quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Faça valer a pena!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Não responda nunca meu amor...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
A Feia Feliz!
sábado, 12 de dezembro de 2009
Ó Paí Ó

Oi geeeente!!!!
Tô voltando da Bahia com a corda toda pra debater com meus cultos leitores sobre as diferentes culturas do nosso amado Brasil, salve, salve!
Se tem uma coisa na vida que eu AMO é viajar. Encaro qualquer parada por um programa diferente, longe da rotina e de preferência em algum lugar que ainda não conheço.
Fui passar uns dias em Salvador, porque também sou apaixonada por história do Brasil e o berço do Brasil Colônia está na Bahia, com a preservação de marcos históricos, igrejas, fortes, cidades históricas.
O nosso Brasil brasileiro tem lugares para todos os gostos, cores e amores, mas o que me surpreende é a cultura diferente de cada lugar que visito. Salvador é linda, maravilhosa, povo simpático, prestativo, educado e divertido... mas também tem muita gente porca!!!
Em alguns pontos a beira mar tem um cheiro insuportável de xixi. E xixi fervendo no sol, acumulado nas calçadas é realmente algo não muito agradável ao olfato. Nos principais pontos turísticos, como o Elevador Lacerda, quase vomitei devido ao mau cheiro. O povo vai tirando os documentos pra fora e fazendo xixi pelos cantos!
Há também uma legião de pedintes. Geralmente moradores de rua, muitas pessoas com alguma deficiência física, problemas de saúde, que andam esmolando e se grudam nos nossos braços pedindo dinheiro de forma muito insistente.
Perguntei sobre a questão da saúde pública e serviços sociais e sobre esse povo todo que fica dormindo nas calçadas... e me responderam que a grande maioria tem família, ou poderia frequentar abrigos públicos, mas devido ao problema do vício em crack, ou por simples falta de vontade de trabalhar, andam por aí... vagando e dormindo pelos cantos.
Eu não estou generalizando, mas esses dois fatores negativos devem influenciar a opinião do turista quando questionado sobre Salvador.
Os vendedores ambulantes são insistentes, você acaba comprando para que eles larguem do seu pé! São cinco ou seis ao seu redor oferecendo todo o tipo de badulaque possível e imaginável.
Mas nem isso tira o brilho da capital Baiana. Porque conhecer a orla, os prédios históricos, as Igrejas de beleza indefinível, os Faróis, e os Fortes, além das praias paradisíacas, compensa essa má impressão.
O Pelourinho foi o lugar mais encantador que já estive, em se tratando de cultura. Aquela cidade colonial preservada, o som do Olodum, os corredores, as ladeiras, o colorido das casinhas e a história, principalmente do sofrimento e das injustiças sofridas pelos negros, arrepiam a alma. Não dá para descrever, só para viver esta emoção.
Estive em Morro de São Paulo, uma ilha paradisíaca, sem nem um carro ou moto, sem acesso senão de barco ou lancha, com areia branquinha, água verdinha e quente e um povo maravilhoso. Dá vontade de fugir do mundo e se estabelecer em uma casinha na praia... vendo a vida passar em ondas, como o mar...
Para se ter uma ideia, só no transporte da agência de turismo, rumo a Morro de São Paulo, se encontravam brasileiros do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas, e do exterior, turistas da Itália, Chile, Argentina, Suécia, Japão e Dinamarca.
O turismo no nosso país é um grande negócio que só tende a crescer. Falo isso, porque Guaporé também engatinha no turismo, rumo a grandes conquistas. E por onde passo, observo como o turismo deve ser exercido por todos.
Turismo passa pela boa educação do povo, pela limpeza dos locais turísticos, pela boa comida, pelo transporte, pelos hotéis, pelo bom serviço público, pelo comércio, pela UNIÃO. Aprende-se turismo, sendo turista. Porque só sendo bem recebido e bem tratado é que se tem a real dimensão do quanto isso é fundamental para que alguém RETORNE.
Deixo essa mensagem para que como sociedade, possamos evoluir nesse sentido. E trabalharmos juntos para que possamos colher os bons frutos desse ótimo negocio chamado turismo!
E viva o nosso país, mesmo com seus abismos culturais e econômicos. Que possamos superar essas dificuldades que vem desde o Brasil Colônia, com o privilegio de uns em detrimento de outros, com a exploração da grande massa para privilegiar a minoria rica. Que a EDUCAÇÃO, possa cumprir seu papel de desenvolver a sociedade de forma mais igual, humana e digna. Espero que não leve mais 500 anos para isso aconteça!!!
Mas... mudando de assunto...
Boicote! Sabem o que isso significa? Boicotar alguém significa punir, constranger, criar embaraços aos negócios. Escrevo sobre isso porque uma leitora muito querida me escreveu dizendo que tem algumas pessoas que acham que esta coluna deveria ser “boicotada”. Respeito quem não gosta de mim, afinal ninguém é amado por todos. Mas o que me irrita em Guaporé é a cultura do boicote. Em todos os setores: no comércio, na sociedade, na política, na prestação de serviços, nas empresas etc, etc, etc... quando uma pessoa não gosta da outra, ao invés de simplesmente fingir que essa outra pessoa não existe, e cuidar da própria vida... a primeira atitude que se tem é formar “um grupinho” para boicotar.
