uma ambulância.

SOLUÇÃO: Não se mova. Possível coma alcoólico.



SINTOMA: A fortíssima luz da danceteria está cegando seus olhos.

CAUSA: Você está na rua e já é dia.

SOLUÇÃO: Tente encontrar o caminho de volta para casa.

Falando sério... a bebida é quase sempre a companheira das festas carnavalescas. E é a maior responsável pelo número de acidentes de trânsito com vítimas. A bebida é grande responsável pelas brigas que acontecem em festas e bares. E também pela briga de casais nesses eventos (ninguém aguenta o namorado de porre se achando o Tom Cruise e se rebolando todo torto pras foliãs ao redor... ó céus!).

Pesquisas indicam que o consumo de álcool está ligado a incêndios, afogamentos, acidentes de trânsito, acidentes de trabalho, suicídios, quedas, acidentes com barcos, jet-ski, assaltos, brigas, violência, estupro, comportamento agressivo, nervosismo, doenças do fígado (cirrose), tremor nas mãos, dormências, perda de memória, envelhecimento precoce, câncer de boca e faringe, insuficiência cardíaca, anemia, úlcera gástrica, gastrite, hemorragia digestiva, disfunção erétil (sim o pingolin não levanta mais...), entre outros. UFA!!!!

Mesmos cientes de tudo isso, nós bebemos. Os homens bebem bastante, principalmente cerveja, mas chego a querer apostar que quando se metem a beber, as mulheres bebem mais.

A mulherada entorta o caminhão, e não raro, elas saem carregadas por amigas e namorados das festas na cidade. E geralmente vomitam. Mulheres são sensíveis... rsrsrs

O que quero dizer com toda essa ladainha que já nos deixa bêbados é que, infelizmente, hoje em dia, a bebida alcoólica não é mais aquela ponte para uma diversão em um final de semana, ou aquele pilequinho que te deixa mais alegre, sem maiores riscos. Muitas pessoas vêem a bebida como única forma de se sentirem “engajados” no grupo de amigos. Ficar bêbado é a única maneira de mostrar que a festa foi boa, que a turma é divertida, que não é “careta” e que sabe fazer festa.

Quem sabe beber, não colhe maiores consequências. Mas quem não sabe... paga o pato. Passa mal, se dá mal, se envolve em acidentes, brigas, acaba dependente da bebida para se sentir inserido na sociedade e não raro, se envolve com drogas mais pesadas.

Guaporé é uma cidade que está entre as maiores consumidoras de drogas entre jovens e adultos classe média alta, em festas. A “branquinha” aparece como companheira fiel de quem “sabe se divertir”. Ora convenhamos... você percebe quando alguém da turma some da festa, e volta uns minutos depois com os olhos saltando das órbitas.

Infelizmente estamos plantando uma geração dopada e desconectada com a realidade. Colheremos pessoas doentes, dependentes e com graves problemas em família.

Sim, porque a grande diversão de hoje com a turma, precisará, quando virar problema, ser administrada por pais e amigos de verdade. Porque quando vierem os problemas ( e eles virão...) os amigos de ocasião sumirão da sua vida.

A lição que fica é simples: respeite seu corpo, procure alegria e entusiasmo dentro de você, sem precisar estar desconectado da realidade através de doses cavalares de álcool e drogas.

Isso não significa que você não possa aproveitar sua cerveja gelada, nem deixar de provar o sabor delicioso dos espumantes de nossa cidade.

Significa apenas que é necessário conhecer os limites. E respeita-los.

Tim-tim!

No mais, o carnaval de Guaporé foi divertido, animado, e infelizmente, prejudicado claro, pelas chuvas...

E você, gostou?



Escreva para esta querida colunista: michele@tl.com.br

Meu Blog: michelunardi.blogspot.com


Mural de Recados:

Gente!!!! Socorro!!!! Eu quero acreditar que faltaram banheiros químicos no carnaval de Guaporé. Eu quero crer que se houvessem mais banheiros, não haveriam tantos “bombeiros” com as mangueirinhas na mão pelas ruas da cidade!

Inaugurado o Mijódromo: o xixi rolou solto neste carnaval. Da esquina aí da Impacto, até a esquina da Guapofest, a humilde colunista contou no mínimo uns 20 mijadores nos dias de folia em que circulou. Mas que gente porquinha! E o cheiro? Ainda bem que a chuva deu jeito...

As Carnatetéias! Amei o bloco que compôs o carnaval guaporense junto com o Solque I Meio, Trufex e Sabugada. Aliás, parabéns para os organizadores! E parabéns pela festa fizeram.

Márcio Carpenedo! Nesse ano a coisa animou bem mais né! Sexta foi show. Mas ainda... muitos guaporenses vão pular carnaval em Casca... Ah... e aquela minha promessa... eu cumpro em 2012, se o mundo não acabar (e se eu não me acabar)! haha

E pra finalizar... eu não poderia terminar essa coluna de outra maneira, se não com uma marchinha carnavalesca! Todo mundo comigo: “A pipa do vovô não sobe mais...”