Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quando VOCÊ é a vítima

Oi geeeente!!!

Eu sou do tipo que acha que nunca vai acontecer comigo. Mas aconteceu. Dessa vez não foi com o vizinho, com o colega de trabalho, com o conhecido. Foi comigo. E aí, quando acontece com você, a coisa muda de figura.

Preciso de uma sessão de descarrego, um banho de sal grosso. Um despacho. Sei lá. Ando atraindo coisas ruins. Uma maré de azar.

Estive no litoral gaúcho no final de semana e fui assaltada. Pela primeira vez. (Inesquecível).



Chegamos na casa onde estávamos e encontramos a janela da cozinha arrombada. Num canto, estava uma barra de ferro (provavelmente para dar na cabeça de alguém). E nossos quartos limpos. Lá se foram carteira, documentos, talão de cheques, cartões de banco e crédito. Óculos de sol, notebook, roupas. Enfim. Lá se foi tudo, inclusive a fé na humanidade.

Eu passei tão mal pelo susto, pela sensação horrível de impotência, que juro, achei que fosse desmaiar. Não pela perda material, mas pelo roubo da minha segurança, da minha total despreocupação, da minha leveza. Não sou mais a mesma. Me roubaram.

Aliás, nos roubam todos os dias. E nem percebemos.

Quando nos caluniam, nos traem, nos apunhalam pelas costas, se aproveitam de nossa ingenuidade. Nos roubam a confiança.

Quando nos puxam o tapete, nos intimidam, nos rebaixam, nos humilham, destroem nossos sonhos. Nos roubam a esperança.

Quando nos mostram que as pessoas não são tão boas assim, que são capazes de tudo, inclusive aqueles que mais amamos. Nos roubam a ingenuidade.

Esses roubos, ao longo da vida, nos transformam, e vamos endurecendo. Acabamos agindo igual a aqueles que nos fizeram sofrer. Pensamos em revanche, vingança. E essa corrente não acaba nunca.

Eu quero mesmo que aquele ladrão sem vergonha, que não conhece o trabalho, que não conhece o respeito, seja punido, se não pela lei, pela vida. Gostaria de arrancar suas unhas, seus cílios com uma pinça, um a um. Queria fazer uma depilação a cera nesse infeliz!

Quero que ele sofra muito, que tenha hemorróidas enormes!!!

(Nossa como sou malvada!)

Mas na verdade, eu quero é voltar a ser eu mesma. A de antes. A que andava tranquila, deixava a janela aberta para entrar a brisa da noite. A porta da casa sem trancar. A bolsa pendurada na cadeira do restaurante. Eu quero me sentir segura de novo.

Mas não dá mais. Só na última semana, mais bandidos de cara lavada, arma na mão, invadiram o comércio na nossa calma e tranquila Guaporé. Sem medo, sem pudor. Eles agora entram em nossas casas, nos amordaçam, ameaçam, sequestram e assaltam.

O que parecia coisa de noticiário de jornal, agora é vida real.
E parece filme de terror.

Que pena, roubaram nossa paz!


Gente amada e querida! Comerciantes compreensivos de Guaporé! Meus cheques precisaram ser sustados. Portanto, quem tiver um chequezinho meu por aí, me procure. Fui assaltada. Não virei caloteira. AINDA! Hahahahaha

Beijos meus lindos! E não fiquem de bobeira. Cuidados com segurança são fundamentais, mesmo que você tenha certeza que isso pode ter acontecido comigo, mas nunca irá acontecer com você!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A primeira pessoa do singular

Oi geeente!!!
Vou começar com uma constatação que fiz, ao longo desses anos escrevendo nesse espaço:

Muitos me criticam porque escrevo os textos geralmente em primeira pessoa. Enquanto outros elogiam a coragem de expor o que penso e sinto.

Escrever assim não foi uma decisão minha. Aconteceu.

Primeiro, porque quando escrevia em terceira pessoa, logo achavam que eu estava falando de fulano ou beltrano.

E segundo... porque quando você começa a contar uma história sua, as pessoas têm a curiosidade despertada.

Li uma crônica na Zero Hora, de uma das colunistas que dizia que os melhores e os piores textos são escritos na primeira pessoa: EU.