Não compre naquela loja, não frequente aquele bar, não faça negócios com fulano, avise todo mundo que beltrano não vale nada. Não interessa se o serviço é bom, se a pessoa está trabalhando com profissionalismo, com dedicação... Lá vem boicote. Pois saibam que, na minha opinião, só os ignorantes boicotam. Os incompetentes boicotam. Os fracassados boicotam.
Triste fim de Policarpo Quaresma. E depois querem que Guaporé cresça. Sem querer, estão boicotando o desenvolvimento da sociedade.
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Ah... mas claro que vai ter gente boicotando rsrsrsrs
Gente.... escrevam e não me boicotem, ok? Michele@tl.com.br
Beijos no coração!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Eu não presto...
Oi geeente! Vou publicar nessa semana mais uma confissão íntima.
EU NÃO PRESTO!
Eu sei que vocês devem estar pensando... “Eu já sabia.”
Na verdade todo mundo sabe. Meus pais, perceberam desde cedo. Meu namorado sacou na hora. Meus amigos, aos poucos vão descobrindo...
E quer saber, eu sempre soube.
Nunca prestei pra ser alguém comum. Sempre quis ser alguém especial. E quem não quer?
Nunca prestei pra burra. Por isso sempre soube observar tudo e todos, e estudar. E continuar estudando a vida toda.
Nunca prestei pra dona de casa. Até tentei, mas precisei queimar muito arroz e comer muito ovo frito nos tempos da faculdade pra descobrir que não era minha praia. Gostaria de ser mais talentosa.
Nunca prestei para ser sustentada, bancada, escorada, ou coisa parecida. Acho que quando você tem uma boa profissão, quando você se sente útil, e seu trabalho serve de ponte para a realização dos seus sonhos, isso deixa você se sentir livre. Aí sim, você está pronto para dividir a vida com alguém.
Ah... nunca prestei pra motorista. Infelizmente.
Nunca prestei pra ser mal educada, grossa, ou desagradável com as pessoas. Muitas pessoas já me humilharam e eu revidei com um sorriso.
Nunca prestei pra santa. Não nasci pra Virgem Maria.
Nem presto pra prostituta. Jamais conseguiria deixar alguém encostar em mim sem sentir algo especial.
Não presto pra ser feita de boba. Se alguém me faz, é durante o tempo exato que durar minha cegueira. Mas ao abrir os olhos, sei ser fria e racional para terminar com qualquer tipo de relação. Mesmo que o corte me doa na carne.
Não presto pra mentirosa. Já menti, feio e bastante. Mas a mentira me incomodou tanto, que passei a não gostar de mim mesma e a me condenar, antes que alguém o fizesse.
Eu sou meu próprio Juiz. E sei que ninguém é perfeito. Nunca prestei para a perfeição.
Mas também não presto para ser taxada disso ou daquilo. E há muito deixei de taxar as pessoas.
Queridos meus, amados leitores, vou dizer uma coisa pra vocês: Eu não me presto a nenhum tipo de papel que meus princípios não concordem.
E sei, que nessa cidade, tem um montão de mulheres e de homens que não prestam, assim como eu.
E afirmo com certeza: as pessoas que não prestam... SÃO AS MELHORES!
Escrevi sobre isso, porque infelizmente ainda hoje, nas rodas, nas reuniões de amigos, na esquina da praça, na missa, e onde quer que seja que as pessoas se reúnam, ainda ouço muita gente falando sobre o que não sabem e rotulando quem não conhecem. Seria um grande passo para o desenvolvimento de Guaporé se isso acabasse.
Mas como não vai acabar nunca... pelo menos que aprendamos a não nos deixar atingir pelas más línguas dos outros.
Porque só assim seremos mais felizes... porque para a felicidade... NÓS PRESTAMOS!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Um ano de Informativo Regional! Obrigado leitores amados!

Sim, porque ao longo deste tempo, ninguém me abandonou! Nem nos momentos de maior revolta, nem nos momentos de besteirol altamente cultural que eu escrevi nesta página!
Obrigados meus príncipes e princesas! Vocês são tudo de bom!
Bom... vou aproveitar essa edição comemorativa para dizer que não é fácil ser vidraça em Guaporé. Fácil é ser pedra.
Por isso, muitas vezes fazemos críticas e esquecemos da nossa auto análise, esquecemos que uma atitude pode ter sido motivada por inúmeros fatores, e que uma notícia é um fato. Porém a verdade dos fatos pode ser múltipla. Depende de quem conta a história.
Nós, jornalistas do interior, temos uma missão de muita responsabilidade: apresentar todos os ângulos de um fato, para que nossos leitores possam, por si só, formar sua própria opinião.
Mas é muito difícil apresentar as notícias nuas e cruas. Principalmente porque nas cidades pequenas todos os personagens fazem parte de nosso círculo social. São nossos vizinhos, nossos amigos, nossos parentes! As notícias são VOCÊS!!!
