Existe uma forma de mudar o mundo para melhor. É fazer uma viagem para dentro de si mesmo e recolher-se. Recolher-se e transformar-se.
Alguns, desiludidos com o mundo exterior, metem-se dentro de suas conchas, e jamais voltam à tona para mudar o mundo. É um risco que se corre. Afinal, dentro de nós existe um oásis de paz, harmonia e felicidade.
Mas se você viajar para dentro de si, e não contribuir para a mudança dos outros, pouca diferença fará na sociedade.
Tem uma frase famosa que diz que o problema não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.
Por aí, nas ruas, nos bares, nos locais públicos, o que se escuta aos gritos são pessoas, falando de outras pessoas. Criticando, julgando, inventando algumas histórias, aumentando outras. Estão com os dois olhos na janela da casa do vizinho, para não dirigir um olhar para dentro de sua própria casa.
Dentro desta, não há mobília, não há o fogo quente e aconchegante de uma lareira, nem a mesa farta, nem o riso saudável dos amigos, muito menos o conforto dos braços de um amor.
Há vazio e frio.
Sem mergulhar em seu próprio universo e sem tentar mudar seu mundo, se limitam a apontar o dedo para aqueles, que com sofrimento e aprendizado, trabalham duro para consertar suas casas. Erram, acertam, reformam e até mesmo, realizam uma verdadeira mudança, construindo do zero, um novo lar.
Você faz parte de qual desses grupos? Está nas rodas de conversas vazias, dedo em riste apontando os outros, sorrindo com lábios de mel e destilando o veneno do fel?
Ou faz parte do grupo daqueles que têm muito trabalho cuidando de si e daqueles que ama?
Às vezes falta esta auto-análise na vida de muitos. Do alto de suas razões e montados em sua moral, eles cavalgam pelas ruas, como se estivessem defendendo a pátria. Infelizmente, seus cavalos vão deixando um rastro de sujeira por onde passam.
E é por isso mesmo que a gente escuta, com o perdão da má palavra... tanta “M” por aí.