Mas que de qualquer maneira, bons ou ruins, estes textos atraíam a atenção de todos, mesmo que por apenas uns segundinhos.

É o olho da fechadura. Aquela espiadinha na vida alheia.



Ninguém gosta de dar a cara a tapa. Mas todo mundo gosta de bisbilhotar a vida dos outros. Guaporé tem muito disso.
Há pelo menos 10 anos trabalho em rádio, e já entrevistei muitos políticos da cidade. Tenho que confessar (só entre nós), que não gosto muito daqueles que não conjugam o verbo usando eu.

Se tratam em terceira pessoa, como se estivessem falando de terceiros, e não deles mesmos. É claro, no fundo no fundo, não se comprometem de verdade, não assumem seus atos. Se escondem, nos discursos e na prática.

Jogadores de futebol fazem muito isso: Ronaldinho outro dia, em entrevista, afirmou:

- Ronaldinho agora é flamengo! (Ronaldinho o personagem, o jogador, o marqueteiro? E quanto à pessoa Ronaldinho, ele é o que mesmo?)

Acho que teria diferença, se ele dissesse: - EU sou flamengo!

Gostaria que tivéssemos mais coragem para nos assumirmos. O que gostamos, o que não gostamos, o que fazemos, como pensamos, como agimos.

Ou então... que pelo menos, demonstrássemos mais interesse pelo coletivo. Pelo NÓS.

-Nós vamos assumir este compromisso.

-Nós vamos mudar.

- Nós vamos agir.

- Nós vamos assumir nossos erros.

Esse individualismo mostra um pouquinho do que é a sociedade. Cada um por si, uns de dando mal, outros torcendo contra, e muitos se divertindo com a desgraça alheia....

 
Ó céus, ó vida.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sexo Banal...

O que você faz quando ninguém te vê fazendo? O que você iria fazer, se ninguém pudesse te ver?




Oi geeente!

Comecei com a música do grupo Capital Inicial, porque outro dia tive que rir com um rapazinho aqui da cidade. Nem sei o nome dele, mas ele está sempre na rua. E achou uma namoradinha. Gente, sem mentira: já vi ele “encoxando” a menina em todos os muros de Guaporé. Um sol de 40 graus no lombo e os dois derretendo de amor, literalmente, grudados um no outro em um beijo sucção, aí na esquina da praça.

Abençoada seja a paixão!!!!

Mas... hoje eu quero falar justamente sobre sexo. Não sou preconceituosa nem puritana, mas dificilmente sou adepta das grandes demonstrações públicas de paixão. Tinha um casal de amigos meus que chegava dar nos nervos de “tanto amor”. Viviam se beijando, se adulando, se chamando por apelidinhos. Nunca me esqueço uma vez, que em meio a um jantar no clube, os dois resolveram se devorar mutuamente, enquanto eu, de frente pra eles, devorava meu filé. Depois do beijo ela olhou pra mim, como se nada fosse e perguntou: - E então Miche, quando vocês viajam?
Detalhe: do lado da boca dela tinha um pedaço de alface grudado. (Só não sei se os restos mortais da salada eram dele ou dela, porque naquele beijo, eles transformaram a comida no bolo alimentar...). Comecei a fazer mil gestos, dando a entender sobre a presença da alface, quando ele (écaaa), deu uma lambidinha e “limpou” a boquinha dela!

Affe! Isso não é coisa de Jesus! haha

Gente amada... tem algumas coisas que ficam muito mais gostosas se feitas escondidinho! Tem mais emoção. É mais romântico. Se seu relacionamento é ótimo, pra que entregar o ouro pro bandido? Guarda pro seu quarto. Nós não precisamos ficar acompanhando 24 horas de pegação. Valha-me Deus!

Falo isso porque assisto o Big Brother Brasil, e o sexo virou bagunça. Lá encontramos gays, lésbicas, bis, trans, enfim, todas as tribos. Por favor, não me tomem por preconceituosa. Não é isso. Independente de preferência sexual, algumas coisas precisam ser preservadas, para que sejamos respeitados. Naquela jaula do BBB, todos se pegam, se beijam, se lambem, se passam a mão. Se é esse o exemplo que temos que seguir, imagine você numa festa, no Trip, na Psy, na Better, e todos os seus amigos começarem a achar que podem te beijar na boca, te enfiar a língua no ouvido, e te passar a mão? E o pior: seu namorado resolva também pensar assim, e sair dançando agarradinho com sua melhor amiga? M-O-R-T-E! hahahaha

Liberdade em excesso acaba prejudicando as relações. Um pouco de respeito e privacidade não faz mal pra ninguém. A conquista, o romance... ainda estão na moda, na minha humilde opinião. Banalizar o sexo e as relações de amor vai acabar tornando tudo e todos descartáveis.