Quem é imprensa no interior é meio heroi. Meio bandido.
E a vida não é fácil: você escreve uma reclamação contra a prefeitura, cai um bando de partidários em cima de você afirmando que você é de tal partido político. Sem falar que vem a pressão do corte de verba, do investimento somente no veículo que “não fede e não cheira”.
Você escreve uma notícia a favor da prefeitura... e lá vem você sendo taxado de vendido ao Poder, de puxa saco, de lambe botas. Há... e a oposição então corta as verbas.
Muitas e muitas vezes nos submetemos a narrar somente um lado da história. É assim quando prestamos serviços à prefeituras, ou a políticos, ou a personalidades que precisam “vender seu peixe”. Não se trata de mentir ou enganar. Trata-se apenas de mostrar fatos positivos. Destaca-los. Não é crime, não é vergonha. Faz parte da profissão também.
Vergonha é mentir, enganar e ludibriar o povo. Vergonha é negar e esconder fatos. Vergonha é utilizar a mídia para difamar alguém, humilhar e levantar falso testemunho. Isso é vergonha.
Por isso não me envergonho do meu trabalho. Nunca me prestei a tal papel (e olha que já trabalhei para muitas pessoas em campanhas eleitorais, na confecção de material de divulgação de prefeituras e como assessora de imprensa). Por isso tenho tanto orgulho em trabalhar aqui, no Informativo Regional.
Porque desde o primeiro momento, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa foi respeitada pela Jô, nossa chefinha.
Nunca recebi dela uma recomendação de escrever vangloriando esse ou aquele, nunca tive uma pauta barrada, ou uma matéria “modificada” com a finalidade de poupar esse ou aquele.
E sempre, sempre, que alguém se sentiu ofendido, ou quis rebater alguma informação, o espaço para o direito de resposta foi dado.
Quando escrevi algo que alguém não gostou, recebi a crítica sem mágoa, sabendo que nem Jesus agradou a todos.
Até tenho um sentimento especial pelos leitores revoltados. Nós mulheres somos assim, temos curioso interesse pelos que nos tratam mal...
Quero neste um ano ao lado de vocês leitores, reafirmar uma frase famosa que diz: “Escolha trabalhar em algo que goste, e não precisará trabalhar nem um dia sequer.”
É verdade. Tenho me divertido muito, aprendido muito e feito muitos amigos por aqui. Vida longa ao Informativo Regional. Que possamos cada vez mais trabalhar com liberdade, com responsabilidade, com respeito.
E que o jornalismo do interior se torne cada vez mais profissional... e que as pessoas possam compreender que mesmo nas críticas... “não é nada pessoal”. Quem está ocupando um cargo público, está sujeito ao julgamento de seu trabalho.
E que finalmente, eu, Michele Lunardi, entre para a história da humanidade, como a PRIMEIRA JORNALISTA DO INTERIOR A FICAR RICA... só com seu salário! Hahahaha
Parabéns a todos que fazem o Informativo Regional, parabéns principalmente a todos os nossos leitores, a razão de ser do nosso trabalho!
Vamos apagar o bolo e comer a velinha... ops, apagar a velinha e comer o bolo!
Mudando de assunto: foi uma debandada geral da cidade! Muitos guaporenses correram para os cinemas mais próximos para a estréia de “Lua Nova”, da saga Crepúsculo. Gente, eu sinceramente, não sei se ficaria com o vampiro ou com o lobisomem!!! Não tem como não se apaixonar pela história da Bella!
Ó mundo tão desigual, tudo é tão desigual... ou,ou,ou,ou,ou...
Se pudéssemos transformar a população Mundial em uma vila com exatamente 100 pessoas, e mantivéssemos proporcionais os índices... a coisa ficaria mais ou menos assim:57 seriam asiáticos21 seriam europeus14 seriam do hemisfério ocidental (ambos, norte e sul)8 seriam africanos52 seriam mulheres e 48 homens30 seriam brancos e 70 pertenceriam a outras raças30 seriam cristãos70 seriam não cristãosApenas 6 pessoas possuiriam 59% das riquezas do mundo... 80 viveriam em moradias humildes
75 viveriam com menos de 2 dólares por dia
50 nunca teriam usado telefone30 seriam ANALFABETOS... (so If you are reading this, specially in another language, you already should be happy... )50 sofreriam de subnutrição1 estaria a beira da morte1 estaria perto de nascer1 teria nível universitário... UM1 teria computadorQuando olhamos o mundo de uma maneira tão reduzida, a necessidade de aceitação, entendimento e educação se tornam essenciais... Afinal, se você está lendo o INFORMATIVO REGIONAL significa que é uma pessoa de sorte... pelo menos com mais sorte do que bilhões de pessoas no mundo que não podem ler.
Tchau gente, fiquem conosco neste novo ano de Jornal que inicia!
"Uma imprensa livre pode, é claro, ser boa ou má, mas uma imprensa sem liberdade é sempre má." (Albert Camus)



