Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sandálias da Humildade


Oi geeente!


“Ninguém morre na véspera”, disse o Papa Francisco, em uma simpática entrevista. Talvez essa teoria justifique a total ausência de medo de quebrar protocolos de segurança, enfiar-se em meio à multidão, tomar uns pingos de chuva, e encostar carinhosamente nas pessoas. Um dos homens mais poderosos do mundo desceu de seu carro blindado, calçou literalmente as sandálias da humildade e mostrou-se tão humano e simples quanto cada um de nós (ou mais!!)
Acredito que (graças a Deus!) a simplicidade está na moda. Que cafona mesmo é ser nariz empinado, azeite que não se mistura, alimentar uma aura de nobreza, de riqueza, que caiu em desuso.
A alta sociedade desceu do trono e misturou-se à plebe. Acho que hoje em dia, exaltar riqueza é a maior prova de pobreza de espírito que existe.
Os ricos de berço, acostumados a alto padrão de vida, e a todo o conforto que o dinheiro proporciona, preferem uma vida sem grande ostentação, e são discretos em seus ricos reinos. Como soa ridículo arrotar peru, em um mundo onde tantos passam fome. Como é feia a soberba do exibicionismo.
Aliás, só se exibem aqueles que têm o que não possuem de fato.
Aqueles que eu vejo gritando aos quatro ventos sua riqueza e poder, são os que, invariavelmente compraram seu carro importado em 20 anos, e que têm prestações atrasadas. Aqueles que constroem seus impérios a base de absurdos endividamentos, porque acreditam que para ser alguém, precisam possuir muito.
Guardam algum recalque e querem mostrar (não se sabe pra quem), que possuem certo grau de superioridade com relação aos demais. Esbanjam riqueza material, e são sovinas de espírito.
Creio que este tempo está sendo, aos poucos soterrado. Acabou-se o Apartheid social, onde ricos frequentavam um clube, pobres, uma associação de bairro. Onde apenas um grupo confraternizava em um Baile da Comenda, ou poderia presentear a filha com um Baile de Debutante.
Hoje a grande maioria frequenta todos os lugares, e com mais ou menos sacrifício, pode experimentar prazeres que antes eram praticamente impossíveis: viajar para o exterior, promover uma grande festa, participar de um evento social diferenciado. E isso acontece com tanta naturalidade que as camadas sociais se confundem.
Caminhar em um salto 15 da Louboutin, olhando todos de cima, tornou-se tão cafona quanto patético. Posso estar mais bela e fashion com um figurino C&A do que vestindo Prada da cabeça aos pés.
Hoje, chique é ser simples e natural. Respeitar o outro. Chique é ser educado. Batalhar para ter qualidade de vida. E não esbanjar dinheiro, em um mundo onde há tanta falta dele.
O Papa soterrou de vez a pompa, o luxo, os protocolos e as cerimônias que só servem para nos afastar uns dos outros.
Mais do que um discurso bonito, ele demonstrou atitudes bonitas. E a melhor lição que podemos dar é através de exemplos.
Ninguém é superior a ninguém por possuir mais dinheiro no banco, mais poder, ou mais prestígio. Há pessoas superiores por serem muito mais desenvolvidas espiritualmente, mais ricas de conhecimento, capacidade de compreensão, de entendimento, de auxílio a quem precisa.
Se até o Papa Francisco desceu do pedestal do império da Igreja Católica em Roma, os muitos nobres e santos do pau oco, bem que poderiam descer do altar!
Beijos, meus amores!

3 comentários:

  1. Oi Miche! Goto de ler o que você escreve. Um forte abraço. Felicidades

    ResponderExcluir
  2. Oi Sirlei!!! Obrigado!! Isso me deixa muito feliz e me incentiva!!
    beijos!

    ResponderExcluir