O sexo pode ser feito sem amor, só por desejo. Mas daí a sair desejando até sua vovozinha é demais! Um pouco de sentimento nunca fez mal pra ninguém. E principalmente para nós mulheres, ainda é FUNDAMENTAL!

Pensem nisso! Sexo com qualquer um, por qualquer motivo... não é legal!

Deixo um trechinho de uma crônica do Veríssimo sobre o Big Brother Brasil:

“A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB, é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.”

É verdade! Eu tinha ficado contente, porque achei que o programa iria acabar com uma série de preconceitos contra homossexuais. E poderia ter essa função. Mas, ao invés disso, a única mensagem que o tal BBB está passando é que as pessoas não têm mais comprometimento nenhum com o coração umas das outras. Só se comprometem com bundas, peitos, coxas e bíceps. Nada de cérebros também... Desse jeito, onde iremos parar?

Pra finalizar, vou de Lulu Santos:

“Talvez eu seja o último romântico... dos litorais desse Oceano Atlântico”



Alguém mais pensa como eu? Ou será que fiquei totalmente ultrapassada aos 30 anos?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Oi geeente!

Que saudade de vocês!!




Estive, durante as férias, conhecendo o Ceará.  A terra da luz. Terra das praias cor de esmeralda, e das lindas paisagens como Canoa Quebrada e Morro Branco.
Palco para a gravação de muitas novelas (lembram da Gruta da Açucena, em Tropicaliente?), seriados, especiais.

Nas falésias do Ceará, além da gravação de uma das aberturas históricas do Fantástico, também foram filmados outros programas da TV nacional e internacional. O local é mundialmente famoso e diferente de outros estados do Nordeste, onde o destaque fica para as areias brancas e muitos coqueirais. Em Morro Branco e Canoa Quebrada, o tom avermelhado das falésias, deixa um aspecto de deserto beijando o mar. É deslumbrante. Parece que estamos no Grand Canyon dos Estados Unidos, de braços dados com o Oceano Atlântico.
Eu, que sempre divido com vocês minhas viagens, recomendo.

Mas o que poucos sabem, é que para chegar a estes paraísos naturais, nem sempre é fácil. Do hotel, em Fortaleza, você roda 100, 200, 300 quilômetros até as praias mais bonitas. Nas praias, precisa alugar buggys ou quadriciclos para chegar bem pertinho de Deus, naquela imensidão de areia e mar. 

Percorrer as dunas gigantes a bordo de um quadriciclo, atravessando rios, chegando a lagoas de águas quentes, é divino. Vale todo o esforço e até mesmo algum cansaço. São cenários quase selvagens, onde foi gravado, por exemplo, a última edição de No Limite, da Rede Globo.

Quem ama aventura e natureza, deve sim, passar na agência mais próxima e reservar seu pacote. 

Mas o melhor de todos os lugares, não são os lugares em si. São as pessoas. Por onde passei, guardei no coração o melhor do povo de cada região. 

As mulheres são bonitas, mistura de índio, negro e branco. Esculturas, como a índia virgem dos lábios de mel, Iracema, de José de Alencar, outro patrimônio cearense.
Nosso guia, o Totonho, nos mostrou porque o Ceará é a capital do humor. E mais: do bom humor!

Trago na bagagem a lição de que precisamos ser cordiais, educados, prestativos sempre, como cidade turística que somos.

Mas o maior orgulho que tenho de morar no sul é o grau de cionsciênciade nossa gente. Fortaleza vai ser engolida pelo lixo. Muita sujeira, por todos os lados. Lixo acumulado nas ruas, nos canteiros, nas praças. Uma vergonha.

Ainda bem que aqui somos chatos e reclamamos a cada latinha encontrada na calçada depois dos finais de semana.

