Devaneios tolos... a me torturar.

quarta-feira, 17 de junho de 2009


A eterna presença, da vida que foi... na vida que vai.


A presença mais sentida é da pessoa que não está.

Não está de corpo. Não está do lado. Não está por perto.

Está dentro.

O abraço mais esperado. E o único que não veio.

O amor que não foi feito rotina.

Que não foi feito destino.

Que foi rompido.

Roto.

Rasgado.

Cortado.

Vencido.

O amor não vivido até a exaustão dos sentidos.


Mas também o amor invencível, invunerável e inalcançável.

Ninguém percebe a presença daquele que está só na lembrança.

Mas ela toma todos os espaços.

É o que está invisível na foto da praia. Do Natal. Do Ano Novo.

É o suspiro antes de dormir. O olhar perdido impenetrável ao longe.

E o espaço eternamente ocupado naquele lugar do coração, onde ninguém mais tem licença para entrar.

É o segredo guardado no armário.


É o desejo, proibido. Pecado.

A doce ilusão, fantasia.

O sonho inatingível... e por isso, pra sempre sonhado.


Eu sou. Eu estou. Eu fui. Eu serei.

Sempre, sempre, sempre... o amor despedaçado.

O amor perdido, esquecido... e pra sempre... LEMBRADO.

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