Oi geeente!
Eu sou uma
filha da mãe.
Filha da mãe
de carteirinha.
Uma filha da
mãe incorrigível.
Sou daquelas
que viaja para o outro lado do mundo, e em cada restaurante que passa, sente
saudades do tempero de casa.
Daquelas
que, no mais leve resfriado, corre para farmácia caseira da mãe, em busca de um
chá milagroso, ou de um carinho, que passa.
Sou do tipo
que acredita que mãe tem solução pra tudo!
( E não tem?)
Minha mãe
não tem o direito de ficar doente, nem de viajar sozinha.
Porque, se
ficar doente, se demorar pra voltar pra casa, se viajar (!!!!), o mundo fica de
pernas pro ar, a Terra começa a girar ao contrário no Sistema Solar.
Não entendo
filho que não admira a mãe. Filho que fica anos sem falar com ela. Ou que
discorda de tudo que ela faz.
Não posso
admitir um filho que não ame e respeite a mãe que tem.
É que no meu
mundo perfeito, mãe é colo, calor, aconchego, paciência, morada.
Todas as
mães do mundo deveriam ser como a mãe que eu tenho.
Ela é
psicóloga, médica, enfermeira, conselheira, chef de cozinha, juíza e advogada.
Ela é o sol
e nós, os planetas.
Não importa
se adotiva, se nova, se velha, se bela, se branca, preta, amarela. É o pilar
que sustenta uma família.
Sei que meus
parâmetros podem estar equivocados, e que há muitas mães por aí que não amam
seus filhos, e muitos filhos que não amam suas mães.
Talvez resida
nisso, a raiz do mal do mundo, uma natureza do lado avesso, onde o ventre não
foi um ninho, onde o cordão umbilical não foi um elo de carinho.
Talvez, dos
filhos sem mães, das mães sem filhos, tenha se originado a tristeza. Porque,
onde há uma mãe de verdade, há sem dúvidas, felicidade.
Sei que a
psicologia manda criarmos asas, sei que é preciso desprender laços, ter vida
própria, libertar-se.
Mas nós,
filhos da mãe, sabemos que por maiores que sejam as asas que nos fazem voar,
são as raízes que nos sustentam, na base de nossa existência, no local que
chamamos de lar.
Eu sou uma
filha da mãe de nascença, e minha mãe não tem o direito de ficar velha (ela
sempre será jovem de ideias), muito menos de morrer!!
Já que me
criou assim, tão dependente dela, que aguente agora minha condição. Sou filha
da mãe, e não abro mão.
Só espero
seguir o exemplo dela, ser tão amada e respeitada, ser tão forte e ter um
coração tão grande.
Sou uma filha
da mãe confessa, e espero que, um dia, eu mereça que minha filha também seja!
Beijo, meus amores!


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