Ainda bem que somos verdadeiras pedrinhas no sapato dos políticos. Que reclamamos quando a obra está mal feita, que praticamente obrigamos, com nossa cidadania, nossos políticos a ficarem de olhos bem abertos para o desenvolvimento sustentável, infraestrutura básica e progresso planejado.

Que bom que somos esse bando de chatos!  No nordeste, desde as bocas de lobo entupidas, passando pelas calçadas mais baixas que as ruas, até chegarmos ao lixo acumulado em rios, córregos, arroios, tudo é motivo para que aconteça uma tragédia.

Estive em Fortaleza no quadrante de chuvas, ou seja, pra eles, lá hoje é inverno. Um dia de chuva não muito intensa, provoca o caos. Ruas viram rios, trânsito um inferno, casas alagadas, e muita, muita confusão.

Uma falta de estrutura que salta aos olhos.
Uma pena.

O homem sabe explorar, tomar posse, construir, urbanizar, lucrar... mas não sabe respeitar, preservar, valorizar.

E claro, um dia, a natureza, cobra seu preço.
Voltei, achando que moramos, realmente, no paraíso.

Como é bom, estar em casa!
Guaporé, apesar de não ter grandes belezas naturais, é um pedacinho do céu!






sábado, 29 de janeiro de 2011

Você se expõe demais?



Oi geeeente!!
Tudo bem meus amores?

Hoje vou contar para vocês a história da “Bota Branca”.

Bota Branca era uma menina que eu conheci há alguns anos. Eu chamava ela carinhosamente assim, porque ela amava uma saia justérrima, curtíssima, um top micro, sem sutiã e BOTAS BRANCAS com o cano que chegava na altura das bem torneadas coxas. A Bota Branca devia ter o complexo Xuxa Meneghel, no tempo do Ilariê.

Até aí tudo bem. Cada um se veste (ou se pela) como quer.

Mas... a tal menina tinha doutorado em chamar a atenção ( e vamos combinar que podia!). Só que quando convidada para um concurso de beleza de prestígio e respeito, ela declinou do convite, esnobando os organizadores e dizendo que não gostava de se expor, que era uma pessoa recatada e discreta, que odiava ser o centro das atenções, e que concursos de beleza vulgarizavam a mulher. (Hã?!)

E você, gosta de se expor?
E se não gosta, porque se expõe?

Olha gente, se expor ou não, é uma decisão pessoal.

Na internet: Eu por exemplo, não gosto de me esconder. Na profissão que escolhi, trabalho com meu orkut, twitter, blog, facebook. Minhas redes sociais são abertas, podem fuçar a vontade. Pela minha profissão e pela minha personalidade, preciso estar em contato com as pessoas. Acho super legal manter essas redes sociais, porque você divide alegrias e experiências com parentes distantes, amigos que estão do outro lado do mundo, pessoas queridas que não estão sempre ao seu lado. Você pode conhecer gente nova, contatos profissionais, gente diferente de você! É o máximo!

Na vida: O modo como falo, rio, me visto, também refletem quem sou e como penso. Você é o que você faz, o modo como se porta. Não sou do tipo de pessoa discretíssima, e confesso às vezes, a bordo dos meus óculos de sol, exagerar um pouco. Eu me exponho e assumo. Mas o detalhe é o seguinte: exponho somente o que quero expor. O resto, guardo para mim, e para quem merecer dividir comigo.

O que não admito é quem sai por aí mostrando a bunda e escondendo a cara! Está louco para estar na mídia, faz tudo para chamar a atenção, adora aparecer, mas NEGA isso.

Há pessoas que ficam “magoadíssimas” quando alguém comenta de suas vidas, mas dão pano pra manga, e no fundinho, adoram ser o assunto do final de semana.

Gente, pessoas que querem ficar no anonimato, infelizmente precisam ser discretas. Discretas no modo de vestir, de agir, de falar. Você não pode ser uma Lady Gaga e querer que ninguém repare no seu figurino!

Respeito todo o tipo de pessoa autêntica! Mas, tenho uma quedinha por quem verdadeiramente se assume!

Estar na vitrine é bom. Mas tem seu preço. Ou você paga por ele, ou vira uma ostra. E se esconde do mundo.

O que não dá é manter um comportamento extravagante e exigir que as pessoas vejam você como um monge beneditino. Aí não!

