Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 12 de junho de 2009


Um dia cinza, apesar do sol.

O último domingo em Guaporé foi pesado e cinza, apesar do sol. Mais um daqueles dias de comoção geral, dor e pesar. Quem passasse, a qualquer hora do dia pela Sílvio Sanson, na altura do Las Carreras iria presenciar um mar de pessoas tentando achar explicação para mais um desses acidentes que chocam e deixam todos anestesiados.

Mas para uma família em especial, o domingo foi a data de uma tragédia que mudou uma história de vida. Um domingo que roubou todos os sonhos de uma menina de 18 anos e seus familiares.

Pensei em não falar sobre isso, porque em um momento de dor lancinante, o que dizer? Que vai passar? Que é preciso ter força? Coragem?

Mas por outro lado, não é justo calar. Principalmente se nossas palavras podem ter o poder de apaziguar a dor de alguém, ou proteger alguém de viver uma experiência como essa.

Quando fui à Capela Mortuária, vi tantos amigos meus, tantos leitores deste espaço e tantos jovens com uma expressão de dor, que me senti na obrigação de tocar nessa ferida.

Perdemos uma jovem de 18 anos. Eu particularmente conheço seu pai, o Roque, e sempre que lembro dele, penso em uma pessoa que dá um exemplo de alegria de viver, de bom humor, de sorriso aberto, trabalho e de amor à família.

Impossível imaginar a dor deste homem ao acordar na madrugada de domingo sem uma flor do seu jardim. A dor da mãe dessa menina. Da irmã.

Impossível pensar na Luanda sem a alegria e a vida da juventude. O rosto dela é uma porcelana pintada com um pincel delicado, traço por traço, pela mão habilidosa de um artista. Linda. Alegre. Com tanto para viver.

Mais uma vítima do trânsito.

Quantos pais devem ter abraçado seus filhos e pedido a Deus que os protegesse nas noites guaporenses. Quantos pais que dividiram a mesma dor, relembraram e sentiram a perda de seus filhos em tantos outros acidentes que já vivenciamos.

Quantos jovens ainda vão morrer vítimas dessas máquinas velozes criadas para nos servir, e não para nos levar à morte?

Na rádio às vezes acho que é bobagem continuarmos a repetir as mesmas campanhas contra o álcool, contra as drogas, contra a velocidade, sobre usar cinto de segurança, respeitar limites... penso que todos já sabemos isso de cor e salteado. Mas de que adianta sabermos as regras, se continuamos a quebra-las? ( E todos nós vivemos quebrando regras.)

Não estou falando das causas do acidente que vitimou a Luanda e que deixou marcas eternas no condutor do veículo. Não há intenção em tragédias como essas. Mas há como tentar evita-las.

Os jovens tem uma ânsia quase que incontrolável de quebrar regras, romper limites, ir além, descobrir o desconhecido, tocar no infinito. Alguns fazem pontes para atingir seus objetivos: pode ser a música, pode ser um esporte radical, pode ser a vontade de pegar a mochila e desbravar o mundo. Mas também pode ser o acelerador de um carro, a curiosidade de experimentar uma droga poderosa, ou a surdez e a cegueira para conselhos e bons exemplos.

Alguns, que sempre foram bons filhos, bons namorados, bons cidadãos, em um descuido, acabam pegando um caminho sem volta.

Acidentes acontecem. Tragédias infelizmente marcam nossas vidas e as vidas de quem amamos. Mas se pudermos evita-las, façamos o possível.

Pensemos em nossos pais, em quem nos ama, naqueles a quem amamos. Pensemos neles sempre que estivermos a ponto de aceitar um barato qualquer, que pode nos custar caro demais. Pensemos neles toda a vez que pisarmos em um acelerador. Para quem busca velocidade, o tempo de um segundo pode ser curto demais para evitar um acidente, e longo demais para ver passar por ele uma vida toda.

A vida é tão rara. Tão preciosa. Tão frágil.

Não há que se medir sofrimento, se julgar, se buscar respostas que não são possíveis.

Há que se solidarizar. Há que se sensibilizar.

Nossa comunidade toda chorou com a família da Luanda. Todos sentimos muito, sentimos fundo. Todos gostaríamos de que o tempo pudesse voltar. E que pudéssemos evitar a tragédia.

Mas por ela, gostaríamos de ver a família poder um dia deixar de pensar em tudo que poderia ter sido vivido, e agradecer por tudo que se viveu.

Luanda foi uma luz. Um tipo de luz que aquece. Que não deixa de brilhar onde quer que esteja.

Que ela possa estar olhando por todos que a amam e aquecendo os corações de todos, todos que foram atingidos por este acidente tão triste e que marcará mais um capítulo da história da juventude de Guaporé.

Meu respeito, minha dor, e meu abraço apertado a toda a família.


Na sociedade Guaporense...

Vai ter Baile de Debutantes! Gente, será que vão voltar à moda os glamurosos bailes de debutantes? Aqui em Guaporé o evento vai acontecer em outubro, no Clube, e as meninas já estão se preparando! Poderíamos inovar e fazer um Electro Funk Baile de Debut! Que tal garotas? Ao invés de dançar a valsa com o papito, vocês vão ter que fazer ele descer até o chão ao som do pancadão! Parabéns pela iniciativa! Claro que vou conferir! Só não vou debutar porque ainda não fiz 15...

Are baba!!!! Tik tik... os amigos estão preocupados com o Edi… parece que depois do acidente, apagaram-se as lamparinas do juízo do nosso amigo. Em um desses encontros de amigos no Sítio do Melatti, do nada, depois da churrascada, o dedicado Edi pediu para lavar a louça... (inacreditável!!!!!!!!!!!!)
Será que é o que estamos pensando? Será que o fim dos tempos está mesmo chegando? Atchá!

Dia dos Namorados... Já que o amor está no ar... Mando um beijo a todos os namorados, casados, apaixonados, amantes, amigos coloridos e afins! Consideramos justa TODA FORMA DE AMOR!

4 comentários:

  1. Obrigado pela visita. Fico feliz q tenha gostado. Seus textos sao tambem super-interessantes.

    Gde bj, mta luz e muita alegria na sua vida

    Julio Verdi

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  2. oi!!!nossa muitos lindos teus textos do blog!!!
    ja deve estar cansada da minha vizitas no kut mas é q quando estou meio mal ou ate feliz entro no seu blog para buscar algo interresante oq encontro nos seus textos!!!! tipo posso dizer q já é uma fonte d inspiraçao..hihihiih
    bjsss te admiro

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  3. Ai que bom!!!! Quando estou triste, ou feliz... escrevo! Que bom que serve para alguém, além de mim!!!

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