Oiii geeente!
Quer mesmo um conselho? Cuide da sua vida.
Você já ouviu aquele ditado que diz “se conselho fosse bom, não se dava. Se vendia”? Eu com certeza ficaria rica.
Sempre fui metida a ter palpite pra tudo (acho que vocês já perceberam haha). Claro que é bom termos amigos conselheiros, e escutarmos as lições de vida de pessoas mais experientes. Mas sempre, antes de absorvermos a opinião alheia, precisamos refletir muito bem sobre as palavras a nós dispensadas. E principalmente, precisamos pensar muito bem antes de aconselharmos alguém.
Na grande maioria das vezes “os outros” têm a fórmula mágica para nossos problemas, mas não conseguem resolver os deles. Outro dia, não sei se com a intenção de me elogiar ou me detonar de vez, uma pessoa culta, inteligente, bem de grana (frustrada???), me disse o seguinte:
- Michele, querida! Parabéns! Adoro ler tua coluna. Quando não tem um bom conselho, tem uma boa piada. Rir e pensar. Dois ótimos exercícios. (Até aí tudo ótimo!!! Sou o MÁXIMO!!!)
Mas... o discurso continuou:
- O que tu está fazendo aqui, minha querida? Se tu continuar assim, vai acabar frustrada. A partir de agora, tu não vai mais ir pra frente. Tu acha que vai ficar rica trabalhando onde tu trabalha? Tu tem potencial pra muito mais. Tu não pode ficar nessa cidade. No meio dessas pessoas. Não te apega a namorado, casa, comodidade. Abra as asas querida. Será que tu não enxerga?
E aí, eu disse: - Com licença, vou até aí me matar e já volto!!!!
Creeedo!!! Então, por morar aqui, trabalhar aqui, estou fadada a ser um profissional medíocre, fracassado, mal pago? E por viver aqui, com quem realmente importa pra mim, meu destino é ser uma mulher infeliz e insatisfeita, em uma cidade que só faltou ser chamada de “orifício retal do mundo”, em meio à gente tão medíocre e infeliz quanto eu?
Quem será que está se sentindo presa a um lugar ao qual não pertence? Quem será que se sente “demais” para a cidade onde mora, para a empresa na qual trabalha? Eu... ou minha “conselheira”?
Porque não posso ser feliz e realizada aqui? Porque tenho que desejar ser a Oprah Winfrey e mudar para os Estados Unidos?
Porque não tenho o direito de conquistar meu espaço entre aqueles que amo, em sua simplicidade, no lugar onde nasci?
E tem mais: seguidamente escuto comentários do tipo “fulano voltou da Europa. Morar de novo em Guaporé, deve ser deprimente”.
Ora, porque não podemos conquistar o mundo e termos o grande prazer de voltarmos ao conforto do “nosso mundo”?
O certo, meus queridos e minhas queridas, é que para os outros, você poderia ter um emprego melhor, um namorado melhor, uma amiga melhor, uma casa melhor, um carro melhor, uma mãe melhor, um filho melhor, um cachorro melhor.
Ninguém vai querer saber se você é feliz, realmente e simplesmente muito feliz com o que é e com quem possui.
Aos olhos de quem nada tem de verdadeiro, você vai continuar sempre possuindo muito pouco ou quase nada.
Mesmo que possua o maior tesouro do mundo.
Pensemos nisso. E não vamos deixar que pessoas assim nos toquem com suas frustrações. Se seguirmos tais conselhos, poderemos ser eternamente insatisfeitos, e verdadeiramente infelizes.
Se cada um cuidasse da sua vida... o mundo seria tão melhor, vocês não acham?