Não tenha medo de mostrar quem você é... e assuma suas verdadeiras intenções!

 “Nunca tive medo de me mostrar. Você pode ficar escondido em casa, protegido pelas paredes. Mas você tá vivo, e essa vida é pra se mostrar. Esse é o meu espetáculo. Só quem se mostra se encontra. Por mais que se perca no caminho...”
Obs: Não confudam comentários sobre o que você faz, com invenções sobre o que você não faz.

Como diz um amigo meu... o bom de cidade pequena é que se eu não sei o que estou fazendo... outra pessoa sabe!


E gente, bota branca com cano acima do joelho... é UÓ!

A não ser que você seja Sarah Jéssica Parker!

Tchau!!!

Ouro pra mim...



Oi geeente!

Hoje vou começar com um trecho de uma música da Renata Arruda:
“O que antes eu não entendia agora... é ouro pra mim!”

Passamos muitos anos das nossas vidas tratando como diamantes, meros pedaços de vidro. Infelizmente, algumas pessoas perdem boa parte das suas vidas sem perceber a diferença entre metal precioso e latão. Pensam que tudo que reluz é ouro, e não percebem que a vida é um trem bala que passa voando por você... e é preciso viver intensamente cada segundo.

Eu estava na minha cama, fuçando no meu note book, como faço todo o domingo à noite, respondendo e-mails, conversando com pessoas através das redes sociais, colhendo material para a página Salto Alto, quando uma amiga escreveu em minha página de recados me desejando “Feliz 2011” e pedindo como estava a minha vida.

Eu, respondi que estava tudo bem, e desejei a ela um Ano Novo de muita festa, beijo na boca e alegria. Porque a figura é dessas que adora uma boa balada.

Ela sempre levou a vida de forma leve (até demais na minha opinião). O negócio era curtir o aqui e agora, aproveitar os amigos, as noites, a alegria, o riso solto... Uma pessoa tipicamente cigarra, nestes invernos gaúchos.

Eu vivia dizendo pra ela colocar a cabeça no lugar, pensar no futuro, buscar uma carreira, muito mais que um simples trabalho, deixar as festas de lado...

Mas ela nunca me escutou.
AINDA BEM!

Quando ela respondeu o recado que eu tinha enviado, meus pés perderam o chão e eu vi minha vida toda passar diante dos meus olhos. Comecei a questionar minhas escolhas, a maneira como me dedico de forma até doentia ao meu trabalho. Pensei em todos os compromissos que assumi e em quantos convites de encontros sociais ou passeios eu neguei, me afastando de muitos amigos por pura falta de tempo.

Essa minha amiga descobriu que está com câncer. Ela está com 20 e poucos anos. E tem Linfoma de Hodkins. Câncer no sangue.

Hoje você está ótima, e amanhã, está com câncer. Mas que tipo de surpresa é essa? O que a vida pensa que é, pra nos pregar uma peça dessas?

Os detalhes da negação, do questionamento interno de “porque isso comigo”, as dores, o cansaço, o desânimo, os exames com os resultados positivos, a quimioterapia e seus efeitos assustadores. Tudo isso ela me relatou, e eu tentei entender um pouquinho do inferno que ela está vivendo.

Eu sei, tenho certeza, de que com o avanço da medicina, o fato de ter descoberto a doença logo e partir pra luta com coragem, vai resultar na cura. Vai sim. Estamos todos aqui rezando.

Mas e os meus conselhos furados e minha forma equivocada de ver tanta coisa na vida? Tudo isso foi por água abaixo.

Só quero que ela volte a sorrir, a fazer muita festa por aí e a ser feliz da forma que ela escolheu pra ser feliz.

Nós, cheios de fórmulas, planos e estratégias de como os outros devem viver suas vidas, por vezes esquecemos de que o futuro é uma caixa de surpresas. É incontrolável e imprevisível.

Claro que devemos pensar no amanhã. Mas a vida é hoje, e talvez só tenhamos mesmo o dia de hoje para abraçar quem amamos, para curtir um pôr do sol, para comer um pote cheinho de sorvete de flocos, para mergulhar no mar, para tomar banho de chuva, para virar a noite na festa com os amigos, para curtir aquele almoço delicioso feito pela mamãe.

Pequenas coisas ENORMES que fazem toda a diferença.

Sei que essa passagem difícil da vida da minha amiga vai ensinar muita coisa. Pra ela, e pra mim.

E que até mesmo a dor seja válida para nos fortalecer e abrir nossos olhos para as verdadeiras riquezas da vida...

O resto... é apenas o resto.

Fé: para aqueles que tem fé, peço que, mesmo sem conhecer a pessoa em questão, que possam dirigir o pensamento positivo e uma oração, para que ela se recupere logo e que passe pelo tratamento com coragem.

A saúde e o amor são os verdadeiros diamantes de nossas vidas.

"Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde; Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro; Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido."
(Buda)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Oi geeeente!

As aparências enganam... aos que odeiam e aos que amam.
Essa é a letra de uma música que eu adoro.

Não é nada bonito, muito embora às vezes seja necessário, enganar aos demais. Mas ninguém consegue enganar a si mesmo.

Porém, se tem uma coisa que precisamos concordar... é que todos nós gostaríamos de enganar sobre a idade que temos.

Principalmente depois que cruzamos a fronteira dos 40 anos.

Em Guaporé, basta você observar as mulheres, para perceber que hoje em dia, nós aparentamos em média, ter de cinco a dez anos a menos do que realmente registram nossas carteiras de identidade.

Isso acontece com quem sabe fazer escolhas certas e viver bem.

São lindas as guaporenses, e a maioria delas sabe manter o corpo tão jovem quanto a alma. São garotas espertas que perceberam que o que plantamos hoje, colhemos amanhã.

Nem todos os botox do mundo, muito menos Ivo Pitanguy consegue modificar a aparência de uma mulher maltratada pela vida e pelos maus hábitos. A expressão do rosto é que revela a idade que se tem.

Quem tem uma vida cercada de problemas, infelicidade, mentira... estampa isso no olhar. Pode vestir as melhores roupas, ir aos melhores esteticistas, e malhar o dia inteiro... que vai mostrar na pele, no cabelo, na expressão, o resultado de uma vida de dor.

Quem se atira no álcool, no cigarro, nas noitadas, no sol e em uma má alimentação, também reflete isso na aparência. Infelizmente, essa vida de bar em bar, cobra seu preço.

Estava lendo a ZH de domingo, e achei interessante um dado apresentado.

Que tipo de mulher você é? Jeniffer Aninston ou Amy Winehouse?

A matéria aponta Jeniffer (assim como Penélope Cruz, Demi Moore, e Nicole Kidman) como o exemplo de mulher que sabe envelhecer. Tem bons hábitos e isso está estampado no rosto e no corpo dela. Aparenta ter 30 anos, e tem 41.



 
Já Amy Whinehouse é uma boêmia mundialmente famosa. Seu péssimo estilo de vida lhe dá pelo menos 10 anos a mais.


 
Envelhecer com saúde e boa aparência é uma somatória de atitudes que tomamos ao longo da vida. É uma colheita obrigatória, de uma semeadura longa.

Somos, no final das contas, o resultado do que fazemos e do que pensamos; somos resultado da forma como tratamos nosso corpo e nossa alma.

Somos, por fora, o espelho de como nos sentimos por dentro. E maquiagem nenhuma consegue esconder isso!

E você? É Jeniffer, ou Amy?

Penso que todos temos a oportunidade de mudar aquilo que não nos faz bem. E claro, toda a mudança exige sacrifício, e precisa ser profunda e verdadeira. Todos somos postos a prova em algum momento de nossas vidas. Todos somos feridos, magoados. Mas é nossa escolha optar por uma vida de alegria, em detrimento de uma eterna vida de mágoa, revolta e tristeza.

Já que estamos aqui... vamos curtir a festa. Porque, pelo que sabemos... a vida é uma só!

E que Deus nos conserve! ( No formol, de preferência.)

E pra fechar e não perder a piada...

Diz um amigo meu: A saúde, quando usada com moderação, pode trazer muito bem-estar à vida, desde que a sua utilização não prejudique o tabaco e o álcool.


E se você não curte muito sua aparência, tudo bem também!
Todo mundo tem um lado feio, o seu é o de fora!

Beijos meus lindos, hasta la vista!